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2022-06-07T01:12:49-03:00
Renan Sousa
Renan Sousa
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney. Twitter: @RenanSSousa1
NOVIDADE NOS INVESTIMENTOS

Renda fixa em tokenização: braço do Mercado Bitcoin amplia acesso dos investidores a ativos criptográficos por meio de novo lançamento; conheça mais aqui

Os investidores terão acesso a um investimento com rendimento estimado de 18% ao ano a partir de R$ 100 por token

6 de junho de 2022
12:39 - atualizado às 1:12
Tokenização e blockchain chegam em forma de ativos para o investidor convencional
Tokenização e blockchain chegam em forma de ativos para o investidor convencional. Imagem: Shutterstock

A “tokenização” ainda é uma palavra um pouco estranha para os investidores de fora do universo de criptomoedas. Se você pensou em NFTs, os tokens não fungíveis — ou, simplesmente, certificados digitais — esqueça: esses novos ativos usam a tecnologia das moedas digitais, mas de uma forma inovadora.

É o que acontece com os novos tokens de cotas de consórcio (CSCONS03) que serão lançados no Mercado Bitcoin a partir desta terça-feira (07). A maior exchange nacional e unicórnio brasileiro do setor contou a novidade com exclusividade para o Seu Dinheiro.

Os valores do CSCONS03

Por meio do seu braço MB Digital Assets (MBDA), especializado em registros em blockchain e tokenização de ativos reais, os investidores terão acesso a um investimento similar à renda fixa, com rendimento estimado de 18% ao ano.

Serão disponibilizados 17.401 tokens a partir de R$ 100 cada, totalizando cerca de R$ 1,6 milhão. Estima-se que o investimento renda 136% do CDI — considerando CDI de 13,22% ao ano, segundo taxas referenciais da bolsa no último dia 25 de maio — com previsão de liquidação total em 6 meses.

O que são ativos tokenizados

Essa nova classe de investimentos utiliza a tecnologia que criou as criptomoedas — a blockchain — para transformar ativos reais em digitais. Uma das vantagens é a possibilidade de fracionamento desse tipo de investimento. 

Para isso, o MBDA firmou uma parceria com a Consorciei, empresa especializada na compra e venda de cotas de consórcio.

Dessa forma, o investidor pode ter acesso a uma fração desse consórcio sem precisar necessariamente comprar uma cota inteira. Quando o número daquela parcela é sorteado, quem comprou o token recebe o rendimento.

Outros usos dos ativos tokenizados

Essa classe de investimentos é relativamente recente, mas pode ser utilizada tanto em consórcios, como no recebimento de precatórios — as dívidas que o governo tem com o judiciário e que não cabe mais recurso.

Ainda existe a vantagem de poder fracionar esses precatórios. Muitas vezes, o valor a receber por essas dívidas é alto e somente investidores institucionais ou fundos especializados acabam tendo acesso a esse tipo de ativo.

Assim, a tokenização é diferente dos NFTs: são tokens fungíveis, diferentemente dos certificados digitais, que são únicos, isto é, não fungíveis. Entenda mais sobre NFTs aqui.

Um mercado em expansão

Esse é o oitavo lote desta natureza lançado pelo MBDA, somando mais de R$ 26 milhões tokenizados. O primeiro deles foi lançado em parceria com a Consorciei com o ticker CSCON01 em 22 de fevereiro. Em 30 dias, todos os tokens emitidos — um total de R$ 1,9 milhão — foram vendidos.

Na última semana, os detentores do token CSCON01 receberam dividendos da terceira liquidação parcial, com o valor total de R$ 1,015 milhão e 9.783 tokens queimados, pagando R$ 103,82 por unidade, que representa uma rentabilidade no período de 3,82% e de 15% anualizada.

Os pagamentos das liquidações anteriores deste token ocorreram em março de 2022, representando 13,98% e R$ 269 mil da operação e com rentabilidade no período de 1,35%; e em abril de 2022, representando 28,28% e R$ 550 mil da operação e rentabilidade no período de 2,52%.

Em ambos os casos, a rentabilidade anualizada foi de 15%.

E vem mais por aí

Para Vitor Delduque, Diretor de Novos Negócios do MB Digital Assets, a empresa está investindo cada vez mais nesses ativos para que o cliente tenha a possibilidade de diversificar a carteira, reduzindo o risco da operação e tendo a possibilidade de retornos superiores às aplicações tradicionais.

“Nossa meta é tokenizar R$ 600 milhões em ativos até o fim de 2022. Já alcançamos um volume de R$ 154 milhões até agora e estamos tendo uma grande adesão dos investidores”, afirma.

Os riscos desses negócios

Vale ressaltar que o investimento em ativos digitais é sempre mais arriscado do que os ativos tradicionais. 

Por isso, embora a tokenização seja lastreada em ativos do mundo real, o investidor não deve ultrapassar 5% do seu portfólio em produtos digitais.

Além disso, é preciso estar ciente do tempo de retorno do investimento — se você precisar do dinheiro antes do esperado, a retirada pode consumir parte do lucro, assim como acontece com outros investimentos em renda fixa. 

Para mais informações, acesse o site do Mercado Bitcoin para entender melhor as diferenças entre os tokens desse tipo de ativo.

Campos Neto curtiu isso

Quem também está empolgado com esse novo segmento dos investimentos é o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto.

O chefe da autoridade monetária disse nesta segunda-feira (06) que o movimento de "tokenização" da economia é a principal tendência à frente, mais do que próprio debate em torno de criptoativos e real digital — ou CBDC (Moeda Digital do Banco Central, na sigla em inglês).

"O que está no centro do debate? Acho que não é sobre cripto ou CBDC, é sobre esse movimento de 'tokenização', que você pode colocar valor e pode negociar coisas na forma de 'tokens", disse ele, no evento Valor's Crypto Summit Rio 2022, promovido pela Valor Capital Group na manhã desta segunda-feira.

Segundo Campos Neto, a tendência é de um movimento rumo a uma economia tokenizada, diante de um avanço tecnológico que "chegou para ficar".

O presidente do BC reiterou ainda que a tecnologia é uma maneira de tornar a intermediação financeira "mais barata e inclusiva". As informações são do Estadão Conteúdo.

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