GPA (PCAR3) tem queda de 95,9% no lucro líquido no 2º trimestre
Resultado em parte reflete a forte base de comparação e piora da pandemia no período; lucro foi de R$ 4 milhões

O Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) teve uma queda anual de 95,9% no lucro líquido atribuído aos acionistas controladores durante o segundo trimestre, a R$ 4 milhões — abaixo da previsão de analistas, que girava em torno de R$ 50 milhões.
O resultado em parte reflete a forte base de comparação, disse a empresa nesta quarta-feira (28). Há um ano, os supermercados registraram forte movimento com o início da pandemia de covid-19.
Assaí e Carrefour Brasil, que divulgaram os resultados na terça (27), também citaram o efeito da covid-19 sobre o balanço. Mas o primeiro teve alta de 40% do lucro, a R$ 264 milhões, enquanto o segundo registrou a cifra de R$ 592 milhões — uma baixa de 16,8%.
O GPA também fala em "novas restrições" por conta da piora da pandemia como reflexo do desempenho, mas diz que o resultado foi parcialmente compensado pelo "rigoroso controle de despesas" e manutenção de margem Ebitda ajustada, a 7,6%.
Segundo a empresa, o Ebitda (Lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado do período recuou 7,7%, na base anual, para R$ 899 milhões.
A margem líquida saiu de 0,7% no segundo trimestre do ano passado para 0,0% no mesmo período deste ano, de acordo com a companhia. A receita líquida caiu 5,3%, para 11,8 milhões.
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Controle de custos
Para o CEO do GPA, Jorge Faiçal, a companhia conseguiu "um elevado patamar de rentabilidade, controle de custos e lucro líquido positivo", mesmo considerando os impactos da base de comparação.
"Nossa percepção está ainda mais clara sobre as mudanças de comportamento do consumidor a favor da omnicanalidade", disse o executivo.
Faiçal destacou a evolução do ecossistema digital da companhia, transformação de portfólio de lojas, novas parcerias, foco na eficiência operacional e inovação.
GPA: operação no Brasil
O GPA Brasil totalizou um lucro bruto de R$ 1,7 bilhão e margem de 25,6%, praticamente estável na comparação com o mesmo período do ano passado.
Segundo a companhia, o resultado reflete a "continuidade da eficiência nas dinâmicas comerciais e otimizações dos custos logísticos".
O grupo fechou 32 lojas ao longo de 2020 como parte do processo de otimização do portfólio, com impacto negativo de 1,6 p.p. no segundo trimestre.
As vendas totais no país atingiram R$ 7,1 bilhões, com maior contribuição do canal online, que cresceu 32%, diretamente ligado ao crescimento da omnicanalidade e expansão das parcerias com last milers.
"Vale destacar a comparação de vendas mesmas lojas com 2019, em que as vendas cresceram 6,0% no 1S21 vs. 1S19, sendo 9,6% na categoria de alimentos", disse a empresa.
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