Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Ana Carolina Neira

Ana Carolina Neira

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero com especialização em Macroeconomia e Finanças (FGV) e pós-graduação em Mercado Financeiro e de Capitais (PUC-Minas). Com passagens pelo portal R7, revista IstoÉ e os jornais DCI, Agora SP (Grupo Folha), Estadão e Valor Econômico, também trabalhou na comunicação estratégica de gestoras do mercado financeiro.

saiba se é hora de comprar

Lula ou Bolsonaro? As ações que devem ganhar as ‘eleições’ da B3 seja qual for o resultado das urnas

Ações do setor de varejo serão beneficiadas pela possibilidade de estabilidade e queda dos juros, puxando administradoras de shoppings

Ana Carolina Neira
Ana Carolina Neira
26 de outubro de 2022
6:45 - atualizado às 15:31
Lula Bolsonaro eleições
Montagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o ex-presidente Jair Bolsonaro na frente da B3 - Imagem: Shutterstock / Ricardo Stuckert / Flickr Lula Oficial / Alan Santos-PR / Montagem Brenda Silva

Desde que a disputa presidencial deste ano começou a tomar forma no embate entre Lula e Bolsonaro, uma das coisas que os investidores mais desejam saber é: quais as oportunidades para quem deseja comprar ações, independentemente do cenário das urnas?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Afinal, nada melhor do que surfar bons retornos sem precisar esmiuçar o plano econômico de um ou outro candidato. E sim, é possível encontrar ações que tendem a ter um bom desempenho nos próximos anos, descoladas do contexto político. E isso acontece tanto pelos fundamentos específicos de algumas empresas quanto pelo cenário macroeconômico mais favorável para o Brasil em relação a outros países.

Um consenso entre os especialistas do mercado é o de que o Brasil fez sua lição de casa para combater a inflação muito mais cedo que as demais economias. Com uma Selic a 13,75% ao ano, as discussões quanto a um corte nas taxas num horizonte não tão distante já ganham força. Isso por si só já dá uma força extra para a bolsa, uma vez que a renda fixa vai perdendo atratividade conforme os juros cedem.

Outro fator que ajuda a levar recursos para o mercado de ações é o preço dos ativos: eles estão baratos não apenas quando comparados entre si, mas também em relação aos demais países emergentes.

Enquanto os Estados Unidos ainda não conseguiram definir se haverá recessão ou não e a Europa sofre com a guerra entre Rússia e Ucrânia, a avaliação é a de que, definido o resultado das urnas e havendo alguma previsibilidade sobre o aspecto fiscal, o Brasil tem tudo para atrair mais investidores. Por consequência, as empresas listadas tendem a se beneficiar desse ambiente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, calma — é preciso separar as coisas

Ainda que as projeções indiquem um período melhor para o mercado de ações no Brasil, é preciso entender que nem tudo vai se valorizar indiscriminadamente, seja qual for o resultado da eleição. Alguns setores e papéis tendem a se sair melhor.

Leia Também

Um consenso entre os analistas e gestores consultados pelo Seu Dinheiro é o de que as construtoras devem experimentar uma boa fase daqui pra frente. A principal razão para isso está também na expectativa de estabilidade seguida de queda dos juros, aliviando o bolso dos brasileiros que buscam comprar um novo imóvel.

"Observando a dinâmica dos juros e também de outros dados macroeconômicos, como IPCA e PIB, que foram revisados positivamente, a tendência é de que as construtoras se beneficiem desse ambiente mais positivo, com melhora nos custos e nas margens", diz Cássio Bambirra, sócio da One Investimentos.

Esse cenário positivo só será abalado, segundo ele, caso o próximo presidente mostre pouco compromisso fiscal, o que é mais difícil de acontecer; além disso, ambos os concorrentes ao Planalto dão a entender que o estímulo à construção civil será uma das prioridades.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já prometeu retomar o programa Minha Casa Minha Vida, voltado para a construção de moradias para o público de baixa renda, caso eleito.

Já o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), criou o Casa Verde Amarela, que possui proposta semelhante.

Na avaliação de Tiago Cunha, gestor de renda variável da ACE Capital, ainda assim é preciso fazer algumas ponderações na hora de avaliar o setor de construção civil, de acordo com o comportamento das taxas de juros.

"Quando falamos especificamente de alta renda, ela depende mais da trajetória dos juros, que reagem às sinalizações sobre responsabilidade fiscal do futuro governo. São os juros de longo prazo que fomentam o segmento de alta renda, e sem o fechamento da curva ele não anda", afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Aqui, o segmento de baixa renda acaba levando alguma vantagem, já que, independentemente da taxa de juros, é o governo federal que paga por boa parte do valor final dessas construções. 

Entre os especialistas ouvidos pelo Seu Dinheiro, a Cyrela (CYRE3) é o nome mais citado entre as empresas com maior potencial de surfar essa onda.

De olho nas ações das varejistas

Aqui vale uma regra clássica do mercado: as ações que mais sofrem com a alta da taxa de juros também são as que geralmente largam na frente conforme a Selic cai, em um movimento típico de recuperação.

Logo, assim como as construtoras, as varejistas também estão na lista de setores que devem ter bons meses pela frente e não dependem do resultado das eleições.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Com um cenário de inflação menor, entendemos que as ações de varejo e consumo tendem a se beneficiar, olhando os fundamentos. Em geral, apostamos principalmente nas empresas do mercado doméstico", afirma Gabriela Joubert, analista-chefe de ações do Inter.

Entre essas companhias, ela cita Lojas Renner (LREN3) e Multiplan (MULT3), que mesmo não sendo uma varejista, está diretamente ligada ao setor. São ativos de destaque, com potencial de geração de valor e expectativa de bons resultados.

Outra empresa semelhante apontada pelas fontes ouvidas pelo Seu Dinheiro por seu potencial de performance é a Iguatemi (IGTI11). Entre seus pontos fortes estão a boa alocação de capital e o atendimento ao público de alta renda, o que garante faturamento alto e consistente entre os inquilinos de seus shoppings.

Esses são exemplos do que Tiago Cunha, gestor de renda variável da ACE Capital, chama de "setores acessórios" — aqueles que ganham no embalo de outros papéis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ele cita fabricantes de tubos e conexões como exemplos de beneficiárias em caso de crescimento das construtoras. 

Para ele, as companhias com potencial de privatização e seus fornecedores também podem entrar na lista daqueles que têm um bom futuro pela frente, independente do resultado da eleição.

"O setor de saneamento é um exemplo, com a Sabesp (SBSP3). Para ela, o resultado da eleição estadual é muito mais importante porque pode ser privatizada, algo que gera uma avenida de crescimento que não depende de taxa de juros", explica o gestor, comentando que todo o setor de utilities deve se beneficiar seguindo a lógica de receitas previsíveis.

Nessa linha de raciocínio, outras ações que podem estar no caminho da privatização conforme os resultados das eleições estaduais são Cemig (CMIG4), Copasa (CSMG3) e Banrisul (BRSR6). Além dos planos individuais dos candidatos ao governo estadual, a formação de um Congresso com mais forças de centro-direita também reforça a tese da agenda de privatizações que pode estar por vir.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há também as empresas de geração, distribuição e transmissão de energia, que além de terem negócios estáveis, não devem sofrer mudanças regulatórias ou intervenções da Presidência.

Uma outra promessa de Lula, caso eleito, é retomar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que investe principalmente em infraestrutura, saneamento, habitação e energia, o que seria positivo para esse grupo de ações.

Correndo por fora

É difícil falar sobre ações com potencial de ganhos sem falar da queridinha da bolsa brasileira: a Weg (WEGE3). E, claro, ela foi citada por gestores como um dos ativos que devem performar bem nos próximos anos.

Como já acontece há algum tempo, é um papel pouco afetado por questões político-econômicas graças aos fundamentos fortes e histórico de resultados. Entre os motivos que devem ajudá-la nos próximos anos estão a resiliência do negócio e sua exposição a tendências estruturais globais e de longo prazo, como eletrificação e energia renovável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro setor que também podemos dizer que corre por fora é o dos bancos, já que as grandes instituições financeiras do Brasil têm um histórico comprovado de resiliência em tempos difíceis.

"A demanda por crédito e serviços financeiros continuará existindo, independentemente do governo escolhido. Além disso, por terem várias frentes de atuação, os bancos têm muitos mecanismos para compensar eventuais desacelerações em alguns produtos ou mudanças na tributação", afirma Larissa Quaresma, analista da Empiricus.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar