O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Inflação dos custos de construção se refletiram em aumentos nos preços dos imóveis, impactando negativamente as operações da companhia no terceiro trimestre
O pessimismo do mercado em relação ao setor imobiliário já começa a se materializar em números. Ontem à noite, a MRV (MRVE3), uma das principais construtoras da bolsa brasileira, divulgou prévias operacionais consideradas fracas por analistas e investidores, e hoje suas ações amargaram uma das maiores perdas do Ibovespa, num dia já bastante negativo para o índice.
Os papéis da incorporadora (MRVE3) fecharam em queda de 6,33%, a R$ 11,69, enquanto o Ibovespa fechou em baixa de 3,28%.
No terceiro trimestre, a MRV lançou R$ 2,08 bilhões, alta de 0,5% em relação ao mesmo período de 2020, mas queda de 13,1% em relação ao segundo trimestre.
Sem contar a subsidiária AHS, que atua no mercado americano, os lançamentos apresentaram crescimento de 11% na comparação anual e vieram acima das estimativas do BTG e do JP Morgan, mas abaixo do esperado pelo Credit Suisse.
Embora alguns analistas tenham considerado esta cifra ainda sólida, ao menos três pontos das prévias decepcionaram: vendas líquidas fracas, velocidade de vendas baixa e queima de caixa.
As vendas líquidas da MRV no terceiro trimestre totalizaram R$ 2,01 bilhões, queda de 2,4% ante o trimestre anterior e alta de 2,4% na comparação anual; sem considerar a AHS, as vendas líquidas totalizaram R$ 1,39 bilhão, uma queda de 29% em relação ao terceiro trimestre do ano passado e abaixo do esperado por BTG, JP Morgan e Credit Suisse.
Leia Também
As vendas decepcionantes podem ser atribuídas à elevação dos preços, decorrente do encarecimento dos materiais de construção. Em outras palavras, a incorporadora repassou alta dos custos de construção para os preços, e isso justo num momento em que os financiamentos estão encarecendo, devido à alta nas taxas de juros.
De fato, o preço médio por unidade subiu 48,9% em comparação com o terceiro trimestre de 2020 e 20,5% ante o segundo trimestre deste ano, para R$ 238 mil.
No segmento MRV, essa alta foi de 8,7% na base anual e 3,1% na comparação trimestral, para R$ 175 mil; já no segmento Urba, o aumento foi de 67,6% na comparação anual e 25,1% na trimestral, para R$ 165 mil.
Como consequência, a velocidade de vendas, calculada pelo indicador Vendas Líquidas sobre Oferta (VSO) viu uma queda considerável, tanto na comparação trimestral quanto na anual.
No segmento MRV, a VSO ficou em 14% no terceiro trimestre, ante uma VSO de 17,3% no trimestre anterior (queda de 3,3 pontos percentuais) e de 21,2% no mesmo período do ano passado (queda de 7,2 pontos percentuais).
O Credit Suisse destacou que a VSO de 14% é a menor velocidade de vendas desde o quarto trimestre de 2019.
Outro ponto negativo destacado por analistas foi o fato de que, no terceiro trimestre, a MRV reportou uma queima de caixa no valor de R$ 29 milhões, apesar da forte geração de caixa das operações internacionais da AHS, no valor de R$ 117 milhões.
O principal motivo foi a continuidade da estratégia de antecipação da compra e estocagem de alguns materiais necessários para as obras, a fim de minimizar os efeitos da inflação dos custos de construção.
A MRV também atribui a queima de caixa ao descasamento do volume de unidades produzidas em relação às vendas e repasses reportados no trimestre.
Entretanto, os analistas em geral consideraram positiva a continuidade da diversificação dos negócios pela companhia, como os seguintes destaques:
Apesar das prévias desanimadoras, os analistas se mantêm positivos em relação à MRV. BTG e Bank of America (BofA) recomendam compra para o papel, JP Morgan tem uma recomendação overweight (equivalente à compra) e o Credit Suisse mantém recomendação neutra.
De acordo com os dados de mercado compilados pela Refinitiv e divulgados pela plataforma Trademap, MRVE3 tem hoje nove recomendações de compra e duas neutras. O preço-alvo mediano para os papéis é de R$ 22, quase o dobro do preço atual.
*Matéria alterada em 21/10/2021, com a correção do valor da geração de caixa da companhia, que foi de queima de R$ 29 milhões, e não R$ 29 bilhões, como anteriormente informado.
Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil
Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA
Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril
Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda
O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional
XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo
Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital
Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento
Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período
Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã
Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental
Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda
Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica
Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas
Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG
Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom
Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira
Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano
Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities
CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce