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O mês de setembro começa com uma imensa mancha de tinta vermelha sobre a tela das bolsas mundiais, sentindo o peso do Fed, da inflação recorde na zona do euro e do lockdown em Chengdu
Agosto terminou com o Ibovespa em alta acumulada de mais de 6% no período. Sozinho, o número parece afastar de agosto o rótulo de “mês do desgosto”. A forma como o mês terminou, entretanto, já deixa os investidores nostálgicos de dias nem tão distantes assim nas bolsas.
O mês de setembro nos mercados financeiros começa com uma imensa mancha de tinta vermelha sobre tela. As bolsas da Ásia fecharam em forte queda, os mercados europeus abriram em baixa e os índices futuros de Nova York sinalizam um caminho parecido para Wall Street hoje.
A postura mais agressiva do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) pesa sobre os mercados, sinalizando o fim do rali de mercado de baixa que antecedeu a cautela observada nos últimos dias.
A taxa básica de juro nos EUA encontra-se na faixa de 2,25% a 2,50% ao ano. Mas já tem diretor do Fed falando em taxa terminal superior a 4%.
De qualquer modo, não é só o Fed que pesa sobre os mercados hoje. A autoridade monetária dos Estados Unidos tem a companhia da inflação recorde na zona do euro e do lockdown em Chengdu, uma metrópole chinesa com 20,9 milhões de habitantes, por causa de um surto de covid-19 na cidade.
Por aqui, os investidores estarão de olho nos números do PIB brasileiro no segundo trimestre. Outro dado para ficar de olho é o saldo da balança comercial brasileira em agosto. Os investidores devem repercutir também o projeto de orçamento apresentado pelo governo para 2023.
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BALANÇO DO MÊS
Bolsa e fundos imobiliários passam por virada em agosto e ficam entre os melhores investimentos do mês; bitcoin volta para a lanterna. Primeiro lugar ficou com os títulos prefixados, beneficiados pela perspectiva de que a taxa Selic finalmente deve parar de subir.
ARRUMANDO A CASA
Itaú (ITUB4) vai propor reorganização societária aos acionistas; banco deve assumir parte das atividades do Itaucard. Segundo a instituição financeira, a reorganização faz parte da estratégia de “racionalização do uso dos recursos e otimização das estruturas e negócios”.
ACABOU O GÁS
Entenda o que está em jogo agora que a operadora do gás russo Gazprom interrompeu o fluxo para a Europa. Com o inverno mais próximo, as sanções à Rússia começam a ter efeito na Europa, que começa a correr contra o tempo — e vê apostas na recessão subirem.
PANE NO SISTEMA
Snap sem filtro: Com resultados fracos, rede social anuncia reestruturação e demite 20% do quadro de funcionários. Mais de 1.200 colaboradores foram desligados na quarta-feira (31). A dona do Snapchat também cancelou programas originais, jogos no aplicativo e outros projetos que já estavam em andamento.
CORRIDA ELEITORAL 3.0
Lula x Bolsonaro em NFT: corrida eleitoral chegou ao mercado de artes digitais, com obras a partir de R$ 70. Quadro virtual com Lula e Bolsonaro pode se valorizar e render dinheiro para o investidor, mas ainda não empolgou, com apenas quatro unidades vendidas.
ESTRADA DO FUTURO
A febre dos NFTs passou, mas esta empresa está ganhando dinheiro com eles até hoje. O colunista Richard Camargo explica quem foram os vendedores de pás da corrida do ouro dos tokens e conta o que isso ensina para as próximas ondas especulativas.
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Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado
A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo
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