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Um desastre recente tratou de mostrar que, no mercado financeiro, todo mundo pode cometer erros, até os profissionais
Se você é mais ou menos familiar ao mercado financeiro, já deve ter ouvido sobre as "temidas e perigosas" opções. Aqueles instrumentos de alavancagem que fazem os lucros com ações parecerem brincadeira de criança, mas que também podem gerar enormes prejuízos se utilizados de maneira incorreta.
Não é à toa que eu já vi muitos profissionais engravatados do mercado financeiro aconselhando pessoas comuns a ficarem longe delas: "olha, eu não recomendo investimentos com opções para pessoas físicas. Deixe isso para nós, especialistas e gestores de fundos."
Ah, como eu "adoro" a arrogância do pessoal da Faria Lima e do Leblon. Todos cheios de si, achando que um diploma e uns anos mexendo no Terminal Bloomberg fazem deles seres especiais acima do bem e do mal.
Mas um desastre recente tratou de mostrar que, no mercado financeiro, todo mundo pode cometer erros, até os profissionais.
Nos últimos dias, surgiram na mídia notícias sobre o fundo de investimentos TT Global, criado por dois sobrinhos do ex-Presidente do Banco Central, Armínio Fraga. O fundo montou uma estratégia de alavancagem com opções que traria grandes ganhos em caso de valorização das ações da companhia norte-americana Clarus, mas com possibilidade de perdas relevantes também caso os papéis caíssem.
Segundo as reportagens, o fundo utilizou a venda de opções de venda e a compra de opções de compra. Para os mais familiarizados, é a combinação de venda de puts com compra de calls, uma estratégia que aposta na alta das ações quase sem a necessidade de investimentos, já que a compra da call é financiada com a venda da put.
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A única coisa que a corretora costuma pedir é uma pequena margem de garantia. Isso permite apostar na alta das ações praticamente sem precisar colocar a mão no bolso, o que leva os investidores menos disciplinados a alavancagens brutais, esquecendo-se dos prejuízos gigantescos caso a ação despenque.
Nessa estratégia, não é incomum o investidor ter mais do que 200% de lucros, por exemplo, mas prejuízos de 200% ou 300% também são bastante comuns.
É isso mesmo, ao contrário de um investimento em ações, ou numa compra simples de opção, onde seu prejuízo máximo é 100%, nesse método você pode perder muito mais do que investiu.
Eu não gosto dessas estratégias nas quais as perdas são potencialmente muito maiores do que 100%, mas até entendo quem faz.
Às vezes o sujeito tem grande confiança na operação e está disposto a arriscar 0,5% ou 1% do portfólio. Então ele monta uma operação com tamanho pequeno e, se tudo der errado, vai perder pouco também.
Bom, isso é o que deveria acontecer, mas quem disse que essas regrinhas se aplicam aos investidores profissionais, com seus diplomas estrangeiros, Terminais Bloomberg à disposição e total controle sobre o mercado de opções, não é mesmo?
Não é bem assim.
O fundo dos sobrinhos de Armínio Fraga montou uma posição tão grande que, segundo rumores, atingiu o equivalente a 200% do seu patrimônio investido nas ações da Clarus, o que significa muita alavancagem — e riscos gigantescos também.
Depois de uma chamada de margem da custodiante para reduzir a alavancagem exagerada, da necessidade da venda forçada de ativos pelo fundo e da queda no preço das ações, aqui está o que aconteceu com o patrimônio do TT nos últimos dias: desvalorização de cerca de 90%.
É provável que o fundo encerre as atividades, inclusive.
Eu não vou mentir, o assunto opções não é o mais fácil do mundo. Mas, ao contrário do que os engravatados da Faria Lima tentam fazer você acreditar, está longe de ser um bicho de sete cabeças.
Na série Flash Trader eu ofereço um curso que faz qualquer pessoa ser capaz de operar opções, mesmo que ela não seja expert no assunto.
Lá eu ensino as principais estratégias para ganhar dinheiro. Mas, mais do que isso, falo sobre a disciplina necessária para poder investir com bons resultados nesse mercado.
Para mim, conhecimento técnico é o menos importante nessa história. E os gestores do fundo TT Global, que sabiam tudo de opções, trataram de deixar isso claro.
Pouco adianta saber sobre gammas e thetas, ou deduzir a fórmula de Black & Scholes de cabeça, se na hora de entrar na operação você se empolga e monta uma posição bem maior do que deveria ou não se lembra dos riscos.
Eu vou dar um exemplo muito simples do que estou falando. A compra de uma call tem o seguinte perfil de retorno no dia do vencimento:
Se o preço da ação não subir ou não chegar ao strike até o dia do vencimento da opção — que é o que acontece na maioria das vezes — essa call vai valer zero. Isso significa um prejuízo de -100% e que tem boas chances de acontecer.
Na melhor das hipóteses, essa call pode se multiplicar 10 vezes, 15 vezes, 50 vezes. Mas, na maior parte das vezes, ela convergirá para uma perda de -100% do valor investido.
Mesmo que a aposta seja interessante, se o risco de perder 100% é considerável, você jamais vai colocar muito dinheiro nessa estratégia.
Ao invés de pensar no quanto você quer ganhar, a pergunta deve ser outra: quanto você topa perder: R$ 100, R$ 200? Então você investirá no máximo R$ 200 e, na pior das hipóteses, esse será o seu prejuízo.
Por outro lado, na melhor das hipóteses você vai receber múltiplas vezes o valor investido, e mesmo um valor pequeno será capaz de trazer ótimos retornos para o portfólio: R$ 200 x 2 = R$ 400, R$ 200 x 10 = R$ 2 mil, R$ 200 x 50 = R$ 10 mil.
Aliás, esse é o grande barato das opções: você não deve investir muito dinheiro porque, na verdade, você nem precisa. Pequenos investimentos podem trazer grandes retornos nos melhores cenários.
Mas, como vimos, nem todo mundo tem a disciplina necessária para entender isso. E depois de se alavancar e perder metade do patrimônio em uma única operação, o sujeito vai colocar a culpa em quem? Nas opções, é claro, e não em sua falta de disciplina.
Na minha Carteira de Compras de Opções, eu indico cerca de seis operações de R$ 100 a R$ 150 por semana. A estratégia tem rendido mais de 80% de retorno em 2022 ajudada justamente por esse perfil assimétrico, de perdas pequenas limitadas a R$ 100 ou R$ 150, e ganhos que já chegaram a mais de +300% em algumas operações neste ano, como foi o caso de RADLH210, recomendada no fim de julho.
Se você tem a disciplina necessária para seguir essa estratégia sem se alavancar demais, será muito bem-vindo à minha turma.
Mas tudo bem também se você é do tipo que prefere colocar seu dinheiro em um fundo e terceirizar os seus investimentos, apenas lembre-se de verificar a qualidade e a disciplina dos gestores.
Investir com base apenas nos retornos passados é um risco enorme, porque você não sabe como aquele fundo conseguiu aquele resultado. O TT teve um ótimo desempenho nos dois últimos anos, mas agora sabemos como ele foi conquistado.
O Bruno Mérola é o melhor analista de fundos que eu conheço, e em suas avaliações ele faz questão de entender não apenas os retornos, mas a capacidade e disciplina dos gestores.
Se quiser conferir todos os fundos que o Mérola recomenda, deixo aqui o convite para você.
Um grande abraço e até a semana que vem!
Ruy
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