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O mercado de cripto se mexe rápido. Às vezes até demais.
Pensei no título desta edição da coluna ontem, enquanto pendurava as roupas no varal (um dos melhores momentos para insights) e hoje parece estranho escrever isso enquanto vários ativos estão subindo 10% ou mais.
Pode ficar ainda mais estranho se, quando esta coluna chegar à você, após a fala do Fed às 16h30, o mercado tiver virado para a direção oposta.
Enfim, coisas da vida em cripto. Em vez de olhar para o micro do micro, vamos focar no que tem acontecido nas últimas semanas.
Com a piora do humor no mercado global e alguns analistas falando em bear market no Nasdaq, inevitavelmente tivemos um reflexo em cripto. O bitcoin e seus pares têm enfrentado uma forte correção ao longo de janeiro.
Isso abre, claro, a discussão se teremos um novo crypto winter, um período mais prolongado de mercado em baixa. Trocando em miúdos, as preocupações se voltam para o possível fim do bull market de cripto (adeus BTC a US$ 100 mil?) e o retorno de reflexos do período de 2018 a 2020, em um temeroso bear market.
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Se você quiser minha opinião direta, para já encerrar a leitura, eu te digo que não acredito que estamos ainda neste cenário.
Claro, é difícil falar isso com o bitcoin abaixo de US$ 40 mil e os demais ativos ainda sofrendo, desde suas máximas históricas. Mas como tenho comentado nas edições anteriores, ainda não enxergo uma deterioração total do cenário geral de cripto a ponto de decretarmos um bear market multianual.
Agora, se você quer uma visão mais aprofundada, siga comigo.
Primeiro, acho complexo definirmos um bear market, de fato, para cripto. A definição do mercado tradicional que sempre escutei é "uma reversão de mais de 20% desde a máxima". Bem, 20% é uma oscilação natural de um ou dois dias neste mercado.
Eu prefiro olhar menos para o preço em si e mais para o fluxo. Como os principais agentes do mercado estão se comportando?
O fato é que, se por um lado as métricas de saúde da rede estão muito boas (a atividade de mineração, via o hashrate, por exemplo, está voando), por outro cripto está sofrendo na esteira dos demais ativos de risco.
Também não dá para negar que o bitcoin ainda não passou por um momento de subida mais vigorosa de juros nos EUA, como está acontecendo.
O que fica como incógnita na equação, ainda, é se e de onde virão gatilhos idiossincráticos do mercado, capazes de trazer de volta o fluxo de compra mais forte.
Enquanto isso, me volto a um questionamento: se, no pior dos casos, estivermos entrando num bear market como o de 2018, o que aconteceu naquele período para além do preço?
A resposta: um dos maiores períodos de desenvolvimento e inovação no ecossistema.
Se vemos hoje tokens se valorizando para mais de 100 vezes nos últimos 12 meses, é porque suas equipes se dedicaram nos últimos anos ao desenvolvimento de suas infraestruturas.
Felizmente, muitos criptomilionários de ciclos anteriores focam mais em desenvolver as tecnologias que vão mudar a história desse mercado do que em gerar receita imediatamente e encher os bolsos. É o etos de Elon Musk, obviamente guardadas as devidas proporções.
Se seguirmos para um período mais tenso de derrocada dos preços no mercado, além das estratégias de proteção de patrimônio (rebalanceamento das carteiras, aumento de caixa, etc.), deveremos principalmente focar em nos aprofundar nas novas soluções que serão desenvolvidas.
Elas, ainda fora do radar hoje, possibilitarão os novos ciclos de 50 vezes ou mais de valorização nas próximas pernadas de alta.
Eu, que ainda acredito que não teremos um período prolongado de correção, estou olhando desde já para alguns projetos bem interessantes e que podem ser os próximos a entrarem nos holofotes do mercado.
E lançamos recentemente um novo projeto para acompanhá-los: a Incubadora Cripto.
Vale pelo menos conhecer, clicando aqui.
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