O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Entenda os motivos que levaram gigantes como IBM, Intel e HP a cederem os holofotes para as bilionárias Apple, Google e Microsoft
Neste momento, não sabemos se o Ibovespa terminará o ano acima ou abaixo dos atuais 104 mil pontos (embora tenhamos nossas apostas, o leitor bem deve saber). Também não sabemos qual será o vencedor das eleições presidenciais no último trimestre. Assim como tampouco sabemos o campeão do Campeonato Brasileiro ao final do ano.
Uma quase certeza (e o quase é por mero rigor intelectual), entretanto, temos: o capitalismo continuará exercendo sua seleção implacável pelos melhores em cada campo de atuação. E por melhores, quero dizer aqueles que atendem seu cliente com a proposta de valor mais imbatível (e que seja financeiramente sustentável).
A evidência é irrefutável: o ciclo de vida das empresas no S&P 500 continua a cair. Nos anos 70, a duração média de uma empresa na lista era de 35 anos. Na década finda em 2020, o ciclo estava em 15 anos, em média.
Um grupo antes encabeçado por IBM, Intel e HP agora cedeu espaço para Apple, Google e Microsoft. Toda empresa, não importa quão boa seja, está sujeita ao declínio.
As razões para a queda são diversas. Por vezes, a empresa para de inovar, inebriada pelo sucesso dos produtos e serviços existentes, continuando a fazer tudo da mesma maneira e ignorando os sinais de mudança trazidos pelos novos entrantes.
Veja o caso das montadoras que negligenciaram a gradual eletrificação ou “uberização” dos transportes e que agora lutam pela sobrevivência de seus negócios.
Leia Também
Ou, no lado oposto do espectro, empresas que perdem seu foco e gastam recursos demais inovando em áreas sem nenhuma relação com seu negócio principal – vire o olhar para o outro lado do mundo e se lembrará da incorporadora chinesa Evergrande, que destinou bilhões de dólares a parques de diversão com o objetivo de desbancar a Disney (?). Agora, a empresa se vê afundada em dívidas, como o leitor bem deve saber.
Essas mudanças não ocorrem por morte súbita; ao contrário, tomam a forma de transições que levam anos (ou décadas) para se transformarem em lucros paulatinamente decrescentes. Esse movimento tem um caráter estrutural, atravessa ciclos de expansão e recessão econômica, alta ou baixa de juros.
Aqui, levam a melhor as empresas que permanecem imbatíveis no que fazem, mudando o que for necessário para tanto. É preciso ser muito competente para chegar lá, e duas vezes mais competente para permanecer lá.
Aqui no Brasil, em 2022, muito provavelmente o e-commerce continuará sua rota de disrupção do varejo físico.
Pense em Via, que já foi a maior varejista do país e hoje luta para ganhar espaço na corrida digital do comércio – depois de ter feito uma boa transição para o e-commerce do ponto de vista técnico, há de se reconhecer.
Os neobanks seguirão com o rouba-monte da massa de clientes que se sente mal atendida pelos bancos tradicionais.
Não quero dizer que toda empresa de e-commerce será vencedora, nem que todas as que possuem varejo físico sofrerão morte súbita. Não digo, tampouco, que todos os bancos tradicionais estão fadados a desaparecer. É preciso, sim, identificar as tendências mercadológicas, mas a análise individual é inevitável para o investidor.
Há aquelas incumbentes que executaram transições bem-sucedidas para o mundo novo. Veja o caso de Magazine Luiza, que, apesar de ter sua ação penalizada pelo macroeconômico desfavorável, fez uma bela transformação digital.
A companhia parece ter entendido que seu negócio é vender itens domésticos, e que o canal escolhido para tanto é apenas um meio, que deve seguir a preferência do cliente.
Outras empresas tradicionais, entretanto, não conseguiram fazer isso, e, assim, cria-se espaço para aquelas que vêm para fazer melhor.
É difícil dizer com muita antecedência quais serão as próximas vencedoras. Uma certeza, entretanto, temos: este será mais um ano de capitalismo implacável por aqui.
Um abraço,
Larissa
Conheça a intensa biografia de Mark Mobius, pioneiro em investimentos em países emergentes, e entenda quais oportunidades ainda existem nesses mercados
Ainda não me arrisco a dizer que estamos entrando em um rali histórico para os mercados emergentes. Mas arrisco dizer que, esteja onde estiver, Mobius deve estar animado com as perspectivas para os ativos brasileiros.
Com transformações e mudanças de tese cada vez mais rápidas, entenda o que esperar dos resultados das empresas no primeiro trimestre de 2026
Com a desvalorização do dólar e a entrada de gringos na bolsa brasileira, o Ibovespa ganha força. Ainda há espaço para subir?
Entenda como a entrada de capital estrangeiro nos FIIs pode ajudar os cotistas locais, e como investir por meio de ETFs
Confira qual é o investimento que pode proteger a carteira de choques cada vez mais comuns no petróleo, com o acirramento das tensões globais
Fundo oferece exposição direta às principais empresas brasileiras ligadas ao setor de commodities, permitindo ao investidor, em um único ativo listado em bolsa, acessar uma carteira diversificada de companhias exportadoras e geradoras de caixa
Conheça a história da Gelato Borelli, com faturamento de R$ 500 milhões por ano e 240 lojas no país
Existem muitos “segredos” que eu gostaria de sair contando por aí, especialmente para quem está começando uma nova fase da vida, como a chegada de um filho
Cerveja alemã passa a ser produzida no Brasil, mas mantém a tradição
Reinvestir os dividendos recebidos pode dobrar o seu patrimônio ao longo do tempo. Mas cuidado, essa estratégia não serve para qualquer empresa
Antes de sair reinvestindo dividendos de qualquer ação, é importante esclarecer que a estratégia de reinvestimento só deve ser aplicada em teses com boas perspectivas de retorno
Saiba como analisar as classificações de risco das agências de rating diante de tantas empresas em dificuldades e fazer as melhores escolhas com o seu dinheiro
Em meio a ruídos geopolíticos e fiscais, uma provocação: e se o maior risco ainda nem estiver no radar do mercado?
A fintech Nubank tem desenvolvido sua operação de telefonia, que já está aparecendo nos números do setor; entenda também o que esperar dos mercados hoje, após o anúncio de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio
Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic
Há risco de pressão adicional sobre as contas públicas brasileiras, aumento das expectativas de inflação e maior dificuldade no cumprimento das metas fiscais
O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo
Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras
Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira