O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Dias após bater as mínimas do ano, a MRV (MRVE3) anunciou um programa de recompra de ações; entenda a dinâmica do setor de construção
As empresas do setor de construção e incorporação têm tido um bom ano: os lançamentos estão aquecidos, as vendas de imóveis vão bem e os resultados financeiros mostram tendências saudáveis. Mas, na bolsa, o cenário é oposto, com uma queda generalizada — e, coincidência ou não, a MRV (MRVE3) anunciou um programa de recompra de ações poucos dias após bater as mínimas no ano.
Ao todo, a MRV se propõe a comprar até 24,15 milhões de ações ON que estão em circulação no mercado, quantidade que corresponde a 8,19% do capital social. Ontem, MRVE3 fechou em baixa de 1,7%, a R$ 13,44; a menor cotação de 2021 foi registrada no último dia 23 de agosto, a R$ 12,49.
Os papéis adquiridos por uma empresa numa recompra são mantidos em Tesouraria e, assim, não ficam mais em circulação na bolsa. Há inúmeros motivos que levam uma companhia a anunciar um programa como esse, entre eles:
A razão exata por trás de um programa de recompra nunca é revelada — e, no caso da MRV, não foi diferente. Mas, levando em conta o bom momento operacional e financeiro da companhia, é de se imaginar que a queda forte de seus papéis tenha gerado incômodo na administração.
Seja lá qual for a razão, o anúncio foi comemorado pelo mercado: por volta de 14h15, as ações ON da MRV (MRVE3) operavam em alta de 1,93%, a R$ 13,70 — mais cedo, os papéis chegaram a avançar mais de 4%.

A MRV não é a única que amarga um ano negativo no mercado acionário. Não importa o segmento de atuação: quase todas as principais construtoras e incorporadoras acumulam perdas desde o começo de 2021.
Leia Também
O Índice Imobiliário da B3 (IMOB), por exemplo, amarga queda de quase 20% — a carteira também inclui operadoras de shoppings, segmento que foi bastante afetado desde o começo da pandemia. Entre todos os índices setoriais da B3, o IMOB é, de longe, o que apresenta o pior desempenho em 2021:

Há uma preocupação natural quanto ao futuro da Selic no Brasil: as preocupações com o teto fiscal e a trajetória da dívida no país provocaram a abertura das curvas de juros mais longas. Na prática, o mercado aposta em taxas mais elevadas no médio e longo prazo — o que, obviamente, encarece o financiamento imobiliário e a própria obtenção de recursos pelas empresas.
Mas há ainda um certo déjà vu entre os investidores. No longínquo 2007, houve um boom de IPOs de construtoras e incorporadoras, também num contexto de aquecimento do setor; nos anos seguintes, contudo, uma virada nas condições do mercado acabou deixando muitas empresas com estoques altos e endividamento elevado — uma combinação nada promissora.
Um cenário bastante parecido começa a se desenhar. Em 2020, tivemos uma nova explosão de aberturas de capital — Mitre, Moura Dubeux, Cury, Lavvi, Plano&Plano e Melnick chegaram à bolsa. E, novamente, o contexto é bastante favorável em termos operacionais, com demanda aquecida e lançamentos a todo vapor.
"Juros abrindo, Selic subindo, custo do financiamento imobiliário subindo, gera aquela pergunta: é hora de ficar comprado? A resposta tem sido não, o mercado não quer ouvir falar de construção", diz Henrique Florentino, analista da Empiricus. "Acho que ainda tem um pouco de receio com o que houve em 2007, em que a gente teve muitos IPOs, mas poucos ficaram para contar a história".
| Empresa | Código | Desempenho em 2021 |
| MRV | MRVE3 | -23,38% |
| Direcional | DIRR3 | 6,85% |
| Tenda | TEND3 | -29,99% |
| Cyrela | CYRE3 | -25,38% |
| Gafisa | GFSA3 | -25,98% |
| Even | EVEN3 | -22,53% |
| EZTec | EZTC3 | -34,11% |
| Helbor | HBOR3 | -39,56% |
| Lavvi | LAVV3 | -30,40% |
| Mitre | MTRE3 | -40,69% |
| Moura Dubeux | MDNE3 | -29,14% |
| Cury | CURY3 | -22,30% |
| Plano&Plano | PLPL3 | -43,42% |
| Tecnisa | TCSA3 | -40,74% |
Florentino também lembra que a própria natureza competitiva dos mercados acaba pesando sobre o setor: com recursos limitados e tantas empresas de construção e incorporação com o capital aberto, o dinheiro acaba sendo diluído entre as inúmeras opções. Um fundo, afinal, não vai reservar uma fatia maior de seu portfólio ao setor só porque várias companhias fizeram IPO.
Há uma preocupação maior quando a curva de juros empina, por mais que os dados operacionais das construtoras, em sua maioria, estejam bons
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADEHenrique Florentino, analista da Empiricus
No começo do texto, já explicamos que as ações que são recompradas por uma empresa permanecem em Tesouraria. Dito isso, o que acontece depois é que pode afetar diretamente a vida do acionista.
Caso a companhia opte por manter as ações paradas, apenas aguardando sua valorização e vendendo-as posteriormente — lembre-se, uma recompra pode ocorrer num momento em que a própria empresa acredita que seus ativos estão baratos demais —, o lucro obtido com essa operação vai trazer dar um impulso às métricas financeiras do balanço.
Há também o cenário em que a empresa cancela as ações que foram recompradas e, assim, o total de ações da companhia diminui permanentemente. Se isso ocorre, o acionista passará a deter uma fatia maior — e, consequentemente, receberá mais dividendos.
Num exemplo prático: a MRV já pagou R$ 230,66 milhões em dividendos neste ano — ou R$ 0,48 por ação. Se a empresa de fato recomprar os 8,1% citados na proposta, o total em circulação será reduzido de 294,6 milhões a 270,5 milhões de papéis; assim, o mesmo montante em dividendos ficaria mais polpudo na conta unitária.
Há também a possibilidade de a empresa estar com caixa de sobra, mas sem projetos para investir esses recursos — e, assim, usa a recompra de ações para distribuir valor ao acionista. Essa, no entanto, é uma decisão que pode ser mal recebida, uma vez que muitos consideram essa alternativa como um "mau uso" do caixa.
Por fim, é importante lembrar que a recompra de ações traz um efeito colateral: a redução da liquidez dos papéis. No caso da MRV, uma empresa bastante negociada na bolsa e integrante de longa data do Ibovespa, essa preocupação acaba ficando em segundo plano; mas, para companhias que já são pouco líquidas, uma recompra pode ser uma decisão bastante drástica.
Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos
A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros
Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio
O banco cortou a recomendação da dona da Hering de compra para neutra, enquanto revisou estimativas para uma série de outras empresas brasileiras diante da guerra e juros elevados
Banco vê estatal mais protegida em um possível cenário de petróleo mais barato e traz Embraer de volta à carteira do mês
JP Morgan calcula que a venda de subsidiárias poderia gerar renda extra para os acionistas da Cyrela, mas a operação não seria tão benéfica; entenda
As operações reforçam a estratégia do ALZR11 de ampliar a exposição a contratos com inquilinos de grande porte
Banco vê alívio com alta dos spreads petroquímicos em meio à guerra no Oriente Médio e eleva preço-alvo para R$ 10, mas incertezas sobre dívida e possível proteção contra credores seguem no radar. Segundo a Bloomberg, falência não está descartada
A empresa é controlada pelo fundador e presidente-executivo Musk, que já é o mais rico do planeta com US$ 817 bilhões no bolso, e a captação de ainda mais valor no mercado pode fazer esse valor explodir.
Para o BTG Pactual, revisão das tarifas pode reacender a pressão competitiva de plataformas estrangeiras, colocando varejistas brasileiros sob novo teste em meio a juros altos e consumo enfraquecido
Na leitura do mercado, o movimento de queda dos papéis nos últimos 30 dias tem menos a ver com as tensões geopolíticas e mais com fatores específicos
Com os principais segmentos dos FIIs já em ciclo de recuperação, há agora uma fase de expansão potencial, e o BRCO11 é o preferido para brilhar
Apesar das incertezas sobre a demanda no longo prazo, gestor avalia que o risco de preços muito baixos da commodity diminuiu e que setor do petróleo tem potencial de alta
Ações da Natura (NATU3) lideram os ganhos do Ibovespa após anúncio de nova estrutura de governança e sinalização de investimento relevante da Advent, que pode redefinir o valuation e sustentar o interesse pelo papel.
Segundo o banco de investimentos, o cenário macro mais favorável coloca o Brasil em evidência
Levantamento com assessores indica que apetite por risco permanece inalterado, com o sentimento pelo Ibovespa deteriorando na margem
Companhia inicia campanha de perfuração e aproveita cenário externo turbulento para ganhar tração no Ibovespa
Os mercados começaram a semana sob tensão geopolítica, com guerra no Oriente Médio elevando o preço do petróleo e dividindo investidores, enquanto falas de Galípolo reforçam cautela do BC
De acordo com o FII, a operação, que ainda depende do cumprimento de condições precedentes, com expectativa de fechamento até o fim de abril
Itaú BBA fez uma lista de ações que ganham e que perdem com a popularização do medicamento; confira o ranking