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Se a semana passada ficou marcada pela agenda vazia e pela falta de catalisadores capazes de movimentar o mercado financeiro, o cenário para os próximos dias nas bolsas tem tudo para ser bem diferente
O mar calmo nem sempre é uma boa notícia. Mesmo quando o oceano parece uma piscina, a falta de um ventinho pra soprar as velas pode deixar seu barco à deriva. Há também os casos em que a calmaria precede a tempestade. E parece ser este o caso dos mercados financeiros hoje.
Se a semana passada ficou marcada pela agenda vazia e pela falta de catalisadores capazes de movimentar o mercado financeiro, o cenário para os próximos dias nas bolsas tem tudo para ser bem diferente.
Dados de inflação e atividade nos Brasil e nos Estados Unidos terão a companhia do simpósio de banqueiros centrais de Jackson Hole, promovido pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
As principais bolsas de valores estrangeiras abriram a semana no vermelho. Simultaneamente, o euro revisita hoje a paridade com o dólar.
E agora que a China começava a afrouxar as restrições impostas pela pandemia, o governo viu-se obrigado a dar continuidade a um racionamento de energia elétrica ao setor industrial em meio a uma intensa onda de calor acompanhada de uma seca histórica.
Em Wall Street, os índices futuros de Nova York sinalizam abertura no vermelho com os investidores à espera do simpósio de Jackson Hole. A expectativa é que o Fed use a reunião para fornecer sinais adicionais sobre quais serão os próximos passos da política monetária norte-americana.
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O problema é que os investidores já estão nervosos hoje, mas Jackson Hole só começa na quinta-feira.
E isso em uma semana repleta de importantes indicadores econômicos. Por aqui e por lá. Não bastasse tudo isso, a campanha eleitoral entra em sua segunda semana em meio à expectativa com as próximas pesquisas de intenção de voto.
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