Lojas Americanas mais do que triplica prejuízo no 1º trimestre
Número de transações realizadas nas plataformas alcançou 104 milhões entre janeiro e março, um crescimento de 37,4%

A Lojas Americanas registrou no primeiro trimestre de 2021 prejuízo líquido consolidado de R$ 163 milhões uma alta de 231% em relação ao mesmo período de 2020.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) somou R$ 461,5 milhões, queda de 21,5% na comparação anual. Entre janeiro e março, o resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 297,7 milhões, uma piora de 5,7% na comparação com o mesmo período de 2020.
A receita líquida no intervalo avançou 29% ante o ano anterior, para R$ 5,232 bilhões. No primeiro trimestre deste ano, a base de clientes ativos alcançou 48 milhões, um aumento de 8 milhões.
Foram conectados 9,1 mil novos revendedores no marketplace (sellers), chegando a um total de 96,3 mil, com 99 milhões de itens oferecidos (alta de 212%). O número de transações realizadas nas plataformas alcançou 104 milhões entre janeiro e março, um crescimento de 37,4%.
Em comentários que acompanham seu informe de resultados, a varejista destaca a aquisição do Grupo Uni.co.
"Esse foi mais um passo em direção à criação da plataforma de franquias do Universo Americanas, iniciada com o anúncio da joint-venture com a BR Distribuidora para integração das lojas Local e BR Mania. O Grupo Uni.co é líder do segmento de 'fun design' e detentor das marcas Imaginarium, Puket, MinD e Lovebrands, reconhecidas pelo seu apelo fashion e inovador em moda, acessórios, presentes e design", diz o CEO da Lojas Americanas, Miguel Gutierrez, reforçando que a aquisição vai aumentar o sortimento das marcas próprias.
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Combinação com B2W
No último dia 28, a Lojas Americanas e a B2W divulgaram fato relevante sobre a proposta de combinação de negócios, criando a Americanas S.A. A proposta ainda será votada nas Assembleias Gerais Extraordinárias em 10 de junho.
Na mensagem da administração, assinada por Gutierrez, a varejista afirma que a combinação das operações é uma oportunidade única de acelerar a evolução dos negócios.
"O mundo, o cliente e o papel das empresas mudaram. Transformações, que antes levariam décadas, aconteceram em apenas um ano. Os clientes sempre estiveram no centro da nossa estratégia e é para eles que estamos em constante evolução. Esperamos que, daqui para frente, possamos somar nossos esforços e diferentes expertises para conseguirmos entregar tudo o que esperam da gente e muito mais. Assim, vamos ser capazes de nos tornar cada vez mais ágeis e mais relevantes no dia a dia das pessoas", afirmou.
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