O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Segundo Howard Marks, os investidores que realmente se sobressaem e constroem fortunas no longo prazo não são os que ganham do benchmark nos mercados de alta, mas aqueles que ficam um pouco para trás na alta por não assumirem riscos desnecessários
Muita gente diz que o seu maior vilão dentro do mercado financeiro é o Ibovespa ou qualquer outra régua utilizada pelas grandes instituições como parâmetro de desempenho.
Para os grandes fundos, bater o benchmark é a diferença entre ser reconhecido (e também ter direito a uma boa taxa de performance) ou ir para o fim da fila na lista de "fundos desejados", enfrentar reclamações de cotistas e muitas vezes aumento nos resgates.
Mas e para um investidor pessoa física? Será que a missão de bater o índice todos os trimestres faz sentido?
Mais do que o Ibovespa, entendo que o grande vilão do investidor pessoa física é a inveja.
Charlie Munger, parceiro de Warren Buffett na Berkshire Hathaway, disse certa vez (com o brilhantismo de sempre) que "a inveja é um pecado extremamente estúpido, porque é o único dos sete pecados capitais do qual você não tem nenhuma diversão."
Não é que é verdade?
Leia Também
O problema é que a inveja não é apenas ruim para a sua alma pecadora. Ela também costuma fazer estrago no bolso.
E eu não estou falando de besteiras como tomar uma dívida desnecessária para que o seu carro não seja o mais barato da garagem do prédio – isso é ruim, mas o nosso foco aqui é investimento em ações.
Estou falando, na verdade, é daquela vontade quase incontrolável de investir tudo o que temos – e às vezes até o que não temos – quando o mercado está subindo e nosso vizinho está conseguindo obter retornos muito maiores do que os nossos.
Mesmo seguindo uma estratégia bem definida e bastante disciplinada, depois de alguns meses ficando para trás e vendo seu vizinho viajar para a Europa pela terceira vez no ano, você desiste de toda a disciplina e resolve colocar toda a sua grana nas ações mais quentes do momento — o maior problema é que esse tipo de atitude costuma acontecer justamente quando o mercado está próximo das máximas e muito perto de virar para baixo. Nem preciso falar que essa é uma péssima estratégia de investimento.
Como investidores pessoas físicas, nós não deveríamos ter problemas em perder para o mercado quando ele está subindo muito forte.
Se o Ibovespa subir 100% no ano e seu vizinho estiver com 110% de rentabilidade, por que a maior parte dos investidores se sente diminuída com um ganho de "apenas" 80%?
Racionalmente, isso não faz muito sentido, especialmente se esses pontos percentuais a menos forem resultado de um posicionamento um pouco mais defensivo para o caso de as coisas darem errado.
Porque de vez em quando elas dão mesmo – exatamente como estamos vendo agora – e nesses casos o posicionamento mais defensivo é quem vai deixar os outros comendo poeira.
Aliás, segundo Howard Marks em seu livro O Mais Importante Para o Investidor, os grandes investidores, aqueles que realmente se sobressaem e constroem fortunas no longo prazo, não são os que ganham do benchmark nos mercados de alta, mas sim aqueles que ficam pouco para trás no mercado de alta por não assumirem riscos desnecessários e que, por esse mesmo motivo, perdem muito menos que o resto quando chega a turbulência.
Não só isso: ao contrário da manada, esse pessoal normalmente costuma aumentar a posição de caixa quando o mercado está muito esticado, o que serve não só para amortecer as quedas, mas — mais importante — usar essa graninha parada para comprar ativos em liquidação depois da derrocada.
Tudo isso para dizer que é importante ter caixa, principalmente nos momentos de euforia.
Tudo bem que o dinheiro parado no Tesouro Selic não estava rendendo quase nada até o início deste ano. Mas o cenário mudou: com a taxa Selic em 6,25% ao ano neste momento e rumando para chegar próxima de 10% já no ano que vem, reservar um pouco de caixa volta a ser uma estratégia interessante.
Se você ainda tem dúvidas de onde deixar o seu caixa rendendo, o Vitreo Selic Simples é uma ótima alternativa: tem taxa zero e o resgate cai na sua conta no mesmo dia. O BTG, a Órama, a XP e a Rico também têm fundos DI com taxa zero que podem ser utilizados com essa finalidade.
E quando o mercado desaba – como estamos vendo agora – e volta a negociar com os múltiplos de preço/lucro mais baixos vistos desde a crise de 2008 nós vamos na direção oposta à da manada: pegamos uma parte do caixa e vamos, aos poucos, comprando um pouco mais de ações a preços descontados.
Um grande abraço e até a próxima!
Ruy
A Ação do Mês busca chegar ao Novo Mercado e pode se tornar uma pagadora consistente — e robusta — de dividendos nos próximos anos; veja por que a Axia (AXIA3) é a escolhida
Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje
Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio
Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]
Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs
Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual
Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje
Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026
Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras
Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro
Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje
Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais
Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial
Saiba quais são as perguntas essenciais para se fazer antes de decidir abrir um negócio próprio, e quais os principais indicadores econômicos para acompanhar neste pregão
Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando
Depois que o dinheiro gringo invadiu o Ibovespa, as small caps ficaram para trás. Mas a vez das empresas de menor capitalização ainda vai chegar; veja que ações acompanhar agora
Confira as leituras mais importantes no mundo da economia e das finanças para se manter informado nesta segunda-feira de Carnaval
Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais
Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas
Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje