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Durante o Febraban Tech, Octavio de Lazari, do Bradesco, disse que conversa com o presidente Bolsonaro foi 'tranquila'

A reunião do presidente Jair Bolsonaro com membros da Federação Brasileira de Bancos, a Febraban, ontem (8) ganhou manchetes sobre como ele minimizou a carta pela democracia assinada pela entidade.
Mas, na visão do diretor-presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, o encontro foi tranquilo.
Durante o Febraban Tech, evento da entidade que acontece nesta semana em São Paulo, Lazari ressaltou a jornalistas que havia uma preocupação sobre o almoço com o presidente devido ao manifesto.
"Mas foi muito tranquilo. Ele [Bolsonaro] falou da importância dos bancos e de taxa de juros, para que a gente pudesse baixar um pouco", disse Lazari.
O pedido de Bolsonaro se referia sobre os juros do crédito consignado, conforme explicou Lazari. Questionado se havia dito ao presidente que iria baixar os juros, Lazari disse que não.
"Eu não responderia a uma pergunta dessa forma. A taxa de juros não é formada por um único fator. Ela envolve uma série de fatores, como cobrança, inadimplência, recuperação de crédito… tem vários fatores", justificou.
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Lazari também colocou a Febraban à disposição dos outros candidatos à presidência, dizendo que a agenda está aberta e convites já foram feitos para Lula, Simone Tebet e Ciro Gomes.
"A gente está esperando a confirmação da campanha deles", afirmou.
Durante a abertura do evento, o presidente da Febraban, Isaac Sidney, aproveitou a fala para aparentemente enviar um recado ao presidente Bolsonaro.
Como o evento é voltado para o avanço da tecnologia no setor bancário, Sidney tocou no assunto Pix, que foi pivô de uma polêmica levantada por bolsonaristas para justificar o apoio dos banqueiros ao manifesto pela democracia.
"O Pix é o símbolo mais popular dessas transformações recentes e sempre contará com nosso apoio e entusiasmo. Ele fez bem para a sociedade e para os bancos, tem impulsionado transações entre pessoas e empresas", disse Sidney.
Bolsonaro e seus apoiadores espalharam que os bancos perderam R$ 40 bilhões com a invenção do Pix, o que o Seu Dinheiro já mostrou que não é verdade.
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