Rodolfo Amstalden: Qual é o mundo que nos aguarda logo à frente?
O mercado inteiro fala de inflação, e com motivos; afinal, precisamos sobreviver aos problemas de curto prazo. Confira as lições e debates trazidos por John Keynes

Por enquanto, estamos todos falando de inflação, preocupados com o almoço de amanhã, e tem que ser assim mesmo.
Os problemas de curto prazo importam muito, pois precisamos sobreviver antes de qualquer outro planejamento racional.
As lições de Keynes, macroeconomista e investidor
Essa é a principal lição do macroeconomista John Maynard Keynes: a morte garantida em longo prazo, caso o curto prazo não seja levado a sério.
Já o Keynes investidor – extremamente bem-sucedido, aliás – gostava de mirar alguns passos à frente.
Em sua tomada de decisão financeira, ele pensava: quando os assuntos do jornal de hoje se tornarem velhos, quais manchetes os substituirão?
Não é uma pergunta meramente curiosa, porque dá para ganhar dinheiro grande se ela vier acompanhada de respostas inteligentes.
Leia Também
Como calcular o valor justo do IPTU ou ITBI, o futuro da Selic e a crise no STF: o que move os mercados hoje
Rodolfo Amstalden: De agora em diante, o trade eleitoral é com emoção
Discussões sobre juros, inflação e PIB
Para combinar o Keynes macroeconomista com o Keynes investidor, dois debates de enormes proporções macro-financeiras hoje permeiam tacitamente as discussões cotidianas sobre juros, inflação e PIB.
O primeiro deles diz respeito à trajetória de convergência dos juros de equilíbrio global: quando toda essa bagunça passar, eles serão mais parecidos com 0% (japanização do mundo) ou serão mantidos em níveis nominais e reais positivos, de modo a evitar novas desordens?
Quanto ao segundo debate, endereça uma eventual mudança na forma geométrica dos drawdowns.
Graças à capacidade de reação (rápida e intensa) das versões modernas de políticas monetária e fiscal, sobretudo após os aprendizados de 2008-09, não teríamos mais drawdowns tão profundos quanto os de antigamente.
Debates do mercado
Ambos os debates são legítimos, correlacionados, e devemos saber respeitar posições a favor e contra as hipóteses apresentadas.
Um mesmo conjunto de evidências vindas do próprio mercado é usado em prol de uma ou outra argumentação, conforme a elasticidade interpretativa.
A tabela abaixo resume métricas tradicionais de valuation de Bolsa americana para duas épocas bem distintas, na sequência de bear markets importantes.
Ajuste adicional ou revisão estrutural?
Uns dirão que o exagero dos múltiplos de 2022 segue corroborando um duro ajuste adicional: estamos voltando a acelerar o carro pouco antes do desfiladeiro.
Outros dirão que se trata de uma revisão estrutural, adequada a um novo mundo de aderência assintótica a juros mínimos, escalabilidade e grandes disrupções tecnológicas.
Keynes diria: "The difficulty lies not so much in developing new ideas as in escaping from old ones.”
Veja também: Nova era do ethereum em risco? I Analistas alertam: Não é hora de receber o ethereum 2.0
O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O Brasil pode dar calote na dívida, a agenda de inflação e o que mais mexe com seu bolso hoje
7 de setembro de 2026 - 8:19O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O FII do mês com desconto e qualidade, as oportunidades de investimento em bancos, o caso Master no STF: o que ler hoje
4 de setembro de 2026 - 8:19SEXTOU COM O RUY
O cenário está cada vez mais difícil para os bancos, mas ainda existem boas oportunidades para investir
4 de setembro de 2026 - 7:02O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O back to basics na bolsa, o quebra-quebra corporativo e o que mais mexe com o mercado hoje
3 de setembro de 2026 - 8:18EXILE ON WALL STREET
Rodolfo Amstalden: Quem está por cima, e quem está por baixo?
2 de setembro de 2026 - 20:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Como a IA mexe com o futuro da Vale, a guerra no Oriente Médio e a relação entre Moraes e Vorcaro: o que mexe com seu bolso hoje
2 de setembro de 2026 - 8:06O MELHOR DO SEU DINHEIRO
Internacionalização de negócios, pêndulo eleitoral e alta do petróleo: confira tudo o que agita os mercados hoje
1 de setembro de 2026 - 8:37DÉCIMO ANDAR
O elevador mudou de direção: o mau humor já está no preço dos fundos imobiliários?
30 de agosto de 2026 - 8:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A pescaria do Tesouro Direto, a virada do Ibovespa em agosto e o evento do Fed nos EUA: o que você precisa ler hoje
28 de agosto de 2026 - 8:21SEXTOU COM O RUY
Você não precisa correr mais rápido que um leão (e nem de um Brasil perfeito) para ganhar dinheiro com a bolsa agora
28 de agosto de 2026 - 7:03O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A gordura extra do VISC11, a conferência do Fed e os resultados da Nvidia: o que mexe com os mercados hoje
27 de agosto de 2026 - 8:26EXILE ON WALL STREET
Rodolfo Amstalden: Ibovespa — Entre a ideologia e o ideal, eu fico com os meus pregões de alta
26 de agosto de 2026 - 19:55IA NA PRÁTICA
Testei o Gemini Notebook para explicar inflação para uma criança — e ele criou um vídeo
26 de agosto de 2026 - 15:47O MELHOR DO SEU DINHEIRO
O gatilho para dividendos da Vale (VALE3), o alívio que vem do Oriente Médio e o que mais afeta o seu bolso hoje
26 de agosto de 2026 - 8:12O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A segurança futurista da Intelbras (INTB3), Casas Bahia (BHIA3), Braskem (BRKM5) e o que mais mexe com os mercados hoje
25 de agosto de 2026 - 8:23O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A herança desigual, as ameaças ao Irã e eleições presidenciais 2026: o que move os mercados hoje
24 de agosto de 2026 - 8:26RISCO OU OPORTUNIDADE?
Renda fixa: por que investir em Tesouro IPCA+ 8% se o CDI a 14% ao ano em tese paga mais?
23 de agosto de 2026 - 8:00O MELHOR DO SEU DINHEIRO
A melhor ação para dividendos entre CXSE3 ou BBSE3, a exceção no varejo, e o que mais move seu bolso hoje
21 de agosto de 2026 - 8:34SEXTOU COM O RUY