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Conglomerado tenta tirar proveito da diversificação de seus investimentos para sanear as contas
O Grupo China Evergrande é a incorporadora mais endividada do mundo. Com um passivo estimado em US$ 305 bilhões, o conglomerado encontra-se à beira de um calote em sua dívida.
Dona de parques temáticos, seguradoras e fatias em empresas de ramos que vão da indústria alimentícia à fonográfica, passando por um time de futebol, a empresa também é conhecida pela grande diversificação em seus investimentos.
E talvez seja essa diversificação que ajude a Evergrande a diminuir o aperto provocado pelo endurecimento regulatório promovido pelo governo da China como forma de combater a especulação imobiliária no país.
Dentre tantos investimentos distantes de sua atividade principal, a Evergrande também tem participação em um banco. Trata-se do Shengjing Bank.
Hoje, na bolsa de Hong Kong, as ações da Evergrande saltaram 15%. Ainda que permaneçam mais de 90% abaixo de sua máxima histórica, atingida em 2017, os papéis da incorporadora foram beneficiados pelo anúncio de um plano de vender uma participação de 9,99 bilhões de renminbis (cerca de US$ 1,5 bilhão) no Shengjing Bank.
O plano foi informado hoje à comissão de valores mobiliários de Hong Kong. A parte interessada é uma empresa estatal de gestão de ativos, informa a agência de notícias Reuters.
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O Shengjing Bank é um dos principais credores da Evergrande. De acordo com a incorporadora, a direção do banco exige que todos os recursos líquidos da alienação sejam usados para abater o passivo financeiro da Evergrande junto à instituição.
Se concluída, a transação reduzirá de 34,5% para 14,75% a participação de Evergrande no Shengjing.
Com isso, ao mesmo tempo em que soluciona o débito com um credor importante, a Evergrande não poderá usar os recursos para liquidar as dívidas com os detentores de seus títulos.
A notícia vem à tona no mesmo dia do vencimento de uma parcela de US$ 47,5 milhões devida a credores externos.
Na semana passada, a Evergrande deixou passar o prazo de juros devidos a credores em dólar. Oficialmente, porém, é preciso esperar 30 dias para que seja formalizado o calote.
Seja como for, os mais recentes passos do conglomerado confirmam a expectativa dos analistas - de que a Evergrande dê preferência aos fornecedores e clientes da Evergrande, deixando em segundo plano os credores de títulos emitidos no mercado financeiro.
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