🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Papel em baixa

Klabin (KLBN11) nas mínimas: por que o mercado não gostou do novo investimento bilionário da empresa?

O projeto Figueira vai aumentar a capacidade produtiva da Klabin (KLBN11), mas a um custo considerado elevado por analistas

Victor Aguiar
Victor Aguiar
21 de julho de 2022
13:04 - atualizado às 14:57
Totem com o logo da Klabin (KLBN11) em frente à sede da empresa
Imagem: Divulgação

Numa empresa do setor de commodities, capacidade de produção é tudo: petroleiras dependem dos poços, siderúrgicas exigem fornos, e assim em diante. Nesse sentido, a Klabin (KLBN11) deu um passo para garantir sua perenidade e anunciou uma nova fábrica de papelão ondulado — só que o mercado não gostou nada da novidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E basta olhar para o comportamento das units da companhia nesta manhã de quinta-feira (21) para chegar a essa conclusão. Os ativos KLBN11 recuam mais de 2%, perto da faixa dos R$ 18,50, e aparecem entre as maiores baixas de todo o Ibovespa; na mínima do dia, foram ao patamar de R$ 17,50, em queda de mais de 8%.

É o menor nível de preço para KLBN11 no ano; os papéis amargam perdas de mais de 30% no acumulado de 2022. Indo além: a Klabin não atingia cotações tão baixas desde abril de 2020, época em que a Covid-19 provocou enormes turbulências nas bolsas globais.

Mas, afinal, por que o mercado detestou tanto o novo investimento bilionário da Klabin, se ele foi feito justamente para aumentar a produtividade da companhia? A iniciativa não deveria ser aplaudida, dada a visão de longo prazo da administração da empresa?

Bem, é um caso clássico de teoria versus prática. Em tese, o racional por trás dessa decisão faz todo o sentido; mas, quando aplicado à realidade da empresa, as cifras bilionárias envolvidas no novo projeto acendem uma luz de dúvida entre os investidores: será essa a maneira mais eficiente de a Klabin alocar seu capital?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa dúvida não ronda apenas o mercado: manifestações de conselheiros da companhia deixam claro que a empreitada não é consenso nem mesmo entre as pessoas com poder de decisão na Klabin. Um aporte de R$ 1,5 bilhão, num momento não muito animador da economia global, é visto por alguns como falta de cautela com o caixa.

Leia Também

Klabin (KLBN11): papel ondulado versus papel moeda

Antes de qualquer coisa, vale recapitular o que foi anunciado na noite de quarta (20): o projeto Figueira, como foi batizada a nova empreitada da Klabin (KLBN11), engloba o desenvolvimento do zero de uma unidade produtora de papel ondulado em Piracicaba (SP); as operações devem começar no segundo semestre de 2024.

Tudo isso ao custo de R$ 1,5 bilhão, a ser desembolsado desde já — segundo a Klabin, a nova fábrica será capaz de produzir 240 mil toneladas de papelão ondulado por ano. Com mais esse ativo no portfólio, a empresa chegará a uma capacidade nominal de conversão de 1,3 milhão de toneladas por ano.

Em termos estratégicos, aumentar a capacidade produtiva de papelão ondulado faz sentido à primeira vista: a demanda por esse tipo de embalagem cresceu entre 2019 e 2021, acompanhando a demanda mais forte do varejo. Em meio à pandemia e à explosão do consumo doméstico, esse segmento teve um desempenho bastante forte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Gráfico usado pela Klabin (KLBN11) em sua apresentação oficial do projeto Figueira, de modo a justificar o investimento bilionário na nova unidade fabril. Fonte: Klabin

De fato, esse racional foi elogiado por analistas de grandes bancos. O Itaú BBA destaca que a integração dessa nova planta com a produção de kraftliner — o material-base do papelão ondulado — tende a reduzir a volatilidade nos resultados da Klabin; o JP Morgan diz que o projeto é "acretivo" e "em linha com a estratégia" da empresa.

E, no lado financeiro, o R$ 1,5 bilhão necessário para a construção da nova fábrica não é uma cifra tão pesada assim. Ao fim do primeiro trimestre, a Klabin tinha R$ 6,1 bilhões em caixa, com alavancagem em 2,4 vezes, um nível confortável. Portanto, é possível lidar com a necessidade de recursos sem maiores apertos.

Ocorre que ainda está fresco na cabeça do mercado o megainvestimento de quase R$ 13 bilhões para o desenvolvimento do projeto Puma II, anunciado em 2019 — o plano envolve a construção de duas máquinas de kraftliner, com produção de celulose integrada, na unidade de Ortigueira (PR).

E esse enorme ciclo de investimentos ainda não foi concluído: até o fim de março, a Klabin tinha desembolsado "apenas" R$ 8,5 bilhões para o aumento da capacidade produtiva no Paraná — a segunda máquina de papel de Puma II estava 32% concluída no término do primeiro trimestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Portanto, ainda há uma conta de mais de R$ 5 bilhões a ser paga no ciclo anterior de expansão e, agora, há mais R$ 1,5 bilhão a ser gasto em Piracicaba. Além disso, há dúvidas quanto aos valores envolvidos na nova empreitada.

"Não achamos que esse projeto adiciona valor para a Klabin", diz o Itaú BBA, ponderando que os investimentos do projeto giram em torno de R$ 6,5 mil por tonelada de papelão a ser produzido — cifra mais alta que a média das transações de fusão e aquisição nesse setor. Para o banco, o valor justo da empreitada seria de cerca de R$ 1,2 bilhão.

Briga no conselho

Outro ponto que pesa sobre as units da Klabin (KLBN11) é a aparente desarmonia no conselho de administração da empresa. Dos 14 membros do colegiado, 10 votaram a favor da aprovação do projeto Figueira — dois se abstiveram e outros dois foram contrários ao empreendimento na reunião extraordinária feita ontem (20).

Os conselheiros Roberto Luiz Leme Klabin e Sérgio Francisco Monteiro de Carvalho, que se abstiveram da votação, alegaram que seria necessária uma discussão mais aprofundada do projeto — o segundo disse ainda que, se analisado de forma isolada, a nova fábrica não se mostrava tão atrativa em termos de alocação de capital.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há ressalvas mesmo entre os executivos que deram luz verde à nova fábrica. A conselheira Isabella Saboya, por exemplo, foi favorável à aprovação, mas registrou seu voto em escrito e fez ponderações contrárias ao projeto; ela diz, no entanto, dar um "voto de confiança" à administração.

Íntegra do voto da conselheira da Klabin (KLBN11), Isabella Saboya, em que ela mostra preocupação quanto ao projeto Figueira. Fonte: Klabin

Já os conselheiros Camilo Marcantonio e Mauro Rodrigues da Cunha foram contrários ao tema — o voto de Marcantonio tem três páginas e ressalta, entre outros pontos, que o projeto Figueira "tem valor presente líquido negativo em 20 anos e baixíssimo retorno, mesmo considerando a perpetuidade".

Essa falta de consenso dentro do conselho de administração da Klabin é vista com maus olhos pela XP, uma vez que coloca questões como a alocação de capital e os mecanismos de incentivo para a diretoria em foco. Em relatório, a corretora diz esperar por maiores detalhes sobre o projeto e suas premissas para analisar melhor a geração de valor.

Quanto à cifra de R$ 1,5 bilhão, a XP mostra preocupação semelhante à do Itaú BBA, lembrando que a aquisição do negócio de papelão ondulado da International Paper tinha um ticket médio de R$ 1,1 mil por tonelada — é verdade que as usinas da IP estavam depreciadas e a inflação de custos aumentou desde 2020, mas, ainda assim, a discrepância dos valores salta aos olhos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Klabin (KLBN11): e agora?

Ainda há outras questões que aumentam a desconfiança do mercado, em especial a dinâmica macroeconômica. Um gestor de uma asset paulista lembra que, com a reabertura no pós-pandemia, há uma 'migração' de bens para serviços; a demanda do varejo por papelão, assim, pode desacelerar.

"Não acho displicência com o caixa, mas é um investimento relativamente alto", diz o gestor, referindo-se ao ticket superior a R$ 6 mil por tonelada do projeto Figueira — ele não é acionista da empresa, mas tem posição na Suzano. "Quando a gente olha para o valor presente líquido, fica quase no zero a zero. Não traz muito valor para a Klabin".

Segundo dados compilados pelo TradeMap, as units KLBN11 têm cobertura de 16 casas de análise — 14 recomendam a compra e duas, manutenção. O preço-alvo médio é de R$ 31,38, um potencial de alta de mais de 70% em relação às cotações atuais.

Em termos de valuation, as units são negociadas com um múltiplo implícito de preço/lucro de 8,7 vezes ao fim do ano; o EV/Ebitda é de pouco mais de 6 vezes nesse horizonte. A Suzano (SUZB3), outra gigante do setor de papel e celulose, têm múltiplos ligeiramente mais baixos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
LAJE CORPORATIVA NA CARTEIRA

Com dividendos turbinados no radar, fundo imobiliário Tellus Properties (TEPP11) entra na mira do BTG Pactual

20 de fevereiro de 2026 - 17:01

Para o banco, a hora de comprar o FII é agora, e o motivo não são só os dividendos turbinados

CHEGOU NO LIMITE?

Porto Seguro (PSSA3) já deu o que tinha que dar? BBI corta recomendação para as ações e mostra outras mais atrativas

20 de fevereiro de 2026 - 16:59

O Bradesco BBI rebaixou recomendação da Porto Seguro para neutra, com a avaliação de que boa parte dos avanços já está no preço atual

‘AGITOS’ DO MERCADO IMOBILIÁRIO

RBVA11 vende agência do Santander, Carrefour vende lojas, BLMG11 recompra cotas e MFII11 lança novo projeto: o que mexe com os FIIs hoje

20 de fevereiro de 2026 - 12:41

Confira as principais movimentações do mercado de fundos imobiliários, que voltou do Carnaval “animado”

NEM SÓ PAPEL, NEM SÓ TIJOLO

O curinga dos fundos imobiliários: por que os FIIs multiestratégia podem ser um verdadeiro trunfo para os investidores em 2026

20 de fevereiro de 2026 - 6:03

Mais flexíveis, os fundos imobiliários desse segmento combinam proteção com potencial de valorização; veja onde estão as principais oportunidades, segundo especialistas

GIGANTE DO E-COMMERCE NO JOGO

Após novela com os Correios, fundo imobiliário TRBL11 dispara 12% com a locação de galpão logístico para a Shopee

19 de fevereiro de 2026 - 18:30

O galpão logístico que é protagonista de uma batalha com os Correios terá novo inquilino e o contrato prevê a redução da vacância do FII para 3,3%

MAIS DILUIÇÃO

Azul (AZUL53): depois de emitir mais 45 trilhões de ações para sair da RJ o quanto antes, aérea desaba 50% na bolsa; entenda

19 de fevereiro de 2026 - 17:53

Movimento faz parte da reta final da recuperação judicial nos EUA e impacta investidores com forte diluição

SUSTENTABILIDADE NA BOLSA

Investimento em ESG: C&A (CEAB3) e Allos (ALOS3) entram nas ações sustentáveis recomendadas pelo BTG em fevereiro

19 de fevereiro de 2026 - 15:40

As empresas substituíram os papéis da Cyrela (CYRE3) e Rede D’Or (RDOR3)

O GRUPAMENTO ESTÁ VALENDO

Simpar (SIMH3) corta pela metade ações em circulação e amplia teto para novas emissões; veja o que muda para o acionista

18 de fevereiro de 2026 - 15:21

A companhia promoveu um grupamento na proporção 2 por 1, sem alteração do capital social, mas outra aprovação também chamou atenção do mercado

PORTFÓLIO EM EXPANSÃO

TRXF11 adiciona mais um galpão logístico ao carrinho, que será ocupado por gigante do e-commerce

18 de fevereiro de 2026 - 11:06

Após a compra, o fundo passará a ter 114 imóveis em carteira, com presença em 17 estados e uma ABL de aproximadamente 1,2 milhão de metros quadrados

VOLATILIDADE NOS MERCADOS

De ressaca? O que esperar dos papéis da Vale (VALE3) e Petrobras (PETR3) hoje, depois de perderem valor em Wall Street no feriado

18 de fevereiro de 2026 - 10:48

ADRs da Vale e Petrobras antecipam dia de volatilidade enquanto mercados voltam do feriado; aversão a risco e queda do minério de ferro explicam quedas

SD ENTREVISTA

O gringo quer Brasil, mas começa pelo Ibovespa. A vez das small caps ainda deve chegar, mas não para todas; veja 10 ações para comprar

18 de fevereiro de 2026 - 6:10

Com fluxo estrangeiro concentrado no Ibovespa, as small caps também sobem no ano, mas ainda não brilham. Werner Roger, CIO da Trígono Investimentos, conta o que falta para isso

MERCADO DÁ ADEUS À FOLIA

Xô ressaca! O ajuste de contas entre o confete e a bolsa brasileira depois dos ganhos tímidos de Nova York

17 de fevereiro de 2026 - 18:24

Wall Street não parou nesta terça-feira (17), encerrando o pregão com alta modesta. Já na B3, o investidor troca a fantasia pelos gráficos e encara a ata do Fed em plena Quarta-feira de Cinzas.

ALTA TENSÃO

Todo mundo de olho na Petrobras (PETR4): petróleo fecha em queda com sinal de acordo entre Irã e EUA

17 de fevereiro de 2026 - 16:52

Embora um entendimento geral tenha sido alcançado nesta terça-feira (17), o Oriente Médio segue em alerta com trocas ameaças de ataque de Trump e o fechamento do Estreito de Ormuz

ALAVANCAGEM OCULTA

Ouro cai quase 3% em um dia com onda geopolítica mais calma. Mas só isso explica a baixa recente do metal precioso?

17 de fevereiro de 2026 - 16:27

Mudança na margem para ouro, prata e platina aceleraram a queda de preços dos metais; entenda o que mudou e como isso mexeu com as cotações

APOSTA MANTIDA

Portfólio robusto e dividendos previsíveis: este fundo imobiliário segue como compra para a XP

17 de fevereiro de 2026 - 13:07

Com baixa vacância, contratos longos e espaço para reciclagem de ativos, Patria Renda Urbana segue entre os preferidos da corretora

QUEM TEM MEDO DA IA

Como uma ex-fabricante de máquinas de karaokê derrubou o valor de empresas de transporte e logística em todo o mundo

17 de fevereiro de 2026 - 11:32

Um único relatório impulsionou o valor da empresa na bolsa em 30%, mas teve um efeito muito maior para outras companhias de logística

INOVAÇÕES

Novos lançamentos, mercado internacional: o que esperar do mercado de ETFs para este ano

16 de fevereiro de 2026 - 11:15

Ainda que 850 mil investidores seja um marco para a indústria de ETFs, ainda é um número pequeno na comparação com o número de 100 milhões de investidores na renda fixa e de 5,4 milhões na renda variável

CLIMA DE FOLIA?

Vai ter pregão na bolsa hoje? Veja o que funciona — e o que não — na B3 nesta semana de Carnaval

16 de fevereiro de 2026 - 9:52

Pregão ficará fechado por alguns dias e voltará em horário reduzido; Tesouro Direto também sofre alterações

FORA DO ÓBVIO

Energia nuclear, games, bilionários: conheça os ETFs mais curiosos da bolsa brasileira e veja como investir nessas tendências

16 de fevereiro de 2026 - 6:06

Há um leque de oportunidades no mundo dos ETFs, para diferentes tipos de investidores, do mais conservador ao mais agressivo

FUNDOS IMOBILIÁRIOS

FIIs disparam no início de 2026 e retornos chegam a 13% — fundos de papel se destacam entre os campeões

15 de fevereiro de 2026 - 13:05

Levantamento da Quantum Finance mostra que fundos de papel lideraram as altas de janeiro, com retornos que chegaram a ser seis vezes maiores que o do IFIX

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar