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Ativos sob custódia cresceram 61% em relação a 2019, com captação líquida de R$ 198 milhões e valorização de mercado de R$ 53 milhões
O valor de ativos sob custódia (AUC) da XP Inc. atingiu R$ 660 bilhões em 31 de dezembro de 2020, um aumento de 61% em relação a 2019 e 17% em relação ao trimestre anterior. O crescimento anual foi impulsionado por uma arrecadação líquida de R$ 198 milhões e uma valorização de mercado de R$ 53 milhões.
Já o número de clientes ativos chegou a quase 2,8 milhões no quarto trimestre, alta de 63% na comparação anual e 5% ante o trimestre anterior, com crescimento em todos os canais, segundo a companhia. Na captação de clientes, a plataforma XP Direct ultrapassou pela primeira vez, em 2020, a rede de agentes autônomos e a plataforma Rico, após as taxas de corretagem terem sido reduzidas a zero em setembro.
No quarto trimestre, a entrada líquida ajustada totalizou R$ 37 bilhões, estável em relação ao trimestre anterior. A entrada média mensal líquida, ajustada pelas entradas e saídas extraordinárias de capital, foi de R$ 12,7 bilhões no segundo semestre de 2020, 17% acima dos R$ 10,8 bilhões no primeiro semestre.
"Apesar da incerteza e volatilidade do ano passado, o XP entregou um crescimento sólido de AUC, enquanto continuava a fortalecer o reconhecimento da marca entre os investidores brasileiros", disse a empresa em comunicado.
De acordo com Guilherme Benchimol, fundador e CEO da XP Inc., a principal oportunidade da companhia pela frente é dobrar seu AUC mais uma vez, especialmente agora que a empresa começou a oferecer um conjunto completo de serviços e produtos bancários.
"Isso poderia ser alcançado com 100% de compartilhamento da carteira em nossos clientes existentes. O marco de R$ 1 trilhão parece mais próximo do que nunca", disse Benchimol, na nota.
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A carteira de crédito da XP Inc. atingiu R$ 3,9 bilhões em 31 de dezembro de 2020, o que representou 0,6% do total de ativos sob custódia. Segundo a empresa, a demanda foi impulsionada por pessoas físicas e pequenas e médias empresas. A decisão do governo de zerar o IOF sobre empréstimos concedidos nas últimas duas semanas do ano contribuiu para a demanda.
A duração média da carteira de crédito da XP era de 3,2 anos ao final do ano passado, com índice de inadimplência (NPL) de 90 dias igual a zero.
"Além disso, destacamos a natureza leve de nossa carteira de crédito, que atualmente representa R$ 721 milhões de Ativos Ponderados pelo Risco e requer um capital regulamentar mínimo de apenas R$ 58 milhões. O fato de nossa carteira de crédito ser 100% garantida minimiza a necessidade de capital para crescimento. Nosso livro é financiado principalmente pela emissão de Notas Estruturadas (COEs) e Depósitos, que são distribuídos aos clientes por meio de nossa própria plataforma", diz o comunicado.
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