Weg (WEGE3) registra lucro de R$ 912,9 milhões no segundo trimestre, queda de 19,5%
Lucro da Weg (WEGE3) também está um pouco abaixo das estimativas dos analistas, que apontavam um resultado de R$ 925 milhões
A fabricante de motores elétricos Weg (WEGE3) deu a largada e trouxe o primeiro dos principais resultados trimestrais da bolsa brasileira nesta quarta-feira (20).
O lucro líquido da companhia foi de R$ 912,9 milhões, queda de 3,3% em relação ao primeiro trimestre do ano e de 19,5% quando comparado aos R$ 1,1 bilhão vistos no segundo trimestre de 2021.
O lucro apresentado também está um pouco abaixo do que era projetado por analistas, que apontavam um resultado de R$ 925 milhões, 18% abaixo do lucro registrado entre abril e junho do ano passado, de acordo com dados da Bloomberg.
Já a receita operacional líquida da empresa chegou a R$ 7.185,8 milhões, alta de 5,2% na comparação com o trimestre anterior e de 25% em relação ao segundo trimestre do ano passado. Aqui, a Weg (WEGE3) demonstra um bom equilíbrio entre suas operações nacionais e internacionais — 49% dessa receita vem do mercado brasileiro, enquanto os demais 51% são de operações fora daqui.
Segundo o balanço informado à CVM, o Ebitda da companhia chegou a R$ 1.256,7 milhões, 9,8% abaixo do registrado entre os meses de abril e junho do ano passado. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, o número representa uma alta de 1,9%.
A companhia informou que esses resultados foram pressionadas por efeitos não recorrentes referente à exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e COFINS. De acordo com o balanço, sem esses fatores, o lucro teria alta de 6,6%, enquanto o Ebitda cresceria 14,5%, ambos na comparação o segundo trimestre de 2021.
Leia Também
Ainda de acordo com o balanço, a Weg (WEGE3) ressalta que os dados referentes ao segundo trimestre do ano reforçam as expectativas da empresa em relação à demanda pelos produtos e serviços, com recuperação ainda gradual dos desafios macroeconômicos vistos no Brasil e no mundo.
Divisão de energia impulsiona receita no Brasil
No mercado interno, o crescimento de receita foi suportado pelo bom desempenho dos negócios de motores elétricos de baixa tensão, automação e especialmente os negócios relacionados à geração de energia renovável e
transmissão & distribuição de energia.
Atualmente, o negócio de energia representa 39,5% da receita da empresa. O balanço divulgado hoje destaca o aumento na demanda pela geração distribuída solar (GD) no país e o volume de entrega relevante de aerogeradores como fatores importantes para o desempenho do trimestre.
Na divisão de transmissão e distribuição, o alto volume de entregas foi impulsionado pelos transformadores de grande porte e subestações para projetos ligados aos leilões de transmissão, em conjunto com as vendas de transformadores para redes de distribuição e indústrias.
Segundo analistas e gestores, a área de geração, transmissão & distribuição de energia é dos destaques da Weg e um negócio promissor conforme a expansão desse mercado. A perspectiva é que essa divisão seja cada vez mais relevante dentro da Weg por conta do Marco Legal da Geração Distribuída de Energia, que promove mudanças na regulamentação da geração, distribuição e consumo de energia solar no país.
Entre outras mudanças, o Marco Legal que foi sancionado no início de janeiro deste ano institui uma cobrança que antes não existia para quem instala painéis solares em casa, o que foi apelidado de "taxação do sol". Alguns analistas acreditam que isso possa provocar uma corrida por parte daqueles que desejam escapar da taxas, resultando num aquecimento do mercado.
Os desafios que marcaram o trimestre
Entre as dificuldades enfrentadas pela Weg entre os meses de abril e junho deste ano, o balanço trimestral aponta os problemas enfrentados na cadeia de suprimentos global e o consequente aumento dos custos
das matérias-primas e da maior necessidade de capital de giro.
Além disso, são citados também o aumento nos custos de energia e frete, reduzindo as margens operacionais.
Para os executivos, o modelo de negócio de longo prazo e a diversificação de produtos e soluções, além da presença em 135 países, devem ajudar a Weg a atravessar esse período econômico.
No Brasil, o destaque negativo é a divisão de Motores Comerciais e Appliance (MCA), que inclui motores para máquinas de lavar. A queda de receita no segundo trimestre do ano foi de 8,3%, reflexo da pouca demanda para itens de linha branca, alta generalizada de preços e empobrecimento da população.
Weg (WEGE3) pagará R$ 553 milhões em dividendos em agosto
Antes mesmo da divulgação do balanço, a Weg adiantou na noite de terça-feira (19) que pagará R$ 553,6 milhões em dividendos intermediários no segundo trimestre. O dinheiro deverá cair na conta dos acionistas em 17 de agosto.
O valor, que equivale a R$ 0,131948000 por ação, será destinado a quem estiver na base acionária da companhia na próxima sexta-feira (22).
A partir dessa data, as ações serão negociadas "ex-direitos" e passarão por um ajuste na cotação referente aos proventos já alocados.
A reação dos papéis da Weg (WEGE3)
Nem mesmo a queda recente das ações, que caem 15,8% somente neste ano, são capazes de tirar os olhos dos investidores da Weg (WEGE3), que ontem encerrou o pregão em alta de 3,22% na B3, diante da expectativa para os números da companhia.

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils
Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda
Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?
Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões
Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto
Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro
Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?
Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas
Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem
Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante
Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira
País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas
FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano
Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis
As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?
Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira
Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos
Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano
Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha
A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro
Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP
Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
