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Polêmica e disputada operação entre Linx e Stone ainda está sujeita à aprovação final do Cade, o que deve ocorrer dentro de cerca de duas semanas
A Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou a aprovação, sem restrições, da aquisição do controle da empresa de software Linx (LINX3) pela Stone.
A informação foi divulgada ao mercado pela Linx por meio de fato relevante na noite de sexta-feira (19). Segundo o documento, além da verificação ou renúncia das demais condições suspensivas previstas no Acordo de Associação, a conclusão da operação ainda está sujeita à aprovação final do Cade.
Esta só acontecerá 15 dias após a publicação do despacho no Diário Oficial da União sem que tenha havido manifestação de terceiros ou avocação do Tribunal Administrativo do Cade; ou após decisão final do Tribunal Administrativo do Cade sobre eventuais recursos ou pedidos de avocação.
"Até que a aprovação final do Cade ocorra, as companhias continuarão operando de forma independente", diz o fato relevante da Linx.
A aquisição da Linx pela Stone foi uma operação polêmica do ponto de vista de governança, uma vez que a proposta da Stone envolvia um pagamento diferenciado ao trio de fundadores da Linx, a título de contratos de "não competição".
A Linx foi ferrenhamente disputada pela Stone e pela Totvs, mas no final a companhia de maquininhas de cartões levou a melhor e teve a sua oferta aprovada pelos acionistas da empresa.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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