🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Hoje tem Copom: o que esperar do Banco Central e da bolsa após a provável volta da Selic aos dois dígitos

A alta da taxa básica de juros vai continuar, mas o tom contracionista das últimas reuniões de política monetária se aproxima de seu limite

2 de fevereiro de 2022
6:01 - atualizado às 13:30
Montagem de Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central (BC), com chapéu de aviador olhando sorrindo para o lado
O comandante do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto: a aeronave do Copom vai mudando a rota da Selic, apertando cada vez mais os juros - Imagem: Montagem Andrei Morais / Agência Brasil / Shutterstock/doomu

Entramos no mês de Carnaval já com uma reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na cara do gol.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Será o primeiro encontro de nossa autoridade monetária em 2022, marcando provavelmente um dos últimos comitês em que haverá uma continuidade do tom contracionista imposto desde o começo de 2021.

Em dezembro do ano passado, o Copom voltou a avaliar cenários alternativos, mas optou por manter o ritmo, sinalizando outro movimento de mesma magnitude neste início de ano.

Taxa Selic deve ir a 10,75% ao ano

Com isso, pelo menos por enquanto, a conjuntura ainda demanda que o BC dê sequência ao aperto monetário, elevando em 150 pontos-base a taxa Selic, conforme o contratado no último Copom, levando-a para 10,75% ao ano — voltamos aos dois dígitos depois de mais de quatro anos.

Atenção ao comunicado

O ponto de atenção reside, portanto, no comunicado que acompanha a decisão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar de estarmos próximos do fim do ciclo, não se sabe ao certo o quão longe Roberto Campos Neto pretende levar a política monetária do país; isto é, não se sabe o mês no qual o processo de elevação da Selic se encerrará ou até mesmo qual a taxa terminal. Atualmente, entende-se como mais provável um patamar entre 12% e 12,5%.

Leia Também

Neste caso, as próximas reuniões até maio podem guardar mais duas elevações, de modo a levar a taxa de juros de maneira mais gradual ao patamar vislumbrado. Contudo, isso não é certeza, ao menos não ainda.

Dessa forma, se faz de extrema importância a compreensão do tom de RCN, de modo a termos maior previsibilidade em relação aos próximos passos de política monetária.

Tom contracionista deve começar a ser atenuado

Em função das sucessivas revisões para a inflação em 2022, que promete ficar acima do teto da meta novamente, e do balanço de riscos no âmbito doméstico (quadro fiscal e eleitoral, por exemplo) e internacional — este último relacionado com o processo de aperto monetário nos países desenvolvidos, em especial nos EUA, e a assuntos geopolíticos —, a percepção geral é de manutenção de um tom contracionista neste próximo comunicado, ainda que marginalmente mais leve que os anteriores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Talvez o mais importante seja a combinação de uma inflação acima de 5% neste ano com um Federal Reserve, nos EUA, mais hawkish (contracionista).

Em busca de uma âncora

Em relação ao primeiro ponto, o IPCA subiu para 5,38% em 2022 pela mediana do consenso, cada vez mais distante do teto da meta de inflação deste ano (3,5%) e acima do teto da banda superior. 

A desancoragem das expectativas de inflação preocupa a autoridade monetária e a faz atuar de maneira cada vez mais enfática; afinal, acabamos de sair de um ano com inflação acima de 10%. As sucessivas revisões para cima das projeções contidas no relatório Focus exacerbam este problema, indicando potencialmente fatores mais estruturais na inflação do anteriormente prevíamos.

Já em relação ao segundo ponto, um discurso mais duro no exterior pode dar margem para que o BC brasileiro siga pelo mesmo caminho sem tanta preocupação. Ou seja, podemos seguir apertando a nossa política monetária, em linha com o que outros pares globais têm feito, ainda que seja bem sabido que o Brasil se antecipou ao início do processo de elevação de juros já no ano passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E qual é o problema?

Controlar a inflação tem um custo. 

Com o mercado ainda aguardando os dados econômicos de dezembro, o consenso de crescimento do PIB em 2021 está em 4,49%, enquanto o consenso de 2022 repousa em 0,30% — este número é a mediana das expectativas do mercado, que já conta com players prevendo recessão neste ano, muito em função dos juros de dois dígitos. Isto é, o crescimento deste ano está já sob forte pressão.

Diferentemente dos EUA, em que faz parte do mandato informal do Fed a busca por um mercado de trabalho saudável, o Brasil pode se dar ao luxo de privilegiar em sua política a estabilidade do poder de compra da moeda. De qualquer forma, porém, é inegável que, ao subir os juros, o BC se preocupa com o estrago na economia que possa gerar e nas consequências fiscais de serviço da dívida que pode proporcionar.

Tudo considerado, ainda entendo como provável que o BC mantenha o ritmo de alta de 150 pontos-base na reunião desta semana, conforme indicado pelo comunicado de dezembro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Adicionalmente, acredito que seu comunicado, que acompanha a decisão, ainda será duro, mas marginalmente mais relaxado frente ao que havia transmitido anteriormente. Em outras palavras, podemos ter mais uma contratação da ordem de 100 pontos base para a próxima reunião.

Gosto sempre de utilizar o seguinte gráfico para entender os ciclos monetários:

Fonte: Financelot

São quatro estágios:

  1. reflação, com queda dos juros;
  2. recuperação, positivo para as ações;
  3. superaquecimento, com alta da inflação; e
  4. estagflação, que estamos entrando agora.

Estamos saindo do superaquecimento, com alta dos juros, e entrando na estagflação de 2022. O racional é de que o crescimento provoca inflação, que força a autoridade monetária a subir os juros, movimento que gera uma recessão e, consequentemente, uma desinflação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O contexto não é trivial, de fato. Temos ainda cenários alternativos menos prováveis:

  1. Cenário mais hawkish (duro com a inflação): alta de 150 pontos-base e contratação de mais 125 pontos; e
  2. Cenário mais dovish (leve com a inflação): alta de 150 pontos-base e contratação de mais 75 pontos.

Os dois contextos são menos prováveis, mas poderiam gerar uma digestão mais dolorosa por parte do mercado, como movimentação mais agressiva na curva de juros, que provocaria provavelmente um ajuste na Bolsa, ao menos no curto prazo. Como vemos os dois cenários alternativos como de menor chance, foco no inicialmente apresentado aos leitores.

Quem ganha com o movimento atual na bolsa

O movimento atual ainda é positivo para nomes da economia tradicional e muito descontados. Para a primeira metade do ano, ainda gosto dos players de commodities, como petróleo, mineração e siderurgia. Algumas empresas com duration mais curta (fluxo de caixa no presente) e associadas às teses de valor também podem ser interessantes, como os bancos tradicionais muito baratos.

Complementarmente, cíclicos domésticos que ficaram para trás na segunda metade de 2021, como indústria e varejo, com destaque especial para o de moda, também têm espaço. Me afastaria de tudo que tem precificado muito crescimento, como empresas de tecnologia, ao menos em um primeiro momento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar