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A primeira rodada de entrevistas dos presidenciáveis no Jornal Nacional começa com a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL)
Se a semana passada ficou marcada pela agenda vazia e pela falta de catalisadores capazes de movimentar o mercado financeiro, o cenário para os próximos dias nas bolsas tem tudo para ser bem diferente.
Dados de inflação e atividade nos Brasil e nos Estados Unidos terão a companhia do simpósio de banqueiros centrais de Jackson Hole, promovido pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
Além disso, a primeira rodada de entrevistas dos presidenciáveis no Jornal Nacional começa com a participação do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). A conversa terá duração de 40 minutos e começa às 20h30.
Enquanto isso, o Ibovespa deve deixar de lado o cenário político-eleitoral e se concentrar na fraqueza das bolsas internacionais nesta segunda-feira (22).
O foco dos investidores está na reação dos Bancos Centrais ao atual cenário inflacionário. Expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) mantenha uma postura agressiva contra a alta de preços e de que o ciclo de juros do Federal Reserve se alongue por mais tempo movimentam os índices nos próximos dias.
Confira o que movimenta as bolsas, o dólar e o Ibovespa nesta semana:
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Começando pelos índices já fechados, as bolsas da Ásia e Pacífico encerraram o pregão sem direção definida. Quem animou os investidores por lá foi a China.
Durante a madrugada no Brasil, o banco central da China voltou a cortar a taxa básica de empréstimos. O corte — de 3,70% para 3,65% ao ano — visa evitar a desaceleração econômica iminente no país.
Mas nem isso animou os mercados asiáticos. Pesou do lado negativo o medo de elevações agressivas nos juros por parte do Fed — além de, é claro, a natureza seguir cobrando a conta ao redor do mundo, inclusive por lá.
Agora que a China começou a afrouxar as restrições impostas pela pandemia, o governo viu-se obrigado a dar continuidade a um racionamento de energia elétrica ao setor industrial em meio a uma intensa onda de calor acompanhada de uma seca histórica.
Com isso, o início das negociações em bolsa pelo mundo já começaram a semana com o pé esquerdo.
Na Europa, os índices de ações operam em queda generalizada em meio a temores de uma postura mais agressiva por parte do Banco Central Europeu (BCE). Simultaneamente, o euro revisita hoje a paridade com o dólar.
No fim de semana, em entrevista a um jornal alemão, o presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, comentou que o BCE deve manter a alta dos juros mesmo que isso eleve os riscos de uma recessão na Alemanha, a maior economia da Europa.
Em Wall Street, os índices futuros de Nova York sinalizam abertura no vermelho com os investidores à espera de Jackson Hole, um simpósio sobre política monetária promovido anualmente pelo Fed.
O tradicional evento reúne banqueiros centrais de todas as partes do mundo em uma cidadezinha bucólica perto do parque nacional de Yellowstone, nos EUA. Lá, eles trocam ideias sobre os assuntos mais quentes do momento nos salões dos comitês de política monetária.
Portanto, o avanço da inflação pelo mundo e a desaceleração econômica global estarão no centro da pauta. A expectativa dos investidores é que o Fed use a reunião para fornecer sinais adicionais sobre quais serão os próximos passos da política monetária norte-americana.
Acontece que os investidores já estão nervosos hoje, mas Jackson Hole só começa na quinta-feira.
E isso em uma semana repleta de importantes indicadores por lá. Hoje sairá a leitura de julho do índice de atividade econômica dos EUA medido pelo Fed regional de Chicago.
Para a quinta-feira estão previstos os números revisados do PIB dos EUA no segundo trimestre.
E, fechando a semana com chave de ouro, na sexta-feira serão conhecidos os dados de julho do índice de gastos com consumo pessoal dos EUA. Trata-se apenas do indicador favorito dos diretores do Fed para observar os rumos da inflação.
A semana também reserva importantes indicadores aqui no Brasil. Na quarta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o IPCA-15 de agosto. A expectativa é de que a leitura preliminar da inflação oficial sinalize deflação em base mensal.
No dia seguinte, o Caged proporciona um novo vislumbre sobre a situação do mercado de trabalho no Brasil.
A semana fecha com os dados de inflação ao produtor e com a atualização dos números de investimento estrangeiro direto no Brasil.
Não bastasse tudo isso, a campanha eleitoral entra em sua segunda semana em meio à expectativa com as próximas pesquisas de intenção de voto.
Hoje, a mais recente edição da pesquisa BTG/FSB mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua flertando com a possibilidade de vitória em primeiro turno, apesar de o presidente Jair Bolsonaro ter estreitado a margem.
Ainda hoje, Ciro Gomes (PDT), participa de encontro com empresários do Instituto para Desenvolvimento do Varejo no Hotel Renaissance em São Paulo (SP), às 10h.
Enquando isso, Lula estará em São Paulo (SP) para entrevista exclusiva para veículos da mídia estrangeira às 10h no Hotel InterContinental. Às 19h, ele participa de lançamento do livro de fotos “O Brasil no Mundo: 8 anos de Governo Lula” no Memorial da América Latina.
A agenda mais lotada do dia vai para Simone Tebet (MDB): começando com uma caminhada na Boca Maldita (às 10h) em Curitiba, seguindo para um almoço às 12h30 em Almirante Tamandaré.
Depois, segue para Ammes Norte, às 14h, onde visita o Ambulatório Multiprofissional Especializado. Retorna para Curitiba às 16h para visita ao comitê Simone e Ratinho. Às 19h40 concede entrevista online e ao vivo para a TV Gazeta de São Paulo. Às 20h15 estará no lançamento da candidatura à reeleição do deputado Anibelli Neto no restaurante Cascatinha.
Segunda-feira (22)
Terça-feira (23)
Quarta-feira (24)
Quinta-feira (25)
Sexta-feira (26)
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