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Não é preciso escolher entre um ou outro. A diversificação é a chave para a montagem de um portfólio vencedor no longo prazo
Se você é um dos três leitores desta newsletter, já deve ter ouvido falar de um dos grandes gurus do mundo das finanças, Peter Lynch.
Além de autor dos livros “O Jeito Peter Lynch de Investir” e “Batendo o Mercado: Histórias e Estratégias Vencedoras”, o gestor fez fama ao entregar um retorno médio anualizado de 29% por 23 anos, bastante superior ao entregue pelo seu benchmark, o S&P 500.
O curioso é que, mesmo com um retorno bastante superior à média do mercado, grande parte de seus investidores obteve retorno negativo.
Isso porque o comportamento do investidor tende a ser o contrário do esperado, vendendo quando a Bolsa cai e comprando quando a Bolsa sobe.
Conto essa história pois, no momento atual, podemos ver uma nova leva de investidores que enfrentam o mesmo problema.
De acordo com o levantamento da plataforma de consolidação de carteira do Real Valor, percentual de alocação em renda variável dos investidores caiu 24 pontos desde julho do ano passado, enquanto o percentual alocado em renda fixa privada dobrou.
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Obviamente, um pedaço dessa redução de representatividade da renda variável está intrinsecamente conectado ao desempenho do próprio mercado.
Se a Bolsa cai 10% e os demais investimentos ficam estacionados no zero, a representatividade desta perante o todo cai.
Contudo, a parcela ligada ao dedo no gatilho do investidor também tem sido reduzida rapidamente.
Depois de alguns meses machucado com a volatilidade da renda variável, o investidor tem vendido seus papéis e sacado dos fundos de ações, preferindo alocações mais previsíveis na renda fixa.
Não julgo, muito pelo contrário. As recentes ofertas garimpadas pelo nosso time de renda fixa devem ser aproveitadas pelo investidor.
Mas, como apreciador de Ray Dalio e do Santo Graal dos investimentos proposto pelo gestor, a diversificação é a chave para a montagem de uma carteira de investimentos vencedora no longo prazo.
Nessa seara, também não adianta ter uma carteira diversificada entre classes de ativos, mas concentrada em apenas um segmento dentro da renda variável.
Ou seja, meu ponto é que o investidor aloque parte de seus recursos na renda fixa, mas que isso não signifique abandono da renda variável, que, como já pontuei em outras oportunidades, está muito barata sob a ótica histórica, além de extremamente atrativa quando comparada a outras classes de ativos, como a renda fixa.
Na série As Melhores Ações da Bolsa, eu e minha equipe selecionamos um portfólio de ativos diversificado em que enxergamos potencial de crescimento e de rentabilizar o patrimônio no longo prazo. Se você ainda não conhece a série, fica aqui o convite.
Forte abraço,
Fernando Ferrer
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