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Destaque de vendas da Weg no trimestre ficou com o mercado interno, responsável por mais da metade das receitas no período

A Weg (WEGE3) começou o ano mostrando bom desempenho de vendas nas principais linhas de negócio, com destaque para o mercado interno da área de geração, transmissão e distribuição de energia.
Com o Marco Legal da Geração Distribuída sancionado no Brasil em janeiro, houve aumento na demanda pela geração solar - e esse foi um dos motores de receita da área. No mercado interno, a receita da área mais que dobrou em um ano, chegando a R$ 2,01 bilhões no primeiro trimestre.
No total, a receita líquida subiu 34,5% no primeiro trimestre, para R$ 6,83 bilhões, sendo que o mercado interno foi responsável por R$ 3,47 bilhões. Os R$ 3,36 bilhões restantes vieram das vendas ao exterior.
Aliás, esta é a primeira vez que há uma inversão na proporção da receita da Weg, com o mercado interno maior que o externo, em ao menos dois anos.

Para a Weg (WEGE3), tão importante quanto a diversificação geográfica é a amplitude de sua atuação. Ela possui quatro grandes áreas, todas elas com exposição aos mercados doméstico e internacional — e todas elas com dinâmicas e ciclos próprios de vendas. Portanto, vamos analisar cada uma delas:
No principal ramo de atuação da Weg, o destaque ficou com as vendas de equipamentos de ciclo curto para a China e os Estados Unidos, especificamente motores elétricos de baixa tensão. A demanda, segundo a empresa, foi bastante pulverizada entre diferentes segmentos industriais.
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No Brasil, a Weg afirmou que a demanda se manteve boa, principalmente nos setores agrícola, papel e celulose e mineração.
Conforme mencionado no começo da matéria, o aumento da demanda por geração solar distribuída marcou as vendas desse segmento no mercado interno. Na transmissão e distribuição houve elevado volume de entregas, impulsionado pelos transformadores de grande porte e subestações para projetos ligados aos leilões de transmissão.
Na América do Norte, principal região de atuação da área, a Weg destaca o processo de utilização da capacidade da nova fábrica de transformadores nos Estados Unidos, inaugurada no final do ano passado.
Aplicações como bombas e compressores foram os destaques da área no mercado externo. O crescimento da demanda foi justificado pela aceleração da recuperação da economia e ganho de participação de mercado nos Estados Unidos e no México.
Por aqui, a Weg viu alguma acomodação da demanda, especialmente nos motores destinados a equipamentos como máquinas de lavar e ar condicionado.
No Brasil, a demanda seguiu elevada nos setores de implementos agrícolas, rodoviários e saneamento; no exterior, houve queda no desempenho das vendas na Argentina, onde a Weg tem operação importante para esta área de negócio.
A Weg fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 943,9 milhões, alta de 23,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Na mesma toada, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 21,3% na mesma base de comparação, para R$ 1,23 bilhão.
De acordo com a Weg, a receita do mercado interno cresceu 48,1% na comparação com o primeiro trimestre de 2021.
Já no mercado externo, a receita cresceu num ritmo menor, de 22,8%, com destaque para as vendas de equipamentos industriais para os segmentos de óleo e gás, mineração e papel e celulose. Vale notar que a receita do mercado externo foi impactada pela desvalorização do dólar ante o real no começo do ano.
Os aumentos nos custos da principais matérias-primas utilizadas pela Weg reduziu as margens operacionais da empresa no primeiro trimestre. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve aumento de 42,7% no custo dos produtos vendidos, o que provocou uma redução de 4,1 p.p. na margem bruta, passando de 31,9% para 27,8%.
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