Vender exclusividade nunca foi tão lucrativo: conheça a ação ‘imune’ às inovações tecnológicas
Mercado de luxo pode ser uma alternativa de hedge e proteção contra disrupções no mundo da tecnologia
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A maioria dos investidores teme que suas empresas se tornem obsoletas devido a novas tecnologias.
De casos tradicionais como a Xerox, que já foi uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, aos menos óbvios como a Cielo, cuja competição aumentou aos poucos durante alguns anos, até crescer subitamente em 2018.
Como analista de ações, estou o tempo todo buscando novas ideias, estudando novas empresas e novos setores. Nessas andanças, encontrei-me com um caso de investimentos único: uma empresa que parece se tornar mais forte a cada dia, mesmo ficando para trás do restante da sua indústria em termos de tecnologia.
Eu falo das ações da Ferrari (ticker "RACE", listada na Nasdaq).
Bens de luxo são um mercado diferente
Há pelo menos uma década, é raro que a Toyota, a montadora com maior valor de mercado depois da Tesla, produza menos do que 8,5 milhões de veículos por ano.
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A Ferrari, em comparação, não produz mais do que 11 mil veículos num ano qualquer. Ou seja: sua produção anual equivale a menos do que 0,01% de toda a produção da Toyota.
Cada Ferrari zero quilômetro pode ser customizada com itens únicos — detalhes à escolha do comprador —, sem falar na longa fila de espera para obter seu esportivo vermelho.
Produzir uma quantidade baixa de veículos todos os anos é uma característica intrínseca ao modelo de negócios da Ferrari: o valor está associado à escassez e à exclusividade.
Um assunto perene entre os executivos da Ferrari e seus investidores é sobre como aumentar as vendas, as margens e os resultados, numa proporção muito superior ao crescimento da produção.
Se o problema parece complexo, a solução, em contrapartida, é bastante simples e conhecida da empresa: aumentar preços e promover o máximo possível (através de marketing e eventos) a exclusividade de se possuir uma Ferrari.
Essa fórmula funciona para a Ferrari?
Desde o seu IPO, em 2015, as ações da Ferrari sobem 256%, equivalente a um retorno composto de quase 21% ao ano, em dólares.
Nada mau!
Mas e a história das empresas de tecnologia atacadas pela obsolescência, o que tem a ver com isso?
Veículos elétricos sim, autônomos nunca!
Google, Tesla, Apple, Nvidia e várias montadoras estão trabalhando contra o tempo para ver quem consegue colocar o primeiro veículo 100% autônomo nas ruas.
Em seu último "Investor Day", os executivos da Ferrari foram claros: não estamos e não trabalharemos no desenvolvimento de um veículo autônomo. Afinal, qual seria a graça de uma Ferrari que você não pode dirigir?
Eles projetam que a primeira Ferrari elétrica chegue ao mercado em 2025, mas não esperam ver um modelo autônomo tão cedo.
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Assim como a Rolex nunca fez questão de investir em smartwatches, a Ferrari também não gastará tempo, dinheiro e energia com novas tecnologias que possam tornar seu negócio obsoleto.
É provável que ela seja uma das únicas empresas no mundo a comunicar isso a seus investidores e ter a notícia recebida com alívio.
Ao invés da Ferrari Autônoma, a novidade de 2022-2023 será o modelo PuroSangue, o primeiro SUV da marca, que também será exclusivo, barulhento e jamais autônomo.
O luxo como forma de proteção contra as disrupções tecnológicas
Como investidor de tecnologia, cada vez mais vejo no mercado de luxo uma alternativa de hedge e proteção contra as disrupções tecnológicas que talvez eu (e muitos outros investidores) seremos incapazes de antever.
Vender exclusividade nunca foi tão lucrativo.
Um abraço, até semana que vem!
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