O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Enquanto a área econômica do governo quer encontrar um executivo à altura de Ferreira Júnior, que acredite na capitalização da companhia, o mundo político aposta no ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque
A escolha do substituto de Wilson Ferreira Júnior na Eletrobrás será definitiva para o futuro do projeto de privatização da companhia. Enquanto a área econômica do governo quer encontrar um executivo à altura de Ferreira Júnior, que acredite na capitalização da companhia, o mundo político aposta no ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que deixaria a pasta para dar lugar ao senador Eduardo Braga (MDB-AM), ex-ministro de Minas e Energia e contrário à venda da estatal.
Ferreira Jr., por sua vez, acredita em uma solução interna, que continue o trabalho de redução de custos e de melhoria da gestão que ele iniciou há quase cinco anos. Ontem, em entrevista, ele disse que a dificuldade em aprovar a privatização da estatal no Congresso motivou sua renúncia do cargo.
No governo, a saída de Ferreira Jr. surpreendeu, principalmente pelo timing, uma semana antes das eleições para a presidência da Câmara e no Senado, que precisam dar aval à privatização. O Ministério da Economia sabe que a definição do novo presidente da Eletrobrás é o que vai dizer ao mercado se a privatização vai finalmente andar ou se vai naufragar de vez.
Isso porque Ferreira Jr. anunciou que deixará a empresa três dias após o Estadão/Broadcast publicar uma entrevista com o candidato apoiado pelo governo Jair Bolsonaro para o Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), em que ele disse claramente que a privatização da Eletrobrás não seria prioridade em sua gestão. Ele não se comprometeu com prazos e afirmou ser contra o "entreguismo sem critério". Os investidores reagiram na mesma hora, e as ações da companhia despencaram no mercado.
Chamou atenção o fato de que nem Bolsonaro, nem Albuquerque ou o ministro da Economia, Paulo Guedes, se pronunciaram após a declaração, reforçando a impressão de que a privatização só era prioridade para o próprio executivo. Foi a gota d'água.
Na teleconferência desta segunda-feira, o próprio executivo revelou sua descrença com os rumos da privatização, admitiu que essas dificuldades foram a causa de sua saída e afirmou que o projeto só vai andar se houver envolvimento direto do presidente Jair Bolsonaro - em outras palavras, vontade política e muita articulação.
Leia Também
A maior preocupação do governo neste momento é justamente a eleição da nova mesa diretora do Congresso. Para eleger Pacheco no Senado e Arthur Lira (PP-AL) na Câmara, o Executivo tem negociado acordos políticos sobre todo assunto de interesse do Legislativo, entre eles cargos. Nesse cenário, voltou a circular, nos bastidores, a possibilidade da saída de Albuquerque da pasta de Minas e Energia, que seria dada a Braga como compensação. O senador desistiu de concorrer pelo MDB, cuja candidata é Simone Tebet (MS). Albuquerque, por sua vez, teria uma saída honrosa, como Bolsonaro costuma fazer com aliados leais.
Auxiliares próximos do presidente negaram que ele tenha interesse em trocar o comando do ministério. Procurados, os Ministérios da Economia e de Minas e Energia não comentaram, Braga negou os rumores e a Eletrobrás enviou o fato relevante sobre a saída do executivo.
Na Eletrobrás, a defesa é por uma solução interna, alinhada à política implementada por Ferreira Júnior. Na conferência em que explicou sua saída, o executivo disse que a estatal conta com profissionais com capacidade para substituí-lo - como a diretora Financeira e de Relações com Investidores, Elvira Cavalcanti Presta - e afirmou que o conselho de administração pretende contratar uma consultoria para avaliar outros nomes de mercado. Descartou também a possibilidade de que o presidente do conselho, Ruy Flaks Schneider, oficial de reserva da Marinha, assuma o cargo.
Aos mais próximos, Ferreira Jr. já havia sinalizado desde o fim do ano passado que estava cansado. Em sua gestão, o principal feito foi privatizar as sete distribuidoras do grupo no Norte, Nordeste e Goiás - com muita ajuda do governo Michel Temer. Ferreira Jr. conseguiu fazer demissões e reduzir custos, mas o saneamento da empresa chegou no limite.
Em 2024, o vencimento da concessão de Tucuruí reduzirá em 70% as receitas da subsidiária Eletronorte e, consequentemente, do grupo. A proposta de privatização, parada no Congresso desde novembro de 2019, embutia uma renovação desse contrato por mais 30 anos. Em quase cinco anos, colecionou atritos com o sindicato de trabalhadores, contrários a seu maior projeto, a capitalização, que acabou não entregando.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Os papéis da companhia entraram em leilão na manhã desta quarta-feira (29) por oscilação máxima permitida, e voltaram a ser negociadas com alta de quase 5% na esteira do balanço do primeiro trimestre
Cerca de 77% dos usuários do Mercado Livre também compram na Shopee. A sobreposição entre a plataforma argentina e a norte-americana Amazon também é grande, de 49%.
Alta nos impostos pressiona lucro agora, mas pode destravar capital e impulsionar resultados, afirma Mario Leão; confira a visão do CEO do banco
A queda já era, de maneira geral, esperada. Segundo o JP Morgan, havia mais espaço para frustração do que para surpresas positivas, de acordo com relatório do meio de abril, mas movimento é cíclico
A estatal também assinou um novo acordo de acionistas com a Shine I, fundo de investimentos gerido pela IG4, que está adquirindo a participação de controle da Novonor na Braskem
Em meio a um início de ano mais fraco, lucro vem abaixo do esperado e rentabilidade perde fôlego no início de 2026; veja os destaques do balanço
Para quem carrega os papéis da companhia na carteira, o valor se traduz em cerca de R$ 0,108 por ação ordinária
Projeções da Bloomberg indicavam expectativas de alta em resultado anual, mas queda referente ao 4T25
Na prática, o investidor que terminou o pregão desta terça-feira (28) com um papel da Sabesp na carteira acordará com cinco ações
Fundo quer conservar e reflorestar 270 mil hectares na América Latina com investidores de peso; gestora também estima aumento na geração de empregos
Analistas veem ganhos claros para a Brava com operação, citando reforço no caixa e alívio na dívida — mas o outro fator incomoda os investidores
Os resultados mostram que o cenário de consumo ainda está frágil, com juros altos e endividamento das famílias
Mercado espera resultado mais fraco, com foco nos sinais de evolução da inadimplência e da qualidade de ativos. Veja o que dizem os analistas
Com foco em crédito e soluções financeiras para investimentos em estrutura e maquinário, o BTG Pactual se posiciona como banco parceiro na Agrishow 2026
Companhia entrega balanço robusto em meio a cenário global mais apertado para o aço; veja os principais destaques do resultado e o que dizem os analistas
Mesmo com queda trimestral esperada, projeções indicam Ebitda acima de US$ 4 bilhões, impulsionado por metais básicos
A Metalúrgica Gerdau também anunciou nesta segunda-feira (27) o repasse de R$ 105,9 milhões (R$ 0,08 por ação) aos acionistas, com pagamento agendado para o dia 10 de junho
A empresa de saneamento de São Paulo vota nesta terça-feira (28) o desdobramento de seus papéis, e o Seu Dinheiro conta como funciona o ajuste de preço, as datas de corte e o impacto para quem já tem SBSP3 na carteira
Ao tirar Shell, ONGC e Brava do Campo de Argonauta, a estatal elimina as burocracias de negociação, simplifica a gestão e encerra processos de equalização que costumam dar dor de cabeça (e tomar tempo) para as petroleiras
Para analistas do UBS BB, tarifas antidumping contra a China e preços mais altos podem destravar valor para USIM5; Morgan Stanley está menos otimista