🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Construção em baixa na bolsa

Por que a MRV (MRVE3) vai recomprar até 8% das ações — e o que isso diz sobre o setor de construção?

Dias após bater as mínimas do ano, a MRV (MRVE3) anunciou um programa de recompra de ações; entenda a dinâmica do setor de construção

Victor Aguiar
Victor Aguiar
31 de agosto de 2021
15:35 - atualizado às 10:27
Logo da MRV (MRVE3) nas cores verde e amarelo
MRV - Imagem: Divulgação

As empresas do setor de construção e incorporação têm tido um bom ano: os lançamentos estão aquecidos, as vendas de imóveis vão bem e os resultados financeiros mostram tendências saudáveis. Mas, na bolsa, o cenário é oposto, com uma queda generalizada — e, coincidência ou não, a MRV (MRVE3) anunciou um programa de recompra de ações poucos dias após bater as mínimas no ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao todo, a MRV se propõe a comprar até 24,15 milhões de ações ON que estão em circulação no mercado, quantidade que corresponde a 8,19% do capital social. Ontem, MRVE3 fechou em baixa de 1,7%, a R$ 13,44; a menor cotação de 2021 foi registrada no último dia 23 de agosto, a R$ 12,49.

Os papéis adquiridos por uma empresa numa recompra são mantidos em Tesouraria e, assim, não ficam mais em circulação na bolsa. Há inúmeros motivos que levam uma companhia a anunciar um programa como esse, entre eles:

  • A empresa acredita que suas ações estão baratas ou mal avaliadas pelo mercado;
  • A companhia precisa distribuir ações aos executivos como bônus e não quer emitir novos papéis;
  • A empresa quer gerar valor ao acionista que continua em sua base, apesar da instabilidade do mercado.

A razão exata por trás de um programa de recompra nunca é revelada — e, no caso da MRV, não foi diferente. Mas, levando em conta o bom momento operacional e financeiro da companhia, é de se imaginar que a queda forte de seus papéis tenha gerado incômodo na administração.

Seja lá qual for a razão, o anúncio foi comemorado pelo mercado: por volta de 14h15, as ações ON da MRV (MRVE3) operavam em alta de 1,93%, a R$ 13,70 — mais cedo, os papéis chegaram a avançar mais de 4%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Gráfico de linha com o comportamento das ações ON da MRV (MRVE3) desde o começo de 2021
A instabilidade que atingiu a bolsa brasileira como um todo em agosto foi particularmente ruim para as construtoras e incorporadoras, como a MRV

MRVE3 e outras construtoras: ano ruim na bolsa

A MRV não é a única que amarga um ano negativo no mercado acionário. Não importa o segmento de atuação: quase todas as principais construtoras e incorporadoras acumulam perdas desde o começo de 2021.

Leia Também

O Índice Imobiliário da B3 (IMOB), por exemplo, amarga queda de quase 20% — a carteira também inclui operadoras de shoppings, segmento que foi bastante afetado desde o começo da pandemia. Entre todos os índices setoriais da B3, o IMOB é, de longe, o que apresenta o pior desempenho em 2021:

Gráfico de barras mostrando o desempenho dos índices setoriais da B3 desde o começo de 2021
Repare que os únicos índices com desempenho positivo são os de Materiais Básicos (IMAT), fortemente influenciado pelo preço das commodities, e o Industrial, também relacionado ao preço de ativos como o minério de ferro e o aço

Há uma preocupação natural quanto ao futuro da Selic no Brasil: as preocupações com o teto fiscal e a trajetória da dívida no país provocaram a abertura das curvas de juros mais longas. Na prática, o mercado aposta em taxas mais elevadas no médio e longo prazo — o que, obviamente, encarece o financiamento imobiliário e a própria obtenção de recursos pelas empresas.

Mas há ainda um certo déjà vu entre os investidores. No longínquo 2007, houve um boom de IPOs de construtoras e incorporadoras, também num contexto de aquecimento do setor; nos anos seguintes, contudo, uma virada nas condições do mercado acabou deixando muitas empresas com estoques altos e endividamento elevado — uma combinação nada promissora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um cenário bastante parecido começa a se desenhar. Em 2020, tivemos uma nova explosão de aberturas de capital — Mitre, Moura Dubeux, Cury, Lavvi, Plano&Plano e Melnick chegaram à bolsa. E, novamente, o contexto é bastante favorável em termos operacionais, com demanda aquecida e lançamentos a todo vapor.

"Juros abrindo, Selic subindo, custo do financiamento imobiliário subindo, gera aquela pergunta: é hora de ficar comprado? A resposta tem sido não, o mercado não quer ouvir falar de construção", diz Henrique Florentino, analista da Empiricus. "Acho que ainda tem um pouco de receio com o que houve em 2007, em que a gente teve muitos IPOs, mas poucos ficaram para contar a história".

EmpresaCódigoDesempenho em 2021
MRVMRVE3-23,38%
DirecionalDIRR36,85%
TendaTEND3-29,99%
CyrelaCYRE3-25,38%
GafisaGFSA3-25,98%
EvenEVEN3-22,53%
EZTecEZTC3-34,11%
HelborHBOR3-39,56%
LavviLAVV3-30,40%
MitreMTRE3-40,69%
Moura DubeuxMDNE3-29,14%
CuryCURY3-22,30%
Plano&PlanoPLPL3-43,42%
TecnisaTCSA3-40,74%
*Até o dia 31 de agosto

Florentino também lembra que a própria natureza competitiva dos mercados acaba pesando sobre o setor: com recursos limitados e tantas empresas de construção e incorporação com o capital aberto, o dinheiro acaba sendo diluído entre as inúmeras opções. Um fundo, afinal, não vai reservar uma fatia maior de seu portfólio ao setor só porque várias companhias fizeram IPO.

Há uma preocupação maior quando a curva de juros empina, por mais que os dados operacionais das construtoras, em sua maioria, estejam bons

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Henrique Florentino, analista da Empiricus

MRV: por que fazer uma recompra?

No começo do texto, já explicamos que as ações que são recompradas por uma empresa permanecem em Tesouraria. Dito isso, o que acontece depois é que pode afetar diretamente a vida do acionista.

Caso a companhia opte por manter as ações paradas, apenas aguardando sua valorização e vendendo-as posteriormente — lembre-se, uma recompra pode ocorrer num momento em que a própria empresa acredita que seus ativos estão baratos demais —, o lucro obtido com essa operação vai trazer dar um impulso às métricas financeiras do balanço.

Há também o cenário em que a empresa cancela as ações que foram recompradas e, assim, o total de ações da companhia diminui permanentemente. Se isso ocorre, o acionista passará a deter uma fatia maior — e, consequentemente, receberá mais dividendos.

Num exemplo prático: a MRV já pagou R$ 230,66 milhões em dividendos neste ano — ou R$ 0,48 por ação. Se a empresa de fato recomprar os 8,1% citados na proposta, o total em circulação será reduzido de 294,6 milhões a 270,5 milhões de papéis; assim, o mesmo montante em dividendos ficaria mais polpudo na conta unitária.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há também a possibilidade de a empresa estar com caixa de sobra, mas sem projetos para investir esses recursos — e, assim, usa a recompra de ações para distribuir valor ao acionista. Essa, no entanto, é uma decisão que pode ser mal recebida, uma vez que muitos consideram essa alternativa como um "mau uso" do caixa.

Por fim, é importante lembrar que a recompra de ações traz um efeito colateral: a redução da liquidez dos papéis. No caso da MRV, uma empresa bastante negociada na bolsa e integrante de longa data do Ibovespa, essa preocupação acaba ficando em segundo plano; mas, para companhias que já são pouco líquidas, uma recompra pode ser uma decisão bastante drástica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BALANÇO DO MÊS

Ibovespa dispara em janeiro e nenhum outro investimento foi páreo — nem mesmo o ouro

30 de janeiro de 2026 - 19:34

Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente

NÃO PERCA O PRAZO

Gol (GOLL54) vai sair da bolsa com OPA, mas adesão ao leilão não é automática; veja o que o investidor deve fazer

30 de janeiro de 2026 - 18:13

A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa

DESCE E SOBE

Fundo imobiliário TGAR11 cai 14% em três dias, mas BB-BI diz que não é hora de vender — entenda o que pode impulsionar o FII na bolsa agora

30 de janeiro de 2026 - 12:55

O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados

NA ROTA DO CRESCIMENTO

FIIs driblam juros altos com troca de cotas, mas há riscos para os cotistas? O BTG Pactual responde

29 de janeiro de 2026 - 15:21

O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor

BUSCA POR SEGURANÇA

Ibovespa dispara no ano, mas investidores brasileiros estão receosos e tiram dinheiro da bolsa, diz XP

29 de janeiro de 2026 - 14:15

Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável

VIROU PASSEIO

Ouro ultrapassa os US$ 5.500 pela 1ª vez e faz BTG elevar preço-alvo da Aura (AURA33) para US$ 87; Ibovespa alcança inéditos 186 mil pontos

29 de janeiro de 2026 - 12:39

Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA

A VISÃO DO GESTOR

BTRA11 e BTAL11: por que o BTG está convertendo esses FIIs em fiagros — e como isso pode turbinar os seus dividendos

29 de janeiro de 2026 - 6:04

Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas

GLOW UP NA BOLSA

A troca de look da Riachuelo: Guararapes define data para a estreia do novo ticker na B3

28 de janeiro de 2026 - 19:52

Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público

BOLSA E CÂMBIO

Uma Super Quarta nos mercados: Ibovespa bate novo recorde aos 184 mil pontos e ouro atinge marca histórica; dólar fica estável a R$ 5,20

28 de janeiro de 2026 - 19:25

Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

REFORÇO FINANCEIRO

Raízen (RAIZ4) dispara 20% com expectativa por aumento de capital de R$ 1 bilhão; ação volta a valer mais de R$ 1

28 de janeiro de 2026 - 17:55

A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira

BOLSA EM FESTA

Recorde do Ibovespa é fichinha: bolsa brasileira pode ir a 300 mil pontos — e o investidor brasileiro pode chegar atrasado

28 de janeiro de 2026 - 17:02

Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa

BOLSA E CÂMBIO

Dólar leva tombo e fecha a R$ 5,20 — o menor nível desde maio de 2024 — graças a empurrão de Trump 

27 de janeiro de 2026 - 20:04

Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais

ALOCAÇÃO GLOBAL

Mesmo em recorde, a bolsa brasileira segue barata para o gringo — e fiscal não apavora o estrangeiro, diz UBS

27 de janeiro de 2026 - 17:30

Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global

FOGUETE NÃO TEM RÉ

Ibovespa bate mais um recorde, e mérito não é (só) do Brasil; veja as ações preferidas dos estrangeiros

27 de janeiro de 2026 - 12:31

As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice

NEM TUDO QUE RELUZ...

Nem ouro, nem prata: metais ‘diferentões’ como platina, paládio e ródio chegam a altas de mais de 120%, mas não são para todo mundo 

26 de janeiro de 2026 - 6:04

Investir nesse tipo de ativo não é óbvio e exige um olhar atento às características específicas de cada metal; o Seu Dinheiro te dá o passo a passo, conta os riscos e vantagens desse tipo de investimento

FORA DO CONSENSO

Santander diz que o mercado minimiza os riscos do Banco do Brasil (BBAS3) e ignora outras boas ações; veja quais

25 de janeiro de 2026 - 12:52

Relatório do Santander destaca ações fora do consenso e aponta onde o mercado pode estar errando na precificação

ONDE INVESTIR 2026

Onde investir em 2026? Tudo que você precisa saber para montar sua carteira para este ano

25 de janeiro de 2026 - 8:00

Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano

MERCADOS NA SEMANA

Bolsa brasileira nas alturas: Cogna (COGN3) lidera altas do Ibovespa, enquanto só uma dupla de ações fecha semana no vermelho

24 de janeiro de 2026 - 12:10

Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias

ONDE INVESTIR 2026

Não basta escolher o ativo perfeito: o segredo para ganhar dinheiro com investimentos é outro — veja a fórmula para 2026

24 de janeiro de 2026 - 10:00

No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários

FAZENDO HISTÓRIA TODO DIA

Fome do estrangeiro pela bolsa brasileira leva o Ibovespa aos 180 mil pontos na máxima do dia; dólar vai a R$ 5,2862 

23 de janeiro de 2026 - 18:44

Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar