🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Kaype Abreu

Kaype Abreu

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.

Entrevista exclusiva

Home office ‘eterno’ e urnas eletrônicas: as apostas da Positivo para manter o lucro em alta após pandemia

No ano da pandemia, lucro da empresa saltou 839%; CEO fala em continuidade da mudança de comportamento que beneficiou a companhia e conta como a empresa diversificou os negócios após crises

Kaype Abreu
Kaype Abreu
29 de março de 2021
6:05 - atualizado às 11:06
Hélio Rotenberg, presidente da Positivo Tecnologia. - Imagem: Divulgação / Positivo

A necessidade de trabalhar em casa diante da pandemia da covid-19 fez o brasileiro redescobrir o computador, que nos últimos anos havia perdido espaço para os smartphones.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A onda do home office impulsionou os resultados da Positivo Tecnologia, principal fabricante brasileira de produtos eletrônicos — entre eles os procurados notebooks.

No ano da pandemia, o lucro da empresa saltou 839%, para R$ 196 milhões. Parte do ganho veio de uma questão tributária, mas ainda sem considerar esse efeito não recorrente o resultado teria aumentado 174% em relação a 2019.

A divulgação do balanço impulsionou as ações da Positivo (POSI3), que acumulam alta de 20% em março — em mais um momento emblemático da longa trajetória da companhia na bolsa, cheia de altos e baixos.

A grande dúvida é se os números se sustentam em um cenário pós-pandemia e se a mudança de hábito que beneficiou a empresa veio para ficar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O CEO da Positivo, Hélio Rotenberg, não tem dúvida da resposta para ambas as questões. "Está claro para nós essa tendência de crescimento, mais do que algo pontual", disse o executivo, em entrevista ao Seu Dinheiro.

Leia Também

O otimismo da Positivo se refere a frentes tradicionais, como a de notebooks, mas também a investimentos mais recentes — a base de clientes da "Casa Inteligente" saltou 1.485% no ano passado, para 250 mil usuários únicos.

Segundo Rotenberg, a demanda por notebooks deve continuar em alta porque o mercado está "muito deprimido": a fatia de computadores vendida no Brasil já correspondeu a 4% do que era comercializado no mundo, mas caiu pela metade nos últimos anos. "Esse mercado [de notebooks] ainda vai nos trazer bons resultados", diz.

Gargalos, dólar e economia

No curto prazo, porém, a Positivo vai ter de lidar com alguns obstáculos, como a falta de insumos — problema de vários mercados após a pandemia ter desestruturado as cadeias de suprimentos. “A gente não está conseguindo abastecer toda a demanda. Mas acredito que a situação se normalize até o final do ano.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro problema é a alta do dólar, que escalou 29% em 2020. A empresa tem grande parte dos custos atrelados a moeda americana e não vê alternativas a não ser repassar os ajustes ao consumidor. "É uma particularidade do mercado de tecnologia: os componentes são dolarizados", defende Rotenberg.

Segundo o executivo, o preços de telas LCD, por exemplo, disputadas inclusive por fabricantes de TVs, dobrou para US$ 52 em 2020. Rotenberg prevê que o preço médio de computadores tenha uma alta de 15% a 20% neste ano, depois de subir 25% no ano passado.

Apesar do bom momento, os analistas ainda acompanham com certo ceticismo a acelerada da Positivo na crise. A alta da moeda americana e o fim do auxílio emergencial foram os principais motivos para a XP, por exemplo, ainda manter recomendação neutra sobre as ações da companhia.

Outra razão para a cautela do analista é a piora nas perspectivas para a economia. Mas para Rotenberg, a demanda deverá seguir forte, mesmo que a retomada venha num ritmo mais lento. “Acredito que, passada a pandemia, a economia vai crescer”, diz o executivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fábrica da Positivo / Divulgação

Dos PCs ao momento tech

Não é a primeira crise que Rotenberg vivencia como CEO da Positivo Tecnologia. O executivo está à frente da companhia desde a sua fundação, em 1989.

A empresa surgiu a partir de uma derivada do grupo de educação curitibano Positivo, quando Rotenberg sugeriu a um dos sócios da companhia a criação de uma linha de informática voltada à educação.

A iniciativa foi para além da sala de aula e nos anos 2000 cresceu apoiada na fase de alto consumo da classe média. No entanto, no início da década seguinte teria o desafio de continuar relevante em meio à crise e ao mercado de computadores pessoais em declínio por conta da popularização dos smartphones.

A empresa teve de encolher — de seis mil funcionários para atuais dois mil — e apostar em novos produtos, entre eles tablets e smartphones. Trocou de nome, de Positivo Informatica para Positivo Tecnologia, em uma decisão que sintetizaria a estratégia mais ampla da companhia. A governança também foi ampliada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A mais recente incursão da Positivo é pela smart home, uma linha de produtos que inclui câmeras Wi-Fi, plugues de alimentação, lâmpadas inteligentes, controles universais, alarmes e sensores de segurança.

A "Casa Inteligente" faz parte de um guarda-chuva de iniciativas em que a empresa vê um maior potencial de crescimento. Hoje, essas "avenidas" representam 19% da receita do negócio, mas o plano da companhia é fazer a fatia chegar a 50%.

Segundo Rotenberg, por trás das novas iniciativas há um esforço em elevar o ticket médio da companhia (relação entre faturamento e vendas). "As 'avenidas de crescimento' trazem mais serviços embutidos e geram uma margem [de lucro] maior que a do computador", afirma.

A Positivo consolidou sua posição de liderança na fabricação de eletrônicos no Brasil com foco em consumidores de baixa renda. A companhia detém participação de 84% no mercado de computadores abaixo de R$ 1,2 mil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Mas hoje a Vaio, que atende a classes A/B, compete de igual pra igual com multinacionais", diz o CEO da Positivo. A empresa é responsável pela produção e distribuição da marca japonesa no Brasil desde 2015. No varejo, a Vaio cresceu 292% no quarto trimestre.

Aperta e confirma

A Positivo também produz para instituições públicas, com produtos "sob medida" para vencer editais. O destaque recente é o processo envolvendo a compra de urnas eletrônicas.

Em julho de 2020, a empresa venceu o processo licitatório junto ao TSE para o fornecimento de até 180 mil equipamentos usados no voto e outros produtos e serviços previstos no edital.

A companhia espera faturar R$ 650 milhões com o negócio até 2022. "A licitação pública faz parte da nossa história", diz Rotenberg sobre a companhia que sempre vendeu PCs para escolas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o executivo, está nos planos da Positivo entrar no ramo de tecnologia para terminais lotéricos e avançar sobre as maquinas de pagamento e adquirentes — o principal cliente hoje é a Cielo.

O segmento de servidores e soluções para infraestrutura de tecnologia da informação, cuja receita avançou 29% no ano passado, é outro foco da empresa.

Três anos atrás, a Positivo comprou 80% da Accept — hoje Positivo Servers&Solutions —, uma empresa especializada na produção e comercialização de produtos como servidores e soluções em computação de alta desempenho.

Para Rotenberg, a diversificação dos negócios deve evitar um "novo sofrimento", como aquele pelo qual a empresa passou a partir de 2013. “Na verdade, se a gente soubesse que o computador chegaria ao patamar atual, talvez não tivesse diversificado”, brinca. “Mas já que diversificamos, estamos numa posição muito boa.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DESTAQUES DO IBOVESPA

O balde de água fria na Eneva (ENEV3): por que as ações despencaram 19% após decisão do governo sobre o leilão de energia

10 de fevereiro de 2026 - 12:59

Preços máximos estabelecidos para o leilão ficaram muito abaixo do esperado e participação da empresa se torna incerta

ENTENDA

B3 (B3SA3) deve se esbaldar com dinheiro gringo e corte da Selic neste ano: UBS BB acredita que é hora de comprar

6 de fevereiro de 2026 - 17:05

Entrada forte de capital estrangeiro e expectativa de queda de juros levam banco a recomendar compra das ações da operadora da bolsa

AÇÕES EM QUEDA FORTE

Amazon (AMZO34) aposta pesado em IA. Por que investimentos de R$ 1 trilhão assusta mercado e até o BTC pagou o pato?

6 de fevereiro de 2026 - 11:58

Amazon combina resultados mistos com a maior aposta em IA entre as big techs, assusta investidores e ações sofrem em Wall Street, com efeitos até no Bitcoin e outras critpomoedas

FII DO MÊS

FII de papel ou tijolo? Em fevereiro, os dois são queridinhos dos analistas; confira os fundos imobiliários no pódio

5 de fevereiro de 2026 - 6:14

Descubra quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas para o mês, e saiba como montar sua carteira de FIIs agora

HORA DE COMPRAR?

A Prio (PRIO3) já deu o que tinha que dar? Depois de subirem 20% no ano, papéis ainda podem disparar; Itaú BBA aponta gatilhos

4 de fevereiro de 2026 - 18:42

A empresa vive seu melhor momento operacional, mas o Itaú BBA avalia que boa parte das principais entregas já está no preço; entenda quais gatilhos podem provocar novas altas

VAI PERDER O BONDE?

“Investidor pessoa física só gosta de bolsa quando já está cara”, diz Azevedo, da Ibiuna

4 de fevereiro de 2026 - 17:31

Gestor participou de evento da Anbima e falou sobre a perspectiva de volta do investidor local à bolsa

TOUROS E URSOS #258

Ibovespa nos 200 mil pontos? Gringos compram tudo — mas cadê os investidores brasileiros

4 de fevereiro de 2026 - 14:00

Bruno Henriques, head de análise de renda variável do BTG Pactual, fala no podcast Touros e Ursos sobre a sua perspectiva para as ações brasileiras neste ano

BRASIL NO CENTRO DO MUNDO

Bolsa com força total: gringos despejam R$ 26,3 bilhões em janeiro na B3 e superam todo o fluxo de 2025

3 de fevereiro de 2026 - 20:00

Entrada recorde de capital internacional marca início de 2026 e coloca a bolsa brasileira em destaque entre emergentes

MAIS ENERGIA PARA A CARTEIRA

Tchau, Vale (VALE3): BTG escolhe nova “vaca leiteira” para sua carteira de dividendos — saiba qual é a ação escolhida para renda passiva

3 de fevereiro de 2026 - 18:35

A Axia (ex-Eletrobras) foi uma das ações que mais se valorizou no ano passado, principalmente pela privatização e pela sua nova política agressiva de pagamentos de dividendos

DA CIDADE PARA O CAMPO

BTAL11 migra para fiagro e terá primeiro programa de recompra de cotas; entenda os impactos para os cotistas

3 de fevereiro de 2026 - 14:02

A iniciativa faz parte da estratégia do BTG Pactual para aumentar a distribuição de dividendos e permitir uma maior flexibilidade para a gestão

MERCADOS HOJE

Ibovespa salta para históricos 187 mil pontos e dólar cai. Corte da Selic é um dos gatilhos do recorde, mas não é o único

3 de fevereiro de 2026 - 12:31

Para a XP, o principal índice da bolsa brasileira pode chegar aos 235 mil pontos no cenário mais otimista para 2026

DEPOIS DE A HOLDING PEDIR RJ

Fictor Alimentos (FICT3) desaba 40% na B3. Por que o mercado não acreditou que a empresa ficará de fora da RJ da holding?

2 de fevereiro de 2026 - 15:34

Discurso de separação não tranquilizou investidores, que temem risco de contágio, dependência financeira e possível inclusão da subsidiária no processo de recuperação

DESTAQUES DA BOLSA

Raízen (RAIZ4) dispara, volta a ser negociada acima de R$ 1 e lidera as altas do Ibovespa na semana; veja os destaques

1 de fevereiro de 2026 - 15:00

Fluxo estrangeiro impulsiona o Ibovespa a recordes históricos em janeiro, com alta de dois dígitos no mês, dólar mais fraco e sinalização de cortes de juros; Raízen (RAIZ4) se destaca como a ação com maior alta da semana no índice

CRIPTOMOEDAS HOJE

US$ 2,4 bilhões liquidados em 24 horas: Bitcoin (BTC) sofre nova derrocada e opera abaixo dos US$ 80 mil. O que explica?

1 de fevereiro de 2026 - 12:01

Queda do bitcoin se aprofunda com liquidações de mais de US$ 2,4 bilhões no mercado como um todo nas últimas 24 horas, enquanto incertezas macro voltam a pesar sobre as criptomoedas

BALANÇO DO MÊS

Ibovespa dispara em janeiro e nenhum outro investimento foi páreo — nem mesmo o ouro

30 de janeiro de 2026 - 19:34

Novos recordes para a bolsa brasileira e para o metal precioso foram registrados no mês, mas as ações saíram na frente

NÃO PERCA O PRAZO

Gol (GOLL54) vai sair da bolsa com OPA, mas adesão ao leilão não é automática; veja o que o investidor deve fazer

30 de janeiro de 2026 - 18:13

A adesão ao leilão não é obrigatória. Mas é mais difícil vender ações de uma companhia fechada, que não são negociadas na bolsa

DESCE E SOBE

Fundo imobiliário TGAR11 cai 14% em três dias, mas BB-BI diz que não é hora de vender — entenda o que pode impulsionar o FII na bolsa agora

30 de janeiro de 2026 - 12:55

O analista André Oliveira, do BB-BI, reitera a recomendação de compra, especialmente para os investidores mais arrojados

NA ROTA DO CRESCIMENTO

FIIs driblam juros altos com troca de cotas, mas há riscos para os cotistas? O BTG Pactual responde

29 de janeiro de 2026 - 15:21

O banco avalia que a estratégia de aquisição via troca de cotas veio para ficar e, quando bem executada, tem potencial de geração de valor

BUSCA POR SEGURANÇA

Ibovespa dispara no ano, mas investidores brasileiros estão receosos e tiram dinheiro da bolsa, diz XP

29 de janeiro de 2026 - 14:15

Uma fatia menor da carteira dos brasileiros está em ativos na bolsa, como ações, ETFs, FIIs e outros, e cresce a proporção dos investidores que pretende reduzir sua exposição à renda variável

VIROU PASSEIO

Ouro ultrapassa os US$ 5.500 pela 1ª vez e faz BTG elevar preço-alvo da Aura (AURA33) para US$ 87; Ibovespa alcança inéditos 186 mil pontos

29 de janeiro de 2026 - 12:39

Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar