Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Volatilidade em alta

Tesouro Direto: negociação de títulos públicos é paralisada devido à disparada dos juros

Suspensão da negociação de alguns títulos ocorre quando a volatilidade nos mercados secundário e de juros futuros se eleva

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
9 de setembro de 2021
16:39 - atualizado às 18:14
Aplicativo do Tesouro Direto
Aplicativo do Tesouro Direto. - Imagem: Shuttertstock

O Tesouro Direto teve as suas negociações paralisadas na tarde desta quinta-feira (09) devido à disparada dos juros futuros, após a divulgação de uma inflação em agosto mais alta do que o esperado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Foram suspensas a compra e a venda dos títulos públicos prefixados (Tesouro Prefixado com e sem juros semestrais, também chamados de NTN-F e LTN) e dos títulos públicos indexados à inflação (Tesouro IPCA+ com e sem juros semestrais, também chamados de NTN-B e NTN-B Principal).

Assim, durante uma parte da tarde, só era possível negociar os títulos Tesouro Selic (LFT), indexados à taxa básica de juros.

Perto das 17h, as negociações de todos os títulos voltaram ao normal, apenas para serem suspensas de novo instantes depois, após o presidente Jair Bolsonaro ter emitido uma nota moderando o seu discurso e apoiando as instituições democráticas, o que deixou os mercados mais otimistas. Afinal, o tom belicoso que o presidente vinha adotando contra os demais Poderes da República também vinha pesando sobre os juros futuros.

Perto do horário do fechamento do mercado, às 18h, a plataforma novamente retomou a negociação de todos os títulos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Medida de segurança

O Tesouro Nacional paralisa a negociação dos títulos prefixados e atrelados à inflação sempre que o mercado secundário de títulos públicos, onde operam os grandes investidores institucionais, é acometido por forte volatilidade de preços e taxas.

Leia Também

Em geral, isso acontece quando os juros no mercado futuro disparam, o que acaba resultando numa derrubada dos preços dos títulos que têm parte ou toda a sua remuneração prefixada, isto é, definida no ato do investimento. Conforme as regras de precificação desses títulos, quando os juros sobem, sua remuneração também sobe, mas seus preços de mercado recuam, e vice-versa.

Como o Tesouro Direto só atualiza seus preços e taxas três vezes ao dia, a paralisação desta plataforma, voltada para as pessoas físicas, visa a proteger o pequeno investidor de acabar negociando títulos a preços e taxas muito diferentes daqueles que estão sendo praticados no mercado secundário, quando o sobe e desce está muito intenso.

Durante a crise do coronavírus nos mercados em março de 2020, foram vários os casos de suspensão do Tesouro Direto devido à forte volatilidade dos juros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A rentabilidade dos títulos públicos é garantida para quem os carrega até o vencimento; mas quem os vende antes do fim do prazo deve negociá-los pelo preço de mercado praticado no dia, o que pode acarretar em ganhos ou perdas, pois o título pode ter se valorizado ou não.

A remuneração dos títulos prefixados e atrelados à inflação tem avançado nos últimos tempos, com o aumento do risco fiscal e da expectativa para a taxa Selic. Em prazos mais longos, os prefixados já voltaram a pagar juros de dois dígitos.

Hoje, o título prefixado mais longo chegou a oferecer remuneração de 11,13% ao ano, enquanto o Tesouro IPCA+ mais longo chegou a pagar quase 5% ao ano acima da inflação.

Após o mercado reagir positivamente à fala de Bolsonaro, o juro do prefixado mais longo, com vencimento em 2031, recuou para 10,92%, e o do Tesouro IPCA+ mais longo, com vencimento em 2055, caiu para 4,84% + IPCA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Surpresa no IPCA

Nesta quinta, os juros futuros dispararam com a divulgação do IPCA de agosto, que foi de 0,87%, bem acima da mediana das expectativas do mercado, que era de 0,71%. Nos últimos 12 meses, o índice já acumula alta de 9,68%, muito acima da meta de 3,75% para este ano.

Com o aumento da inflação acima do esperado, o mercado agora recalibra suas perspectivas para inflação e taxa Selic, a qual já está em um ciclo de alta, jogando os juros futuros lá para cima. Veja como fecharam os principais vencimentos dos contratos futuros de DIs hoje:

  • Janeiro de 2022: de 6,983% para 7,40%
  • Janeiro de 2023: de 8,796% para 9,245%
  • Janeiro de 2025: de 10,066% para 10,27%
  • Janeiro de 2027: de 10,544% para 10,72%

Após a nota conciliadora do presidente Bolsonaro, porém, os juros futuros passaram por um movimento de alívio na sessão de negociação estendida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RENDA FIXA + ETFS

Proteção contra a inflação e uma mesada: este ETF de renda fixa investe em Tesouro IPCA+ de um jeito diferente e ainda paga dividendos

1 de abril de 2026 - 19:02

O AREA11, do BTG Pactual, estreou faz pouco tempo e traz duas novidades para o investidor que gosta de dividendos, mas quer se manter na renda fixa

BALANÇO DO MÊS

Tesouro Selic e CDI: só ganharam em março os investimentos que nunca perdem

31 de março de 2026 - 19:40

Bitcoin e dólar também fecharam o mês no azul, mas com um caminho bem mais tortuoso do que o rentismo garantido de um juro em 15% ao ano

DEBÊNTURES E BONDS

Renda fixa privada: juro alto é a pedra no sapato dos títulos de dívida de empresas brasileiras; mas no exterior, investidor pode ousar mais

31 de março de 2026 - 18:50

É hora de ser cauteloso em relação ao crédito privado de maior risco no mercado local, mas no exterior há boas oportunidades, dizem gestores

NÃO FORAM SÓ AS AÇÕES

Títulos de renda fixa de Hapvida, CSN e Assaí também refletem momento difícil das empresas e veem forte queda no mercado

23 de março de 2026 - 19:04

Excesso de dívida e queima de caixa preocupam investidores, que exigem prêmio maior para manter papéis na carteira

RENDA FIXA

Tesouro Nacional reduziu o pânico, mas taxas dos títulos públicos devem continuar altas em resposta ao cenário global

20 de março de 2026 - 19:45

Tesouro fez recompras de títulos públicos ao longo da semana para diminuir a pressão vendedora, mas volatilidade deve continuar com escala da guerra no Oriente Médio

MEDO NO AR

Renda fixa: títulos públicos do mundo inteiro disparam com a expectativa de uma nova onda de aumento dos juros

20 de março de 2026 - 17:25

Preocupação com inflação levou o principal título da Inglaterra a oferecer 5% de juro, maior nível desde 2008; nos EUA, o Treasury de 30 anos chegou a 4,95%

SIMULAÇÃO

Renda fixa: quanto rendem R$ 10 mil no CDB, na LCA, no Tesouro Selic e na poupança com os juros em 14,75% ao ano?

18 de março de 2026 - 19:42

O Copom reduziu a taxa Selic, mas o retorno da renda fixa continua o mais atrativo do mercado; confira as rentabilidades

RENDA FIXA

Tesouro Direto: Prefixado a 14% e IPCA + 8% aqui não! Tesouro Nacional vai às compras e isso é bom para a sua carteira

17 de março de 2026 - 19:32

Iniciativa do Tesouro acalmou o mercado de títulos públicos e tende a diminuir preços e taxas diante da crise com a guerra no Oriente Médio

RENDA FIXA

O que vai acontecer com a renda fixa? Situação da Raízen (RAIZ4) e corte na Selic são motivos de alerta para gestores de fundos

16 de março de 2026 - 19:48

Fundos de crédito começam a registrar resgates pelos investidores, mas volume ainda é pequeno — o risco é aumentar nos próximos meses

CRÉDITO EM CRISE

Raízen (RAIZ4): como ficam as debêntures, bonds e CRAs após o pedido de recuperação extrajudicial?

11 de março de 2026 - 18:33

Alterações em prazos, juros ou conversões para ações podem afetar os títulos de dívida que têm a Raízen como devedora

ISENTO DE IR

Renda fixa: LCAs mais rentáveis de fevereiro pagam até 94,5% do CDI, sem imposto de renda; veja prazos e emissores

10 de março de 2026 - 19:45

As emissões com taxas prefixadas ofereceram 11,59% de juro ao ano — quase 1% ao mês isento de IR

CARTEIRA RECOMENDADA

Corte na taxa Selic e guerra no Oriente Médio: como investir em Tesouro Direto e outros títulos de renda fixa em março?

10 de março de 2026 - 14:01

Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Paradoxo da Selic: corte nos juros tende a diminuir risco de calote na renda fixa, mas Sparta alerta para outro risco no horizonte

9 de março de 2026 - 15:32

Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI

CRÉDITO PRIVADO

Os juros vão cair, e esses são os melhores setores para investir na renda fixa com a taxa Selic menor

23 de fevereiro de 2026 - 19:04

Relatório da Empiricus com gestores de crédito mostra quais são as apostas dos especialistas para um corte maior ou menor nos juros; confira

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Renda fixa sem IR: é hora de investir em CRAs ou em debêntures incentivadas? A Sparta responde

23 de fevereiro de 2026 - 14:01

A vantagem fiscal não deve ser o único benefício de um título de crédito — o risco também deve ser remunerado, e nem toda renda fixa está pagando essa conta

OPORTUNIDADE NO CRÉDITO

Não é hora de sair da renda fixa? Moody’s prevê bilhões em emissões no primeiro semestre

12 de fevereiro de 2026 - 18:58

Com R$ 117 bilhões em títulos para vencer, empresas devem vir a mercado para tentar novas emissões, a taxas ainda atraentes para o investidor

RENDA FIXA

CDBs dos bancos Pleno, Original e Pine estão entre os mais rentáveis de janeiro, pagando até 110% do CDI; vale a pena investir?

10 de fevereiro de 2026 - 16:15

Levantamento da Quantum Finance mostra quais emissões ficaram com taxas acima da média do mercado

SEM CONFIANÇA

Raízen (RAIZ4) non grata: investidores vendem debêntures da empresa com prejuízo, diante de maior percepção de risco

9 de fevereiro de 2026 - 14:01

Depois dos bonds, debêntures da Raízen derretem no mercado secundário, com abertura de até 40 pontos percentuais em taxas

CARTEIRA RECOMENDADA

Livres de imposto de renda: as recomendações de CRI, CRA e debêntures incentivadas para fevereiro

6 de fevereiro de 2026 - 15:05

Carteiras recomendadas de bancos destacam o melhor da renda fixa para o mês e também trazem uma pitada de Tesouro Direto; confira

REAL VS. DÓLAR

Crédito privado em reais ou em dólar? BTG destaca empresas brasileiras para investir em debêntures e em bonds

5 de fevereiro de 2026 - 19:01

Em alguns casos, o ganho de um título em dólar sobre o equivalente em real pode ultrapassar 3 pontos percentuais

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia