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As zebras estão à solta nos gramados do Catar — e o Ruy Hungria explica por que apostar no favorito raramente vale a pena, seja na Copa do Mundo ou na bolsa de valores
O Brasil entra em campo às 16h desta sexta-feira para enfrentar Camarões pela última rodada da primeira fase da Copa do Mundo do Catar.
A seleção brasileira classificou-se por antecipação para as oitavas-de-final e o técnico Tite já confirmou um time “alternativo” para o jogo de hoje no Estádio Lusail.
A única preocupação relevante é evitar um choque com Portugal já nas oitavas-de-final. Mas isso depende de mais fatores do que os deuses do futebol são capazes de controlar.
E eles estão particularmente brincalhões nesta Copa. Afinal, as zebras estão à solta nos gramados do Catar. Ontem, um gol da Costa Rica eliminava numa tacada só a Alemanha e a Espanha. Tudo bem que isso durou menos de cinco minutos.
Só não torceu para ficar daquele jeito até o fim quem apostou em desdobramentos alternativos no bolão da firma. No fim, a Espanha se salvou - e não fez o menor esforço para impedir que a Alemanha fosse eliminada. Mas isso é outra história.
Voltemos ao bolão da firma. A maioria das pessoas tende a apostar nos favoritos. Acontece que nenhum outro esporte é tão propenso à zebra quando o futebol. Há estudos muito interessantes sobre isso, inclusive.
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“O que muita gente não entende é que o segredo de uma boa aposta não está em acertar o resultado final. A grande virtude está em encontrar as distorções entre os retornos de cada cenário e a real probabilidade de eles acontecerem.”
Quem afirma isso é nosso coordenador de bolão e colunista Ruy Hungria.
Acontece que investir na bolsa é muito diferente de apostar. Na coluna de hoje, o Ruy explica por que apostar no favorito raramente vale a pena, seja na Copa do Mundo ou na bolsa de valores, e fornece dicas que podem te ajudar a encontrar as ‘zebras’ da B3.
Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua manhã". Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.
REPORTAGEM ESPECIAL
Nubank (NUBR33) completa um ano na bolsa com status de estrela — mas amarga tombo de mais de 50% desde então. Ainda vale a pena comprar ações da fintech? Inadimplência em alta, dificuldade de crescimento e estimativas muito agressivas antes da estreia acabaram pesando para que o ano do banco na bolsa fosse um para esquecer.
ESQUENTA DOS MERCADOS
Payroll dos EUA aumenta aversão ao risco e bolsas internacionais começam o dia no vermelho; Ibovespa acompanha números da indústria. Por aqui, o jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo deve manter os negócios mornos. Lá fora, investidores aguardam dados da folha de pagamento dos EUA e taxa de desemprego.
ENTRE O DESEJADO E O POSSÍVEL
Penny stock nunca mais? Oi (OIBR3) aprova proposta de grupamento de ações. A partir de hoje, os acionistas da empresa de telefonia poderão ajustar suas posições em lotes múltiplos de 10 ações. O prazo de livre ajuste termina em 6 de janeiro de 2023.
NATAL ANTECIPADO
Dividendos e JCP: Vale (VALE3) anuncia pagamento bilionário de proventos. A mineradora informou que o montante a ser distribuído poderá sofrer variação em razão de eventual alteração do número de ações em tesouraria. Confira valores e prazos.
INVESTINDO MAIS
Suzano (SUZB3) vai investir R$ 18,5 bilhões em 2023. Valor projetado pela companhia do setor de papel está acima dos R$ 16,1 bilhões investidos ao longo deste ano, especialmente pelos gastos com o Projeto Cerrado.
CAPITAL DE RISCO
Pátria Investimentos adquire Igah Ventures e expande atuação no segmento de Venture Capital. Gestora de Pedro Sirotsky Melzer tem entre suas investidas empresas como Infracommerce e a corretora Avenue. O valor da transação não foi divulgado.
Uma boa sexta-feira de Copa do Mundo para você!
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