TIM anuncia alta de 57,9% do lucro e venda de controle da FiberCo
Receita líquida somou R$ 4,340 bilhões, ligeira alta de 3% sobre igual período do ano anterior

A operadora de telecomunicações TIM registrou lucro líquido de R$ 277 milhões no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 57,9% sobre igual período de 2020. A empresa também informou a venda de uma fatia na FiberCo, que reúne os ativos de rede e prestação de serviços de infraestrutura.
Segundo o balanço, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 2 bilhões, alta de 4,5% na comparação anual. O resultado financeiro líquido da operadora ficou negativo em R$ 225 milhões, uma melhora em relação ao resultado financeiro negativo de R$ 251 milhões do primeiro trimestre de 2020.
A receita líquida somou R$ 4,340 bilhões, ligeira alta de 3% sobre igual período do ano anterior. De acordo com a empresa, o indicador confirma a trajetória de recuperação observada desde o terceiro trimestre de 2020.
"Essa melhora foi limitada parcialmente por impactos concentrados no mês de março, devido à nova onda da pandemia de covid-19", diz a TIM. A receita líquida de serviços avançou 3,3% na comparação anual, para R$ 4,448 bilhões.
"Todos os componentes de serviços contribuíram positivamente para essa aceleração".
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A receita de serviço móvel cresceu 2,8% para R$ 3,947 bilhões, enquanto a de serviço fixo avançou 12%, para R$ 281 milhões. A receita média por usuário (arpu) móvel aumentou 6,6% no primeiro trimestre, para R$ 25,50.
A base móvel de clientes caiu 2,1%, para 51,728 milhões, enquanto a base de clientes Live cresceu 13,3% para 662 mil. A receita da TIM Live avançou 20,4% no trimestre.
Já a receita líquida de produtos interrompeu sua trajetória de recuperação, registrando queda de 10,1% na comparação anual, para R$ 112 milhões.
Segundo a TIM, foi a linha mais afetada pelo fechamento de pontos de venda e redução da circulação de pessoas, por conta da pandemia. Os investimentos (capex) totalizaram R$ 1,3 bilhão, alta de 46,5% na comparação anual, com a retomada de projetos em 2020 e o início da preparação para recebimento dos ativos da Oi Móvel.
O Opex (despesas operacionais e investimento em manutenção de equipamentos) permanece sob controle, com queda de 34,5% na provisão para devedores duvidoso (PDD) na comparação entre os primeiros trimestres de 2020 e 2021.
Venda de controle da FiberCo
A TIM aprovou um acordo com a IHS Fiber Brasil para a venda de 51% da FiberCo. A TIM vai manter os demais 49% da FiberCo, cujo valor (Enterprise Value) ficou estabelecido em R$ 2,6 bilhões.
A transação contempla componentes primária (R$ 609 milhões) destinada ao caixa da FiberCo, e secundária (R$ 1,027 bilhão), a serem pagos à TIM.
Segundo a TIM, a "expectativa é que o negócio possibilitará à companhia 'desconsolidar' uma parte relevante do seu Capex, provocando um efeito positivo em seu fluxo de caixa".
Em paralelo, a TIM espera utilizar os recursos da transação para auxiliar no cumprimento de suas obrigações de investimento como, por exemplo, na aquisição dos ativos da Oi Móvel.
A FiberCo nasceu com a missão de implantar, operar e manter infraestrutura de última milha para acessos de banda larga, a ser oferecida no mercado de atacado. A infraestrutura da FiberCo cobre, aproximadamente, 6,41 milhões de domicílios, sendo 3,5 milhões em FTTH2 e 3,5 milhões em FTTC3.
A TIM passa a ser cliente âncora, tendo a prerrogativa de seis meses de exclusividade após a entrada em novas áreas. "Espera-se que essa transação possa suportar o plano da companhia para aceleração da oferta de serviços de conectividade em fibra para clientes B2C4 e B2B5", diz a operadora.
O plano de negócios da FiberCo tem a expectativa de atingir 8,9 milhões de domicílios cobertos em FTTH em 4 anos. A FiberCo participará ainda de outros projetos de infraestrutura, como o FTTSite6, junto com a TIM.
"A IHS é uma grande e diversificada provedora de infraestrutura de telecomunicações, focada em mercados emergentes e atuação em nove países da África, Oriente Médio e América Latina", diz a TIM. Dona de mais de 28 mil torres, a empresa busca a expansão nos serviços de infraestrutura.
*Com Estadão Conteúdo
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