Com R$ 26,7 bi em dívidas, Samarco, da Vale, pede recuperação judicial
Segundo a Vale, "grande parte" desse valor antecede o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG); companhia tenta evitar ações que pedem o bloqueio de contas bancárias

A Samarco Mineração, joint venture da Vale com a australiana BHP Brasil, entrou com pedido de recuperação judicial em Belo Horizonte (MG), segundo comunicado desta sexta-feira (9).
A companhia tem cerca de US$ 4,7 bilhões em dívidas com partes não relacionadas – valor que chegaria a R$ 26,7 bilhões pela cotação do dólar desta sexta.
A Samarco é alvo de ações de execução de notas promissórias no Brasil, no valor de US$ 325 milhões, e de ações movidas por detentores dos títulos de dívida em Nova York. A recuperação judicial tenta evitar que as ações afetem a capacidade de operação da empresa.
[captacao]
"O pedido de RJ formulado pela Samarco tem, primordialmente, o objetivo de preservar sua recente retomada operacional, os empregos e o cumprimento de suas obrigações socioambientais".
Vale, em comunicado
Segundo a Vale, a recuperação judicial não impacta o cumprimento dos compromissos de reparação assumidos em função do rompimento da barragem de Fundão.
A tragédia, que aconteceu em novembro de 2015, deixou 19 mortos e provocou uma enxurrada de lama que inundou várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG).
Leia Também
A Fundação Renova (da Samarco, Vale e BHP) desembolsou R$ 12,2 bilhões desde 2015 para iniciativas de reparação e compensação pelo rompimento da barragem. Em 2021, espera-se que os programas e as ações cheguem R$ 5,9 bilhões, disse a Vale.
Dívida e negociações
Segundo a Vale, "grande parte" da dívida da Samarco antecede o rompimento da barragem de Fundão. A companhia teria cumprido os débitos regularmente até agosto de 2016.
Depois dessa data, a empresa assumiu dívidas por meio de linhas de crédito disponibilizadas pelos acionistas Vale e BHP Brasil, totalizando US$ 4,1 bilhões até março de 2021.
O dinheiro foi usado para cumprir necessidades de caixa - capital de giro, obrigações da Renova, trabalhos de reparo e investimentos para a retomada operacional.
A empresa afirma que buscou, após o rompimento da barragem de Fundão, uma "negociação amigável com seus credores para a reestruturação da dívida", contraída por meio de Bonds e contratos de pré-pagamento de exportação (“PPEs”).
Segundo a companhia, a dívida foi "em grande parte sendo adquirida dos credores originais por instituições que exploram o mercado de ativos estressados".
Em 27 de novembro de 2018, a Samarco se reuniu com certos credores, visando a uma reestruturação consensual – o que foi seguido por trocas de propostas e contrapropostas.
No início de 2019 as negociações tomaram um ritmo mais lento após mudanças na regulamentação de barragens no Brasil, que fizeram com que a Samarco reconfigurasse o seu modelo de operação, seu plano de retomada e plano de negócios.
A empresa diz que tentou no ano passado retomar as negociações extrajudiciais. No entanto, parte "significativa" dos credores atuais mudaram de postura, iniciando ações judiciais nos Estados Unidos e ações de execução no Brasil, segundo a Vale. Daí a decisão pelo processo de recuperação judicial.
E agora?
A partir da decisão favorável da Justiça pela recuperação judicial da Samarco, ficam suspensas por 180 dias (prorrogáveis por igual período) todas as ações e execuções movidas pelos credores no Brasil.
A empresa tem até 60 dias para apresentar o plano de restruturação de suas dívidas e demais obrigações.
A Samarco ainda pedirá o reconhecimento do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos por meio do "Chapter 15" do Código de Falências do país.
ESTRUTURAS INTACTAS
O negócio caiu, mas a ação subiu: por que a disparada dos distratos não assusta os investidores de Tenda (TEND3) e Cury (CURY3)
15 de outubro de 2026 - 6:06ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: dona da Vivo (VIVT3) vai distribuir R$ 450 milhões em proventos; confira os prazos
14 de outubro de 2026 - 19:14EM MEIO À EUFORIA
O Bradesco saiu de moda na bolsa? O rali eleitoral tem seus queridinhos — e BBDC4 ficou de escanteio
14 de outubro de 2026 - 19:03PARA ALÉM DAS ACADEMIAS
Juros são o maior desafio da Smart Fit (SMFT3), segundo o CEO. Como a líder do setor fitness tem crescido nesse cenário?
14 de outubro de 2026 - 17:45SAÚDE NA BOLSA
Ações de saúde pegaram carona na eleição; agora, UBS BB revela o que pode vir pela frente para Rede D’Or, Hapvida e outras
13 de outubro de 2026 - 19:51DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?
Vencedores e vencidos pelos juros: o mapa do BTG para a sua carteira com a Selic menor
13 de outubro de 2026 - 19:21ESPAÇO PARA FATURAR BILHÕES
O jogo virou para o Magazine Luiza (MGLU3)? Itaú BBA eleva recomendação para compra com alívio nos juros e crise na Casas Bahia (BHIA3)
13 de outubro de 2026 - 12:45DESALAVANCAGEM EM FOCO
CSN (CSNA3) põe siderúrgica alemã à venda; negócio de R$ 3,1 bilhões vai resolver sua dor de cabeça bilionária?
12 de outubro de 2026 - 10:59ESTRATÉGIA DE EXPANSÃO
Bradseg quer crescer sem entrar na guerra de preços dos seguros, diz CEO; veja onde está a aposta da companhia
12 de outubro de 2026 - 10:03NA ERA DA IA
Seu próximo gerente pode ser uma IA: veja como Bradesco e Santander estão se preparando e se os apps de banco vão acabar
12 de outubro de 2026 - 7:02O QUE ESTÁ EM JOGO?
Raízen (RAIZ4) quer listar subsidiária na B3 em meio a plano bilionário de reorganização
10 de outubro de 2026 - 9:08ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: Santander (SANB11) distribuirá R$ 1,5 bilhão aos acionistas; saiba quem mais paga
9 de outubro de 2026 - 19:34Conteúdo Market Makers
Bancos vão investir R$ 3 bilhões em inteligência artificial e soluções de dados em 2026: O que eles já descobriram que você ainda não aplica?
9 de outubro de 2026 - 13:00Conteúdo Empiricus
Qual a importância de saber o valor real da sua empresa? Conheça uma forma gratuita de calculá-lo
9 de outubro de 2026 - 12:00ENERGIA NA MIRA
Não é a Taesa (TAEE11): Ação paga bons dividendos, mas não é a favorita do Itaú BBA; veja as elétricas preferidas do banco
9 de outubro de 2026 - 9:37NOVAS FRONTEIRAS
Quer investir na China sem sair da B3? BTG Pactual Asset fecha parceria com gigante chinesa para preparar novos ETFs
9 de outubro de 2026 - 5:01RECOMENDAÇÃO
O pior já passou para a SLC Agrícola (SLCE3)? Bancos elevam projeções para 2027, mas fazem alerta aos investidores
8 de outubro de 2026 - 17:33Conteúdo Empiricus
Com R$ 210 bilhões em operações em 2026, mercado de M&A mira as médias empresas, mas este erro pode comprometer o valor da negociação
8 de outubro de 2026 - 17:01A VENCEDORA DOS JUROS BAIXOS
XP (XPBR31) pode ganhar um empurrão da Selic mais baixa; UBS BB eleva preço-alvo e vê até 25% de alta
8 de outubro de 2026 - 16:07AINDA ESTÁ BARATO?