🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

A guerra na Ucrânia está demorando mais do que se imaginava – e levando a uma revisão das projeções de inflação e crescimento econômico pelo mundo

Diante da continuidade do conflito, as próximas semanas devem ser definitivas para que saibamos o quão duradouros serão os efeitos sobre as commodities

22 de março de 2022
6:35 - atualizado às 13:30
Rússia mantém tropas na fronteira da Ucrânia e bolsas reagem hoje

Em poucos dias a invasão da Ucrânia pela Rússia completará um mês. A situação é bastante delicada e complexa, devendo ser sempre tratada com a devida seriedade, muito pelo fato de ser um dos eventos mais importantes do século 21 até aqui, com potencial de desdobramento sobre nossas vidas em diferentes sentidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Temos conversado sempre com especialistas em geopolítica, de modo a entendermos por completo os caminhos que poderemos tomar daqui em diante, até mesmo porque a guerra está levando mais tempo do que a Rússia pressupunha.

Desde 1946, 26% das guerras terminam em menos de um mês, outros 25% em menos de um ano e, dentre os que duram mais de um ano, 26% acabaram com um cessar-fogo. Em poucos dias a guerra na Ucrânia caminhará para o segundo grupo, sem muita perspectiva de para onde caminha.

Saída honrosa cada vez mais difícil para a Rússia

O problema é que, a cada dia que passa, uma saída honrosa para a Rússia de Vladimir Putin fica mais difícil, uma vez que os ucranianos podem até concordar com a neutralidade, mas se negam a aceitar o desmembramento de seus territórios, conforme demanda o Kremlin.

Para ilustrar, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse em entrevista recente que está pronto para negociar com Putin se houver apenas 1% de chance de pararmos esta guerra. Contudo, ele se recusou a reconhecer a independência de duas repúblicas separatistas no leste da Ucrânia, como a Rússia exigiu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Paralelamente, quanto mais tempo a guerra durar, mais custoso será para o presidente russo, que tem que lidar com as sanções ocidentais. Aliás, por falar no Ocidente, o presidente americano Joe Biden vai a Bruxelas na quinta-feira (24) para uma reunião de emergência de dois dias com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A ideia do encontro será discutir a resposta do Ocidente aos ataques russos.

Leia Também

No fim do dia, sabe-se que as forças russas não conseguiram atingir o objetivo original do presidente Putin de tomar rapidamente Kiev junto com outras grandes cidades e depor o governo ucraniano.

Resistência da Ucrânia surpreendeu a Rússia

As tropas da Ucrânia surpreenderam o Kremlin com sua resistência, enquanto os maus planejamento e execução russos contribuíram para que a guerra parecesse um desgaste — os problemas logísticos foram notáveis.

Há quem diga que, para entender os próximos capítulos desta guerra, agora já com quase um mês, precisamos avaliar a cidade de Mariupol. A Rússia é acusada de crimes de guerra na cidade portuária do Sul depois de bombardear um teatro, uma maternidade e edifícios residenciais. Por conta dos atos, a Ucrânia rejeitou um prazo russo de hoje para entregar a cidade. Com isso, as próximas etapas podem ser piores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Rússia diz que está atingindo alvos militares, mas Mariupol segue um padrão de destruição implantado por Putin desde que chegou ao poder, na capital chechena de Grozny, na cidade síria de Aleppo, e agora na Ucrânia. Isso representa um dilema para Biden e outros líderes da Otan quando se encontrarem em Bruxelas.

Ou seja, apesar de estar sendo mais devagar do que se pressupunha, os russos estão avançando e se tornando cada vez mais implacáveis, se valendo de atitudes mais grotescas pouco a pouco. Abaixo, verifica-se a evolução da tomada dos territórios ucranianos, em vermelho, e a manutenção de controle pela resistência, em amarelo.

A situação militar em 22 de março de 2022 da invasão russa da Ucrânia em 2022. Fonte: BNO News

Escalada na Ucrânia testa apetite por mais sanções

A escalada de tom russa na Ucrânia testa o apetite por mais sanções, prejudicando a unidade transatlântica, dado que alguns estados europeus não estão dispostos a seguir os EUA e sancionar o setor energético russo por medo dos danos às suas próprias economias.

Canadá, Estados Unidos, Reino Unido e Austrália já proibiram as importações de petróleo russo, afetando cerca de 13% das exportações da Rússia. Dessa forma, espera-se que a continuidade da agressão de Moscou possa trazer a União Europeia a bordo, um movimento que pode levar a uma mudança radical na forma como o continente compra sua energia — mudanças estruturais na arquitetura energética global estão por vir nos próximos anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Notadamente, todas essas sanções se traduzem em um novo choque de custos para a inflação no Brasil e no mundo. Para nós, brasileiros, o principal efeito no mapeamento dos efeitos diretos da guerra se refere à oferta de fertilizantes e ao aumento nos preços das commodities agrícolas e do petróleo.

Consequentemente, os preços dos ativos respondem à falta de avanço para um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia, sem falar dos ataques às instalações petrolíferas na Arábia Saudita.

Alternativas em andamento

Ao redor do mundo, para estabilizar o mercado de energia, vemos várias iniciativas que podem dar resultado positivo nos próximos meses, de modo a reduzir a dependência global das matérias-primas russas.

O Catar, por exemplo, disse que concordou em trabalhar no fornecimento de gás natural liquefeito à Alemanha, já que a maior economia da Europa busca reduzir sua dependência da energia russa. O ministro da Economia alemão disse, durante conversas em Doha ontem, que seu governo planeja acelerar dois terminais de importação de GNL na Alemanha.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto isso, no Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson está se voltando para a energia nuclear e eólica na tentativa de aumentar a segurança energética doméstica da Grã-Bretanha — já comentamos muito sobre energia nuclear no passado e ela deve ganhar cada vez mais relevância nesta nova década.

Sem perspectiva de recuos

Grosso modo, portanto, podemos concluir que a campanha inicial russa falhou (tentar tomar Kiev, Kharkiv e outras grandes cidades ucranianas nos primeiros dias da guerra) por conta da resistência ucraniana e por erros logísticos graves (as imagens de tanques russos presos na lama são uma metáfora adequada para a situação).

Assim, sem perspectivas de que um dos dois lados saia das atuais negociações com um recuo, devemos ter uma elevação de tom no conflito, em linha com o que tem acontecido em Mariupol — a Rússia devastou a cidade do sudeste com um cerco sufocante e bombardeios constantes (há relatos de que “não é mais uma cidade”).

Em outras palavras, a atual estratégia da Rússia, segundo o que consultei de especialistas, parece não estar funcionando tão bem. No final do dia, as forças armadas russas estão espalhadas, engajadas em combates locais de pequena escala e que não produzem os resultados esperados pelo Kremlin.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os próximos passos

Dessa forma, resta entender quais serão as próximas respostas da Otan e de aliados para no próximo mês da guerra na Ucrânia, que promete marcar o início de um novo capítulo mais violento e sangrento.

Ao todo, o conflito pode se arrastar por semanas ou meses.

Novas alternativas ocidentais poderão contar com mais sanções e com uma no-fly zone (ou zona de exclusão aérea), apesar de este último ser bastante polêmico pela sua capacidade de escalar ainda mais as tensões entre Rússia e Ocidente.

O aguardar de novas resoluções ressoam em mais inflação para os países no curto prazo, provocando um início de revisões negativas às projeções de crescimento econômico. As próximas semanas poderão ser definitivas para que saibamos o quão duradouro serão tais efeitos sobre as commodities.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mudança de FIIs para fiagros que pode impulsionar dividendos, a reação aos juros e o que mais você precisa saber hoje

29 de janeiro de 2026 - 8:38

Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BC não tem pressa, bolsa dispara e dólar afunda: veja o que move os mercados hoje

28 de janeiro de 2026 - 8:32

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mensagem que pode frear o foguete do Ibovespa, mais tarifas de Trump e o que mais os investidores precisam saber hoje

27 de janeiro de 2026 - 8:23

A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta sob os holofotes: juros parados, expectativas em movimento

27 de janeiro de 2026 - 7:08

A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos na tabela periódica, tensões geopolíticas e tarifas contra o Canadá: veja o que move os mercados hoje

26 de janeiro de 2026 - 8:28

Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar