O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A AZUL (AZUL4) mostra mais resiliência no lado da receita líquida e do controle de custos, colocando-se numa posição melhor que a GOL (GOLL4)
A Covid-19 afetou fortemente todos os setores da economia, mas o setor aéreo foi atingido em cheio. Pense em empresas como a Gol (GOLL4) ou a Azul (AZUL4): toda a lógica da operação está centrada no transporte dos clientes — e, num cenário em que a livre circulação de pessoas é prejudicada, o obstáculo para a sobrevivência dessas companhias é enorme.
Mas, passado um ano e meio desde o início da pandemia, ambas continuam firmes e operantes: apesar das condições adversas, conseguiram gerenciar sua malha e honrar seus compromissos financeiros. O mesmo não pode ser dito de suas principais concorrentes no país: a Latam está em recuperação judicial e a Avianca Brasil teve a falência decretada.
O setor aéreo, afinal, é conhecido por suas margens enxutas e inúmeros fatores externos de risco: câmbio, preço dos petróleo e impostos diversos sobre o combustível de aviação são apenas alguns dos itens que trazem estresse aos balanços. Tal pano de fundo, somado à forte queda na demanda por voos com a pandemia, gerou um ambiente dificílimo para as empresas.
Sendo assim, como Gol e Azul conseguiram atravessar a zona de turbulência — e, agora, começam a vislumbrar um céu menos cinzento no horizonte?
As duas estavam numa posição financeira mais confortável no começo de 2020; a disciplina de ambas na gestão do caixa e dos custos acabou servindo como uma espécie de 'seguro' para o momento de crise mais aguda, garantindo a sobrevivência e a continuidade das operações.
Dito isso, a análise dos balanços desde o segundo trimestre mostra que a Gol até estava melhor posicionada no início da pandemia, com mais folga em termos de liquidez. No entanto, a Azul mostrou tendências mais saudáveis no segundo trimestre de 2021, ensaiando voos mais altos daqui para frente.
Leia Também
Vale lembrar que, apesar do otimismo com a recuperação do setor, ainda há muitos fatores de risco rondando as companhias aéreas. A variante delta da Covid pode provocar uma nova queda na demanda por voos; além disso, o preço do petróleo segue subindo e a cotação do dólar tende a passar por oscilações fortes daqui em diante, considerando a proximidade das eleições.
Voltemos a dezembro de 2020: na ocasião, o ritmo de contágio da Covid-19 começava a recuar, apesar da ausência de vacinas — e, nesse contexto, a demanda por voos voltou a subir. Gol e Azul mostravam-se animadas, planejando a reativação de um número cada vez maior de rotas.
Passados poucos meses, esse cenário ruiu: a segunda onda no país veio com ainda mais intensidade que a primeira, provocando uma explosão nas internações e óbitos — e, consequentemente, provocando um novo fechamento da economia. As malhas aéreas precisaram ser novamente ajustadas, de modo a refletir essa realidade.
Mas enquanto a Gol reportou uma queda na receita líquida em relação ao quarto trimestre de 2020, a Azul conseguiu manter uma certa estabilidade em suas cifras. A própria natureza de sua operação foi importante nesse front: a Azul atende destinos de menor porte e aeroportos regionais — e, em meio às restrições no transporte de passageiros, viu seu negócio de carga ganhar importância.
No segundo trimestre de 2021, a Azul Cargo teve receita de R$ 284,9 milhões, mais que o dobro do visto há um ano; na mesma base de comparação, a área de transporte de cargas da Gol avançou 23%, a R$ 141 milhões.

O comportamento das divisões de carga não explicam, por si só, os resultados dissonantes das receitas das empresas. A capilaridade da malha da Azul faz com que ela opere mais voos, transporte mais passageiros e mantenha mais aeronaves no ar: no segundo trimestre, a Azul tinha uma frota operacional de 161 aeronaves, versus 53 da Gol.
A dinâmica mais saudável para a receita líquida, naturalmente, veio acompanhada de custos operacionais mais elevados. Afinal, quanto mais aviões estão voando, mais combustível está sendo consumido, mais tripulantes estão trabalhando, mais manutenção é necessária e assim em diante.
Com isso em mente, é importante ressaltar um ponto comum às duas aéreas: ambas têm reportado resultados operacionais (Ebit) negativos desde o começo da pandemia. Ou seja, tanto Gol quanto Azul têm custos operacionais maiores que as receitas.

É um cenário esperado, dados os desafios operacionais enfrentados pelo setor aéreo, mas que está longe do ideal do ponto de vista de gestão financeira de uma empresa. Ainda assim, note que, mais uma vez, a Azul teve oscilações muito menores que a Gol.
As características da frota de cada uma das empresas desempenha um papel importante: como atende mais destinos regionais, boa parte das aeronaves da Azul tem um porte menor e consome menos combustível. Veja a composição da frota operacional da empresa no segundo trimestre:
Vale destacar os nove E-Jets de segunda geração da Embraer, aeronaves da família mais moderna da fabricante brasileira e que consomem menos combustível que os jatos E1.
A frota da Gol, por sua vez, é inteiramente composta por aeronaves Boeing de cabine média — dez deles são do modelo 737-MAX, o mais moderno da fabricante americana, também consumindo menos combustível que os aviões da geração anterior.
Um indicador interessante a respeito dos gastos operacionais é o chamado CASK, o custo por assento. Com o consumo menor de combustível, a Azul conseguiu reduzir seu CASK para níveis inferiores aos da Gol:

Apesar das incertezas menores e da recuperação gradual da receita, as empresas aéreas ainda estão longe de um ambiente normal para o transporte de passageiros. Sendo assim, um ponto muito observado em todas as divulgações de balanço é o comportamento da dívida e da posição de liquidez da Gol e da Azul.
Como o resultado operacional de ambas têm ficado negativo trimestre após trimestre, há a preocupação constante de que a posição de caixa e disponíveis de curto prazo seja insuficiente para fazer frente aos vencimentos. E, nesse front, a administração das duas companhias fez um bom trabalho.
Renegociação e rolagem de dívidas, obtenção de recursos via ofertas de ações ou de títulos, antecipação de recebíveis, aumentos de capital — tanto Gol quanto Azul usaram as ferramentas que estavam à disposição para gerenciar as métricas de endividamento. E, embora o montante de dívida líquida das duas tenha aumentado bastante nos últimos trimestres, a sustentabilidade das operações não é alvo de dúvidas no momento.
| (R$ mi) | Liquidez Gol | Dívida líquida Gol | Liquidez Azul | Dívida líquida Azul |
| 2T20 | 3.305,50 | 13.480,40 | 2.253,70 | 16.605,80 |
| 3T20 | 2.242,30 | 14.145,40 | 2.298,90 | 15.663,70 |
| 4T20 | 2.576,50 | 12.967,60 | 4.032,00 | 13.124,10 |
| 1T21 | 1.797,70 | 14.801,20 | 3.305,00 | 16.092,70 |
| 2T21 | 1.814,50 | 14.289,70 | 5.530,70 | 14.862,50 |
O salto na posição de liquidez da Azul no segundo trimestre de 2021 se deve à emissão de US$ 600 milhões em títulos de dívida, concluída em junho. Esse conforto, inclusive, dá liberdade à empresa para especular eventuais movimentos de consolidação no setor: em maio, a companhia deu a entender que teria interesse na compra das operações brasileiras da Latam.
Com a vacinação contra a Covid-19 ganhando força e a perspectiva de retomada gradual na demanda por voos, as ações PN da Gol (GOLL4) e da Azul (AZUL4) têm conseguido ganhar alguma tração na bolsa. Embora ainda estejam distantes do patamar pré-pandemia, os papéis também estão bem acima do nível visto em março de 2020:

O futuro das ações depende, em grande parte, da dinâmica do setor daqui em diante. Se a demanda por voos continuar aumentando e a Covid-19 não provocar mais grandes interrupções no transporte aéreo, os papéis tendem a voar alto, acompanhando a recuperação das empresas; mas, caso a variante delta force um novo fechamento econômico — ou caso o dólar e o petróleo pressionem de maneira relevante os custos —, é possível que GOLL4 e AZUL4 continuem sofrendo.
Por ora, os analistas de grandes bancos estão mais inclinados às ações da Azul. Segundo dados da Refinitiv, AZUL4 tem quatro recomendações de compra, quatro neutras e duas de venda; GOLL4, por sua vez, conta com duas recomendações de compra, seis neutras e duas de venda.
Veja abaixo os dados de preço-médio projetado pelas casas de análise para GOLL4 e AZUL4, compilados pela Refinitiv:
| (R$) | GOLL4 | AZUL4 |
| Cotação atual | 18,83 | 37,19 |
| Preço-alvo máximo | 31,00 | 75,00 |
| Preço-alvo mínimo | 11,50 | 16,00 |
| Preço-alvo médio | 24,58 | 41,58 |
| Mediana | 26,00 | 43,40 |

Após críticas da Squadra sobre a operação da empresa no Sul e Sudeste, a empresa estaria buscando vender ativos em uma das regiões, segundo reportagem do Pipeline
Três operações de peso envolvendo os FIIs Bresco Logística (BRCO11), Capitânia Logística (CPLG11) e REC Recebíveis (RECR11) são destaques hoje; confira a seguir
O principal índice de ações da B3 encerrou o dia em alta de 2,01%, a 192.201,16 pontos. O dólar à vista terminou as negociações a R$ 5,1029, com queda de 1,01%, enquanto os futuros do petróleo tiveram as maiores quedas percentuais desde a pandemia
Em evento do Bradesco BBI, especialistas afirmaram esperar a retomada do apetite dos estrangeiros e a continuidade da queda dos juros para destravar mais valor da Bolsa
O fundo imobiliário GGRC11 poderá emitir um lote extra de até 50%, o que pode elevar o volume total da oferta
Santander espera que a Hypera tenha um 1º trimestre mais fraco em 2026, mas ainda assim recomenda a compra da ação; o que está em jogo?
Aos poucos, a empresa está amadurecendo seus procedimentos internos e pode se tornar uma candidata a novos patamares nos EUA, como entrar em certos índices de ações
O FII do mês da série do Seu Dinheiro é avaliado como um dos maiores e mais diversificados fundos imobiliários do mercado brasileiro
Foram mantidas C&A (CEAB3), Brava Energia (BRAV3), Suzano (SUZB3), Plano&Plano (PLPL3), Smart Fit (SMFT3) e Intelbras (INTB3)
Segundo o banco, o portfólio busca superar o Índice de Dividendos (IDIV) da B3 no longo prazo
Até o dia 24 de março, a bolsa brasileira já acumulava R$ 7,05 bilhões, e a expectativa é de que o ingresso de capital internacional continue
Com a semana mais enxuta pelo feriado de Sexta-Feira Santa, apenas oito ações encerraram em queda
A Fictor Alimentos recebeu correspondência da B3 por negociar suas ações abaixo de R$ 1, condição conhecida como penny stock. A empresa busca solucionar o caso com um grupamento
Os papéis da companhia encerraram a semana a R$ 10,35 após o anúncio da Advent International sobre a compra de papéis da Natura; veja o que mais mexeu com as ações e o que esperar
A Embraer acumula queda na bolsa brasileira em 2026 e analistas dizem se a performance é sinal de risco ou oportunidade de compra
Os analistas destacam que a ação preferida no setor elétrico do banco tem um caixa robusto, que pode se traduzir em dividendos extras para os acionistas
Confira as recomendações da Empiricus Research em abril para ações, dividendos, fundos imobiliários, ações internacionais e criptomoedas
Em discurso à nação na ultima quarta-feira (1), Trump prometeu “levar o Irã de volta a Idade da Pedra”. Com isso, os futuros do Brent dispararam, mas bolsas ao redor do mundo conseguiram conter as quedas. Ibovespa encerrou o dia com leve alta de 0,05%, a 188.052,02 pontos
A Axia Energia teve que abrir espaço para uma outra empresa do setor, além de dividir o pódio com duas companhias do setor bancário e de aluguel de carros
Revisão da carteira internacional mostra uma guinada estratégica para capturar novas oportunidades no mercado global; veja quem saiu e quem entrou no portfólio