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Michael Miebach afirmou que o Swift deve evoluir ao passo das criptomoedas; vários países, inclusive Brasil, correm para regularizar bitcoin

O mundo foi apresentado ao Swift quando o sistema que conecta o sistema financeiro global surgiu entre as sanções à Rússia após o início da guerra na Ucrânia. Para escapar do bloqueio, tanto russos como ucranianos recorreram ao bitcoin (BTC) e às criptomoedas.
É com base nesse contexto que Michael Miebach, CEO da Mastercard, acredita que o sistema de pagamentos, que permite as operações do comércio internacional, deve deixar de existir num futuro próximo ‒ ou mudar a forma de negociar.
Miebach afirmou nesta terça-feira (24) que não espera que o Swift exista em cinco anos, durante painel sobre Moeda Digital do Banco Central (CBDCs), na Conferência Blockchain Central em Davos, na Suíça.
Na ocasião, o moderador do painel questionou se o sistema de pagamentos ainda existiria em 2027 e a resposta do CEO da MasterCard foi categórica: “não”, sem dar mais explicações.
Em seguida, um porta-voz da MasterCard afirmou que o CEO, na verdade, não teve a intenção de declarar que o sistema de pagamento vai acabar.
“Michael estava simplesmente reforçando o que Swift disse anteriormente ‒ que suas operações continuam a evoluir. Sua forma atual não será a mesma no futuro. Eles estão adicionando mais funcionalidades e deixando de ser apenas um sistema de mensagens”, disse o porta-voz à CoinTelegraph.
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De olho no futuro das moedas internacionais, principalmente o bitcoin (BTC) e as criptomoedas, o sistema Swift já começou a testar o uso das moedas digitais (CBDCs) em transações comerciais.
Desde maio de 2021, o sistema vem explorando o uso de CBDCs para facilitar pagamentos. Neste ano, a Swift realizou a segunda rodada de experimentos em parceria com a empresa Capgemini.
O uso de criptomoedas pode até facilitar a vida das grandes corporações internacionais. Mas, com certeza, já foi uma ótima alternativa para países que viram suas moedas locais entrarem em crise.
Um exemplo recente disso é a Guerra da Ucrânia. Com as transações em rublos, moeda russa, bloqueadas por conta das sanções do Ocidente, a saída de parte da população da Rússia foi manter os ativos em criptomoedas.
A Ucrânia também se beneficiou da tecnologia do mundo cripto. Cerca de US$ 54 milhões em bitcoin (BTC) foram doados ao país para reforçar as defesas contra ataques russos.
Ao redor do mundo, vários países, incluindo o Brasil, correm para regular os ativos digitais. O projeto brasileiro já foi aprovado pelo Senado e agora aguarda votação na Câmara dos Deputados.
*Com informações de CoinTelegraph
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