O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O executivo revelou que planeja uma transformação no modelo de negócios da varejista de moda, adquirida em um acordo de mais de R$ 5 bilhões
Desde que estrearam no mercado, há quase um ano, as ações do Grupo Soma subiram mais de 60%. Nesse período, a empresa se solidificou na operação online e também atropelou a Arezzo e levou a Hering, em um acordo de mais de R$ 5 bilhões.
"O Soma tem como conceito ser uma aceleradora de marcas: está no nosso DNA melhorar o reconhecimento, a receita e o lucro das nossas empresas", disse Roberto Jatahy, 52 anos, presidente do grupo, no programa Olhar de Líder, do Estadão/Broadcast.
É com esse modelo que a dona da Animale e da Farm vai integrar a Hering. "Há uma transformação muito clara em nossa cabeça no modelo de negócios da Hering. Ela será completamente repaginada em 30 a 36 meses", diz o executivo.
Leia, a seguir, os principais trechos da conversa:
O Soma pagou R$ 5,1 bilhões pela Hering, após oferta de R$ 3,2 bi da Arezzo. O preço foi alto?
A desvalorização aconteceu no dia em que foi anunciada a aquisição, mas, quando o racional do negócio foi bem explicado, tudo voltou à normalidade.
Leia Também
Vínhamos desde o fim do ano passado costurando a transação, que teve de ser acelerada por questões de competição, e a comunicação não foi feita de forma estruturada.
Passamos o fim de semana negociando detalhes, finalizamos às 5 horas da segunda-feira, quando tínhamos de fazer a comunicação ao mercado. Vamos fazer um movimento transformacional na Hering nos próximos anos.
Não foi, então, uma negociação 'relâmpago'?
Ativos como a Hering são raros. Há poucas marcas que, como ela, têm tradição de 140 anos. A Hering é altamente geradora de caixa e nunca teve problemas de endividamento. Tem o desafio de crescimento e era objeto de desejo de competidores. Nossa conversa começou em novembro.
O sr. já conhecia o Fabio Hering, controlador da marca?
Nos conhecemos em 2013, quando o fundo Tarpon queria montar uma plataforma de moda. A Hering era próxima à Tarpon, e tivemos algumas conversas.
Em 2015, a Hering estava interessada no Soma, e voltamos a nos encontrar. Entramos depois numa crise econômica, que paralisou a conversa. Retomamos após o IPO, sempre mantendo o relacionamento e tentando construir algo com a Hering.
Não era um processo aberto, e não sabíamos que havia outros interessados. Fomos surpreendidos pela proposta não solicitada pela Hering.
A Hering queria comprar o Soma, e o processo se inverteu?
No início da crise, que se estendeu de 2014 a 2018, a Hering buscava avenidas de crescimento. Uma das potenciais vias era uma aquisição de marcas que pudessem complementar o portfólio. A conversa parou com o agravamento da crise.
Cinco anos depois, com o crescimento do Soma, houve o movimento reverso. Dado o tamanho das duas empresas, é na verdade uma fusão.
O sr. diz que a capacidade do Soma de incorporar empresas já foi testada. Mas, pelo tamanho da Hering, vai funcionar?
Temos track record (histórico) bastante positivo. As aquisições que a gente fez sempre geraram valor. A prioridade na Hering vai ser o crescimento de receita e resultado operacional. Não existe agenda de cortes e demissões.
Nossa forma de fazer negócio é olhar as empresas adquiridas, entender a gestão e aproveitá-la. Já há uma transformação na nossa cabeça no modelo de negócios da Hering. Ela será completamente repaginada em 30 a 36 meses.
Como será essa Hering?
Em 2007, a Hering fez um movimento muito interessante. Deixou de ser apenas uma indústria, montou rede que passou a distribuir produtos por franqueados e lojas multimarcas. Foi um modelo vencedor, que bateu no teto em termos de crescimento em 2013.
Hoje, há uma nova agenda que passa por ter lojas grandes da Hering, como megastores, que trarão experiência diferenciada ao consumidor. Ao mesmo tempo, será mantida a rede de franqueados e multimarca ativa, com limpeza de conflitos que surgem quando se opera no digital, no físico e com lojas próprias.
Então o Soma não pagou caro pela Hering?
Não acho que tenha sido alto. Era o preço de valor de mercado antes da pandemia, do fim de 2019, quando a Hering já tinha uma agenda de transformação. Mas o tempo vai dizer, e o que determina isso vai ser a execução desse projeto.
O Soma tem ambições de uma internacionalização maior?
Internacionalização de moda é desafiador. Várias marcas brasileiras tentaram, e só uma efetivamente tem um negócio robusto internacional, a Havaianas.
Em 2017, a Farm foi quase puxada para esse movimento por meio da Adidas Original e com a Antropologie e depois com uma unidade própria em Nova York.
Começamos a ver uma oportunidade no nosso e-commerce dentro da Farm nos EUA. É uma marca que cresce em triplo dígito no mercado americano.
Este ano, a Farm Internacional vai se transformar na quarta marca em termos de resultado operacional no grupo. Provavelmente, deve se tornar a segunda no ano que vem e, quem sabe, ser a grande marca do grupo Soma, em três anos. Foi uma surpresa muito grande para a gente.
O que aconteceu?
O mercado americano é muito carente de estéticas novas. A Farm tem diferencial de produto que o mercado americano não entrega. Falamos pouco da internacionalização da Farm no período de IPO (oferta inicial de ações).
Houve várias empresas brasileiras que tentaram se internacionalizar, e não queríamos que a operação da Farm lá fora fosse precificada no IPO para não gerar expectativa e frustração no mercado. Mas é uma operação que, durante a pandemia, se fortaleceu muito.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
O banco defende que o Mercado Livre ainda é considerado uma boa tese de longo prazo, mas não deve refletir suas qualidades nos preços da ação em 2026
A Casas Bahia finalmente conseguiu virar a página de sua crise financeira, que a levou a pedir recuperação extrajudicial em 2024,? A resposta não é tão simples.
Resultado negativo chega a R$ 721 milhões no quarto trimestre, enquanto empresa tenta reorganizar dívidas
O plano da Raízen poderá envolver uma série de medidas, como uma capitalização pelos seus acionistas e a conversão de parte das dívidas em participação acionária
Receita cresce, margens avançam e varejista ganha participação de mercado em meio a avanços no plano de reestruturação
O banco tinha recomendação de venda para o papel, enquanto a agência de classificação de risco rebaixou a nota de crédito da varejista em moeda local de CCC para C
Itaú BBA e Santander mantêm visão positiva para a empresa, citando o ciclo global de investimentos em redes elétricas, mas apontam riscos e pressões no horizonte mais próximo
Em entrevista ao Seu Dinheiro, Fabio Itikawa diz que empresa entra em 2026 mais eficiente, menos alavancada e pronta para atrair investidores
A companhia é afetada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com custos do combustível e de frete na linha de frente dos impactos
“Hoje, na data do protocolo deste procedimento, a companhia não tem condições de realizar o pagamento sem interromper as suas operações”, disse o Pão de Açúcar
Situação dos rebanhos nos EUA e tarifas da China também afetam o cenário para a carne bovina; JBS, MBRF e Minerva podem sofrer, e, em 2026, o seu churrasco deve ficar ainda mais caro
As diferenças estão na forma como essas negociações acontecem e no grau de participação do Judiciário no processo.
Fintech recebe licença bancária no Reino Unido e lança oficialmente o Revolut Bank UK, acelerando o plano de se tornar uma plataforma financeira global
Varejista entrou em recuperação extrajudicial e suspendeu os pagamentos por 90 dias para tentar reorganizar suas finanças
A maior produtora global de açúcar e etanol de cana já havia dito que estava avaliando a reestruturação da sua dívida e que uma recuperação extrajudicial estava entre as possibilidades
Joint venture de Cosan e Shell busca 90 dias de suspensão de pagamentos enquanto negocia reestruturação com bancos e investidores
A movimentação, que já havia sido antecipada ao mercado no mês passado, traz nomes de peso do setor financeiro para o colegiado
Analistas do Itaú BBA e do Citigroup reforçam a tese positiva para a mineradora após encontro com o CEO e o diretor de RI da companhia
No MRV Day, gestão contou os planos para acabar de vez com o peso da operação nos EUA. O objetivo é concentrar esforços no mercado brasileiro para impulsionar margens e retorno aos acionistas
Analistas dizem que o turnaround funcionou — mas o mercado já parece ter colocado essa melhora na conta; veja a tese