A AÇÃO QUE ESTÁ REVOLUCIONANDO A INFRAESTRUTURA DO BRASIL E PODE SUBIR 50%. BAIXE UM MATERIAL GRATUITO

2022-07-28T18:27:15-03:00
Flavia Alemi
Flavia Alemi
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pela FIA. Trabalhou na Agência Estado/Broadcast e na S&P Global Platts.
MARKET MAKERS

Brasil vive situação esquizofrênica na economia e incerteza não vai se dissipar até eleições, diz Rodrigo Azevedo, da Ibiuna

Sócio da Ibiuna Investimentos e ex-diretor do Banco Central, Rodrigo Azevedo participou do episódio #05 do Market Makers

28 de julho de 2022
18:27
Rodrigo Azevedo, gestor da Ibiuna Investimentos
Rodrigo Azevedo, da Ibiuna InvestimentosImagem: Leo Martins

No Brasil de 2022, duas forças antagônicas mexem com a nossa economia. 

De um lado, o Banco Central usa a taxa básica de juros para deixar a política monetária mais apertada e desacelerar a inflação.

Do outro, a corrida eleitoral estimula o governo a liberar dinheiro para conquistar votos, numa política fiscal expansionista - e inflacionária.

Nas palavras de Rodrigo Azevedo, sócio da Ibiuna Investimentos e ex-diretor do Banco Central, a situação atual do Brasil é “esquizofrênica”.

“Temos alguém pisando no freio e alguém pisando no acelerador”, afirmou Azevedo ao Market Makers desta semana.

O economista deu uma aula sobre inflação e compartilhou com os apresentadores Thiago Salomão e Renato Santiago suas táticas para aproveitar as assimetrias de juros em diversos países.

Ouça a íntegra da edição do podcast Market Makers:

"Leve" em Brasil

Depois de ter feito muito dinheiro com posição tomada em juros locais, hoje a carteira do Ibiuna STH hoje está “leve em Brasil”, como diz Azevedo.

E deve permanecer assim, pelo menos enquanto houver incerteza provocada pelas eleições. Mas isso não está ligado diretamente a Lula ou Bolsonaro, os líderes das pesquisas de intenção de voto para presidente.

Para Azevedo, nenhum dos candidatos hoje tem incentivo para falar em ajustes fiscais nos seus respectivos governos. Portanto, paira sobre o mercado a incerteza com o regime fiscal do próximo governo.

“Essa incerteza não vai se dissipar, pelo menos até outubro. É um desincentivo grande tomar posições nesse momento”, afirmou Azevedo.

Apesar disso, o sócio da Ibiuna ressalta que os juros no Brasil devem subir mais um pouco a fim de controlar a inflação.

Leia também:

Idiossincrasia brasileira

Azevedo lembra que o Brasil tem uma “memória inflacionária” muito alta, que força nosso Banco Central a subir os juros antes da maioria dos países ao menor sinal de alta de preços.

A explicação é que no Brasil existe uma idiossincrasia, que são os mecanismos formais e informais de indexação à inflação passada. Isso significa que desde contratos de aluguel até o teto de gastos são ajustados pela inflação. Por consequência, a primeira demanda salarial dos trabalhadores é a reposição da perda inflacionária.

Dessa forma, o que poderia ser um choque temporário de, por exemplo, aumento dos combustíveis, torna-se mais perene por conta do ajuste automático.

“O resultado básico é que o Banco Central tem que atuar mais cedo e de maneira mais forte do que teria numa economia que não tem isso [ajuste automático]”, disse Azevedo.

Aposta na alta de juros no exterior

Se a assimetria estimulou os gestores do Ibiuna STH a ficarem tomados em juros (apostando na alta das taxas) de países emergentes em 2021, neste ano a fotografia mudou.

Em 2022, Azevedo avaliou que os emergentes já haviam subido demais os juros, mas um conjunto de países ainda continuava com as políticas monetárias frouxas: os desenvolvidos.

Assim, a estratégia basicamente mudou para pegar a provável alta dos juros nos Estados Unidos e na Europa.

“O que a gente não imaginava é que teria uma guerra entre Ucrânia e Rússia que exacerbaria as tendências inflacionárias de maneira impensável", detalhou Azevedo.

Ele avalia que a inflação no mundo desenvolvido deve estar atingindo o pico neste momento.

“Mas a gente acha que, na hora que ela começar a cair, provavelmente vai cair mais devagar e vai se estabilizar num patamar mais alto do que o consenso de mercado acredita neste momento”, disse.

O economista da Ibiuna explicou, ainda, outras questões sobre a nossa economia que valem a pena serem ouvidas no episódio completo do Market Makers. Para ouvir, é só acessar o link abaixo:

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

BALANÇO

Inter (INBR31) reverte prejuízo em lucro de R$ 15,5 milhões no segundo trimestre; confira os números

15 de agosto de 2022 - 21:01

No semestre encerrado em 30 de junho de 2022, o Inter superou a marca de 20 milhões de clientes, que equivale a 22% de crescimento no período

BALANÇO DA HOLDING

Lucro líquido da Itaúsa (ITSA4) recua 12,5% no segundo trimestre, mas holding anuncia JCP adicional; confira os destaques do balanço

15 de agosto de 2022 - 19:52

A Itaúsa (ITSA4) esperou até o último dia da temporada de balanços para revelar os números do segundo trimestre. E a paciência dos investidores não foi recompensanda: a companhia lucrou R$ 3 bilhões, uma queda de 12,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) sobre o […]

BALANÇO

Resultado da Méliuz (CASH3) piora e empresa de cashback registra prejuízo líquido de R$ 28,2 milhões no segundo trimestre

15 de agosto de 2022 - 19:07

Os papéis da Méliuz amargam perdas de 87% no ano, mas entraram no mês de agosto em tom mais positivo, com ganho mensal de 7%

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Magazine Luiza (MGLU3) dá a volta por cima, XP vai às compras e futuro do ethereum; confira os destaques do dia

15 de agosto de 2022 - 18:52

Há pouco mais de dois meses, quando conversei com diversos analistas e gestores de mercado sobre as expectativas para o segundo semestre, poucos foram aqueles que apostaram nos setores de grande exposição à economia doméstica como boas alternativas para a segunda metade do ano.  Não que empresas ex-queridinhas como Magazine Luiza (MGLU3), Via (VIIA3) e […]

ACIONISTAS FELIZES

Dividendos: Itaúsa (ITSA4) pagará JCP adicional e data de corte é nesta semana; veja como receber

15 de agosto de 2022 - 18:47

Vale lembrar que, após a data de corte, as ações serão negociadas “ex-direitos” e passarão por um ajuste na cotação referente aos proventos já alocados

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies