Mercados operam mistos e próximos à estabilidade em dia de realização de lucros; dólar recua
As falas de dirigentes do Fed são o grande destaque do dia, e os investidores devem acompanhar qualquer nova informação sobre a alta nos juros e tapering

Após as fortes emoções da primeira semana e meia do ano, os mercados globais ajustam posições nesta quinta-feira (13), realizando os ganhos de ontem e de olho nas novas sinalizações quanto à política monetária do Federal Reserve, o banco central americano.
Assim, tanto no Brasil como no exterior, os mercados operam mistos e oscilam entre altas e baixas, com os principais índices rondando a estabilidade.
Na Europa, as bolsas fecharam sem sinal único, e o índice pan-europeu Stoxx 600, que reúne as principais empresas do continente, fechou em leve alta de 0,03%.
A abertura positiva das bolsas em Nova York levou o Ibovespa a ultrapassar os 106 mil pontos pela manhã, mas Wall Street logo perdeu força, conduzindo o principal índice da B3 de volta ao campo negativo, onde havia começado o dia.
Há pouco, as bolsas americanas, que operavam mistas, acentuaram as perdas, com o Dow Jones caindo 0,27%, o S&P 500 recuando 1,02%, e o Nasdaq em baixa de 1,96%. O Ibovespa vinha tentando sustentar a alta que o levou de volta aos 106 mil pontos, mas voltou a cair com a piora lá fora. Às 17h15, tinha leve queda de 0,05%, aos 105.632 pontos.
Após abrir em alta e depois operar perto da estabilidade, o dólar à vista virou para queda, e fechou em leve baixa de 0,10%, aos R$ 5,5295, em continuidade ao movimento de ontem.
Leia Também
Os juros futuros também começaram o dia em alta, mas viraram o sinal, e passaram a operar mistos. Os juros mais curtos subiram, puxados pelo resultado forte e acima do esperado dos serviços em novembro. Os demais vencimentos recuaram junto com a moeda americana. Veja o desempenho dos principais contratos de DI:
- Janeiro/23: alta de 11,871% para 11,915%;
- Janeiro/25: queda de 11,213% para 11,18%;
- Janeiro/27: queda de 11,192% para 11,135%.
Volume de serviços traz surpresa positiva
O volume de serviços cresceu em novembro de 2021, de acordo com dados do IBGE divulgados na manhã desta quinta-feira. No mês, houve um crescimento de 2,4%, acima do teto das projeções de especialistas ouvidos pelo Broadcast, que era de 1,5%.
Os serviços prestados cresceram 9,5% em 12 meses e acumularam alta de 10% em relação ao mesmo mês de 2020. Com isso, os serviços ficaram 4,5% acima dos níveis pré-pandemia, antes de fevereiro de 2020.
De olho lá fora
Hoje, o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, disse que a atividade econômica na zona do euro perdeu impulso com a nova onda de covid-19, mas continua em alta.
Além disso, afirmou que o ritmo de queda na inflação na reunião não será tão rápido quanto previsto, mas que os preços ao consumidor cairão abaixo da meta de 2% em 2023 e 2024.
Já o presidente da distrital do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, se pronunciou pela manhã, dizendo que podemos esperar um aperto monetário razoável em 2022, com três ou quatro altas de juros neste ano.
Ele disse, ainda, que podemos esperar uma alta de 25 pontos-base após o fim do tapering (retirada de estímulos), e que a redução de compra de ativos deve ser completada até março. Harker disse ainda que espera crescimento econômico mais lento neste ano, nos EUA, entre 3% e 4%.
Em audiência no Congresso para a confirmação do seu cargo como vice-presidente do Fed, Lael Brainard disse que a inflação deve seguir alta nos primeiros dois trimestres deste ano, conforme projeção, e que o Fed irá trazer os índices de preços para baixo o mais rápido possível, mas levando em conta o crescimento da economia.
Ela disse ainda que o Fed já decidiu encerrar o programa de compra de ativos em março, que haverá "diversas altas" de juros neste ano e que já foi iniciado o debate sobre a redução do balanço patrimonial da instituição, isto é, a venda de volta ao mercado dos ativos adquiridos.
Thomas Barkin, presidente da distrital do Fed em Richmond, disse esperar progressos nas cadeias produtivas no primeiro trimestre de 2022 e que, com melhora na cadeia de oferta, a inflação dos produtos deve arrefecer nos EUA.
Ele disse ainda que a covid impacta o crescimento, mas se tornou choque de oferta e inflacionário, que o problema de oferta de trabalhadores nos EUA deve impulsionar a inflação de serviços e que, se a inflação seguir elevada, "teremos que apertar a política mais agressivamente".
Finalmente, Charles Evans, presidente da distrital do Fed em Chicago, disse que é apropriado apertar a política monetária e que levará tempo para a inflação voltar à meta. Segundo ele, ela deve ficar em 2,5% ao final deste ano.
Evans espera de duas a quatro altas de juros em 2022 e acredita que uma primeira alta já em março "é uma possibilidade". Ele também disse que o Fed deve começar a reduzir o balanço mais cedo desta vez, sem, no entanto, precisar uma data.
Inflação ao produtor e pedidos de auxílio-desemprego
Ainda nesta quinta, a inflação ao produtor, medida pelo PPI, e os números de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos devem compor o cenário externo.
O PPI americano subiu 0,2% em dezembro em relação a novembro, ante uma previsão de alta 0,4% dos analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal. O núcleo de inflação avançou 0,5% na mesma base de comparação, em linha com as projeções.
Em 12 meses, a inflação ao produtor foi de 9,7%, com núcleo em alta de 6,9%. O PPI de novembro foi revisado de 0,8% para 1,0%.
Já o número de pedidos de auxílio-desemprego na semana terminada em 8 de janeiro veio acima do esperado: 230 mil pedidos, uma alta de 23 mil, contra uma estimativa de 200 mil dos analistas ouvidos pelo The Wall Street Journal.
RADAR DE FIIS
BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar
8 de outubro de 2026 - 10:47MERCADOS
A explosão da renda fixa nos EUA: Treasury de dez anos bate máxima em 24 anos, ações caem e Ibovespa acompanha
7 de outubro de 2026 - 17:57MUDANÇAS NA CARTEIRA
Os juros vão cair? Estes são os FIIs que os analistas indicam para aproveitar a virada da Selic
7 de outubro de 2026 - 6:03EM REFORMULAÇÃO
TRBL11 quer deixar Braskem e Correios para trás? FII abre terreno para uma nova estratégia; entenda o que está em jogo
6 de outubro de 2026 - 18:01ONDE INVESTIR APÓS O RALI
Nem todas surfaram o ‘trade Flávio’: Rede D’Or (RDOR3) e outras 5 ações são as favoritas para juros menores
6 de outubro de 2026 - 13:08TRADE ELEITORAL
Flávio Bolsonaro pode levar o Ibovespa aos 250 mil pontos? Morgan Stanley indica quais ações investir em cada cenário de 2º turno
5 de outubro de 2026 - 19:20DO NEUTRO À COMPRA
O efeito Flávio Bolsonaro na bolsa: JP Morgan vira a mão com Brasil após 1º turno das eleições — e vê alta de até 20%
5 de outubro de 2026 - 15:21ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi
5 de outubro de 2026 - 14:39MERCADOS
Ibovespa dispara 7,7% e supera 206 mil pontos na máxima histórica após vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula
5 de outubro de 2026 - 10:39NOVO RECORDE
Petrobras (PETR4) supera R$ 700 bilhões em valor de mercado, o maior da história. O que impulsionou a ação?
3 de outubro de 2026 - 15:15BOM HUMOR NA BOLSA
Às vésperas das eleições, só 8 ações do Ibovespa caíram na semana. Hapvida (HAPV3) e outras 6 têm alta de dois dígitos
3 de outubro de 2026 - 11:45MAIS OTIMISMO COM O PAPEL
Bank of America vê potencial de alta de 64% para a JBS (JBSS32) e calcula a renda extra para o investidor
2 de outubro de 2026 - 19:32TOUROS E URSOS #290
Ibovespa a 200 mil pontos? Gestor diz o que pode acontecer com seus investimentos se Lula ou Flávio vencerem
2 de outubro de 2026 - 18:30FECHAMENTO DOS MERCADOS
No último pregão antes das eleições, Ibovespa dispara, chega nos 192 mil pontos e sobe 2,63%
2 de outubro de 2026 - 17:36POR QUE É TÃO IMPORTANTE?
Mais petróleo na Margem Equatorial: Petrobras (PETR4) anuncia nova descoberta e confirma boa qualidade do óleo encontrado em agosto
2 de outubro de 2026 - 10:50Conteúdo BTG Pactual
Fundo multimercado que já rendeu CDI + 4,36% desde sua criação segue na ‘contramão’ das tendências; conheça
1 de outubro de 2026 - 14:00PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições podem levar o Ibovespa acima de 200 mil pontos? A visão de Rodrigo Glatt, sócio da gestora GTI
1 de outubro de 2026 - 11:32BALANÇO DO MÊS
Tesouro Direto dispara em setembro com retorno de mais de 5% — mas outro investimento toma a dianteira e fica no topo do ranking
30 de setembro de 2026 - 19:16FECHAMENTO DOS MERCADOS
O vento a favor que fez o Ibovespa decolar 4 mil pontos, inverter o sinal e fechar setembro no azul
30 de setembro de 2026 - 17:49MESMO QUE 'DÊ RUIM'