O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Para quem não aguentava mais ver a bolsa brasileira apanhando enquanto Wall Street renovava recordes, este início de ano está sendo o momento da revanche. Ou melhor, de o Ibovespa "correr atrás do prejuízo".
Nesta terceira semana de janeiro, o principal índice da B3 mais uma vez contrariou o exterior e enfileirou altas, enquanto as bolsas europeias e americanas ficavam no vermelho.
Com a perspectiva de alta de juros e aperto monetário nos Estados Unidos, as bolsas dos países desenvolvidos vêm perdendo atratividade. As bolsas americanas, que tiveram um 2021 formidável, renovando máximas históricas, passam agora por uma ampla realização desses ganhos.
Ao mesmo tempo, a alta nos preços das commodities - notadamente, petróleo e minério de ferro - e os preços já bastante descontados das ações, depois da pancadaria do ano passado, fazem a bolsa brasileira voltar a se tornar interessante para o investidor gringo.
Com isso, os fluxos de capital estrangeiro de risco migram para cá, impulsionando as cotações de papéis que estavam "na xepa", a começar pelas blue chips - Petrobras, Vale, siderúrgicas e grandes bancos. Em 2022, até o dia 19 de janeiro, mais de R$ 15 bilhões em recursos estrangeiros entraram na B3.
Ainda é cedo para dizer se isso vai perdurar, até porque há muitos fatores, neste ano, jogando contra; mas, a princípio, dá ao menos para interpretar o movimento como uma compensação por todo o tempo em que o Ibovespa esteve descolado das bolsas gringas no ano passado.
Leia Também
A semana começou com feriado nos Estados Unidos e um repique nos juros dos Treasuries, os títulos do Tesouro americano, na terça-feira. Mas logo essas taxas de juros passaram por uma correção, contribuindo para a queda dos juros futuros por aqui.
O alívio no dólar, com a entrada de recursos externos, também contribuiu para a queda das taxas locais, e todo esse movimento abriu espaço para as ações domésticas subirem, impulsionadas pelos cortes de juros na China (que podem aumentar a demanda por minério de ferro) e as repetidas altas do petróleo, impactado por uma série de conflitos geopolíticos em países produtores dessa matéria-prima.
Com isso, o Ibovespa conseguiu acumular uma alta de 1,88% na semana, tendo chegado a testar os 110 mil pontos, enquanto o Dow Jones perdeu 4,58%, o S&P 500 caiu 5,68%, e o Nasdaq tombou 7,55% no período. Na Europa, o índice Stoxx 600, que reúne as principais empresas do continente, acumulou queda de 1,40%. O dólar à vista, por sua vez, caiu 1,05% ante o real.
A semana termina, porém, com um clima um pouco diferente. A sexta-feira foi morna para a bolsa brasileira, que lutou para se manter no azul, mas acabou fechando em queda de 0,15%, aos 108.941 pontos.
O dia amplamente negativo nas bolsas internacionais, com baixa de 1,30% do Dow Jones, 1,89% do S&P 500, 2,72% do Nasdaq e 1,84% do Stoxx 600, puxou o Ibovespa para baixo.
Ao mesmo tempo, os mercados de juros e câmbio começaram a precificar novas preocupações com o cenário doméstico.
A tentativa do governo de baixar o preço dos combustíveis na canetada, zerando impostos federais e reduzindo a arrecadação, não foi bem recebida, pressionando os juros futuros e a moeda americana para cima. Com isso, o dólar à vista fechou em alta de 0,72%, a R$ 5,4553, e os juros longos acabaram zerando as quedas da semana.
Veja tudo o que movimentou os mercados nesta sexta-feira, incluindo os principais destaques do noticiário corporativo e as ações com o melhor e o pior desempenho do Ibovespa.
ADAPTANDO-SE À MODA
Em meio a dança das cadeiras, Lojas Renner (LREN3) troca CFO e anuncia plano de recompra de mais de R$ 450 milhões em ações. Varejista da moda embarca nas recompras em um momento no qual a bolsa parece começar a se recuperar da queda em 2021.
NOVATA NO PEDAÇO
XP anuncia novo acordo para criação de corretora em sociedade com escritórios de agentes autônomos. Os escritórios BRA e BS Investimentos são especializados no atendimento de clientes focados em renda variável e, juntos, possuem quase 90 mil clientes na rede da XP.
VAZAMENTO DE DADOS
Cara, cadê meu Pix? Banco Central comunica vazamento de chaves e dados pessoais de mais de 160 mil clientes; entenda como isso te afeta. Em nota, o BC afirmou que os dados são de natureza cadastral e não é possível fazer movimentações financeiras com eles.
VAGAS ABERTAS
Empiricus e Seu Dinheiro lançam programa de trainee para redatores com alta chance de contratação; veja como participar. A ideia das empresas é atrair e treinar redatores de todo o país para atuar nas diferentes áreas que demandam por conteúdo dentro da maior publicadora de materiais financeiros do Brasil; empresa vai custear moradia em São Paulo para profissionais de outros estados.
O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos
Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital
Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo
São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid. Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]
Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira
Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)
Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal
A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta
A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida
Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje
Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio
Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]
Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs
Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual
Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje
Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026
Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras
Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro
Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje
Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais