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2022-06-13T18:59:13-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
FECHAMENTO DO DIA

Com ursos à solta em Nova York, Ibovespa cai mais de 2% e dólar dispara a R$ 5,11

A inflação americana e o próximo encontro do Federal Reserve levaram Wall Street ao menor nível do ano e o Ibovespa acompanhou

13 de junho de 2022
18:51 - atualizado às 18:59
Bear market Ibovespa dólar sanfona urso
Imagem: Shutterstock

Pela segunda vez em 2022, o S&P 500 entrou oficialmente em ‘bear market’. Isso significa que um dos principais índices da bolsa americana já caiu 20% desde o seu último topo e enfrenta agora uma forte tendência de baixa. 

Ao que parece, se na semana passada o mercado financeiro teve que lidar com ataques aéreos comandados por dragões, agora os próximos dias devem ser marcados por uma tentativa de afastar poderosos ursos dos portões de Wall Street. 

O ápice dessa batalha parece estar reservado para a próxima quarta-feira (15). A inflação americana, que surpreendeu o mercado na última sexta-feira (10), pode fazer com que o Federal Reserve mude a sua estratégia de combate e opte por uma elevação de juros mais rápida do que o esperado. 

A cada hora que passa, mais instituições e especialistas renomados parecem acreditar que a mudança de postura deve acontecer já no próximo encontro do Fed, o que significa que uma alta de 0,75 ponto percentual volta à mesa de discussão e que os ursos estão bem alimentados para continuar avançando por Wall Street.

As notícias que chegam da China não servem para apaziguar os ânimos. Novas localidades anunciaram restrições duras contra o coronavírus, derrubando a cotação do minério de ferro. 

Em Nova York, os touros fugiram em disparada e deixaram um rastro de sangue. O Nasdaq tombou 4,68%, enquanto o Dow Jones e o S&P 500 derreteram 2,79% e 3,87%, respectivamente. 

No Brasil, também teremos decisão de política monetária nesta semana, mas as emoções prometem ser menores. Ainda assim, o Ibovespa sentiu o baque da batalha travada em Nova York. 

Na B3, o principal índice da bolsa teve queda de 2,73%, aos 102.598 pontos, no oitavo pregão no vermelho. O dólar à vista encerrou o dia em alta de 2,54%, aos R$ 5,1151

Vale a pena ler de novo: Inflação americana

Na última sexta-feira (10), os investidores foram surpreendidos por uma elevação de preços mais salgada do que o projetado. 

A inflação dos Estados Unidos veio acima do esperado pelos analistas, que previam alta de 0,7%. O departamento de comércio dos EUA registrou avanço de 1,0% nos preços na passagem de maio para abril. Na comparação com os últimos 12 meses, o CPI dos EUA subiu 8,6%, também acima das projeções de 8,3%.

Apesar do susto, vale lembrar que o CPI não é o indicador de inflação favorito do Federal Reserve para a tomada de decisões – o número divulgado, no entanto, serve de termômetro para o que pode ser a próxima leitura do PCE. 

Anote na agenda: Super Quarta

A antecipação pela decisão de política monetária do Federal Reserve fez com que as bolsas globais acelerassem o nível de cautela. 

Na próxima quarta-feira (13), o banco central americano deve elevar a taxa de juros em mais 50 pontos-base, mas a pressão inflacionária persistente pode fazer com que os dirigentes sinalizem uma atuação mais dura nos próximos encontros. 

No Brasil, a quarta-feira também será de decisão, mas os investidores esperam emoções menores – o mercado projeta uma alta de 0,50 ponto percentual e a sinalização de que um ajuste residual pode ser necessário no futuro. 

A forte cautela do mercado e a disparada dos títulos americanos pressionou a curva de juros brasileira, que operou em forte alta ao longo da tarde, com inclinação superior a 0,20 pp na maior parte dos vencimentos. Confira:

CÓDIGONOMEULT FEC 
DI1F23DI jan/2313,58%13,38%
DI1F25DI Jan/2512,78%12,51%
DI1F26DI Jan/2612,70%12,44%
DI1F27DI Jan/2712,73%12,49%

Sobe e desce do Ibovespa

Com o clima de forte aversão ao risco que tomou conta dos mercados nesta segunda-feira (13), poucas ações tiveram espaço para acumular ganhos. 

O principal destaque ficou com a Cielo (CIEL3), que teve o seu preço-alvo revisado pelo BTG Pactual. Exportadora, a Suzano (SUZB3) se beneficiou do dólar alto, enquanto o setor de energia ganhou espaço por ser mais defensivo. Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
CIEL3Cielo ONR$ 3,831,32%
SUZB3Suzano ONR$ 52,050,70%
ENBR3Energias do Brasil ONR$ 20,600,64%
TAEE11Taesa unitsR$ 40,460,30%

A pressão nos juros, a alta dos preços dos combustíveis e notícias nada animadoras sobre novos lockdowns na China pressionaram as empresas do setor aéreo. Além disso, a queda do minério de ferro fez com que as companhias de mineração e siderurgia recusassem. 

O cenário adverso também pesou de forma significativa entre as empresas de varejo e consumo. Confira as maiores quedas do dia:

CÓDIGONOMEULTVAR
GOLL4Gol PNR$ 9,84-15,32%
CVCB3CVC ONR$ 8,24-11,40%
CASH3Meliuz ONR$ 1,36-11,11%
AZUL4Azul PNR$ 13,74-10,66%
PETZ3Petz ONR$ 10,00-10,31%
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