🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

Balança, mas (ainda) não cai

Qual o destino da Evergrande? Veja quatro possíveis cenários para a crise da gigante chinesa

As ações da Evergrande subiram mais de 17% na bolsa de valores de Hong Kong após um acordo com credores. A situação, porém, está longe de ser resolvida. Saiba o que esperar

Ricardo Gozzi
23 de setembro de 2021
14:24 - atualizado às 13:42
Imagem de ponteiros

Estejam preparados para o pior. Esse teria sido o tom do alerta de autoridades chinesas a funcionários dos governos locais e regionais para o caso da Evergrande, conglomerado que é dono da segunda maior incorporadora imobiliária do país asiático.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos termos relatados por fontes à agência de notícias Dow Jones, membros do governo central teriam sugerido a “preparação para uma possível tempestade” com um colapso da Evergrande.

O verbo vem na condicional porque o relato vem baseado em fontes e as autoridades chinesas, ainda que procuradas, não se manifestaram sobre o tema.

Ao mesmo tempo, enquanto a notícia de um acordo com credores locais de títulos com vencimento na quinta-feira animou os investidores, os investidores estrangeiros aparentemente vão ficar a ver navios.

Enquanto muitos temem uma quebra desordenada da empresa, outros acreditam em uma saída organizada. Também há quem fale na possibilidade de reestruturação da multibilionária dívida da Evergrande, num resgate seguido de estatização da companhia e até mesmo numa crise que coloque um fim ao crescimento da economia da China.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diante de tantos cenários possíveis, o Seu Dinheiro resolveu se aprofundar em cada um deles para deixar você a par do que está sendo discutido como solução para a crise da dívida que nos últimos dias dominou o noticiário sobre os mercados financeiros internacionais.

Leia Também

Cenário 1: Resgate da Evergrande

Comecemos então pelo cenário mais improvável. O resgate da Evergrande pelo governo da China é praticamente descartado por especialistas. Quem gostaria muito que acontecesse algum tipo de apoio estatal são os grandes fundos e bancos estrangeiros que são credores da incorporadora, o que inclui Ashmore Group, BlackRock, HSBC e UBS.

Para os analistas de crédito da S&P, entretanto, um resgate à Evergrande só aconteceria em um cenário muito extremo. “Nós acreditamos que o governo chinês se veria obrigado a intervir se houvesse amplo contágio e diversas grandes empreiteiras começassem a falir e passassem a representar um risco sistêmico para a economia”, afirmam eles.

Cenário 2: Uma reestruturação de sucesso

Outro cenário possível, mas também pouco provável, é que a Evergrande obtenha sucesso na reestruturação total de sua dívida. Nessa realidade alternativa, dentro de alguns meses ou anos a gigante teria a situação saneada e poderia voltar a se envolver nos grandiosos projetos que a transformaram na segunda maior incorporadora da China.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com dados da Refinitiv, a Evergrande tem uma dívida de US$ 305 bilhões (R$ 1,6 trilhão na cotação de hoje), sendo US$ 20 bilhões em moeda estrangeira.

É verdade que o governo e os bancos chineses estão empenhados nas negociações e os credores locais têm-se mostrado mais dispostos a negociar. Entretanto, especialistas consultados pela Reuters advertem que os detentores de bônus estrangeiros têm menos propensão a aceitar acordos, como ocorreu em crises de dívida recentes como a da Argentina.

Ainda que os credores externos detenham apenas 6,5% do bolo da dívida, o volume de US$ 20 bilhões é suficiente para que escritórios especializados no tema arrastem o imbróglio por anos.

Cenário 3: Colapso desordenado

Um eventual colapso desordenado da Evergrande é, de longe, o cenário mais temido. O potencial de desestabilização social, geopolítica e econômica na grande potência emergente deste início de século 21 não é desejado por ninguém, seja pelos credores, pelos fornecedores, pelos clientes, pelo governo chinês, pelos investidores do mercado financeiro e até por quem acha que não tem nada a ver com o pato.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A probabilidade de que isso ocorra, entretanto, é baixa. É preciso lembrar que um dos motivos da crise de liquidez da Evergrande e de outras grandes incorporadoras na China deriva do fato de o próprio governo ter entrado em ação para enquadrar o setor imobiliário à estratégia de “prosperidade comum”. Neste sentido, do ponto de vista de Pequim, o alto custo de moradia para a população é um problema maior do que a crise setorial em si.

Mas a China vai quebrar?

Na avaliação de Elias Jabbour, professor da UERJ e um dos principais especialistas brasileiros em China, a resposta é um enfático não.

“Primeiro, o sistema financeiro é estatal. Nenhum país quebra em moeda que ele mesmo emite”, afirma ele em vídeo sobre o tema. “Segundo, a conta de capitais da China é fechada. A moeda não é conversível. Então o risco de espraiamento da crise para o resto do mundo é muito pequena.”

Jabbour afirma ainda que a resposta do governo para a crise será política, e não econômica. “A solução vai passar por um enquadramento da Evergrande e do setor imobiliário à estratégia chinesa de prosperidade comum”, explica o professor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O governo tem em vista, segundo ele, fazer frente aos altos preços dos aluguéis, algo que tem causado grande insatisfação entre os chineses nos últimos anos.

Cenário 4: Quebra organizada

O cenário mais provável, na avaliação de especialistas, é uma quebra ordenada da Evergrande, com uma cisão da empresa ou a assimilação da massa falida por concorrentes ou até mesmo por uma cooperativa de trabalhadores, uma vez que o setor de construção chinês é privado.

“Os esforços provavelmente se concentrarão no resgate aos credores da Evergrande”, escreve Dinny McMahon, analista da consultoria Enodo Economics.

Neste cenário, a expectativa é de que o governo privilegie os pagamentos a empresas terceirizadas e fornecedores. Os compradores que já pagaram por imóveis não entregues também devem ser atendidos, seja pelo repasse das obras a outras construtoras ou pelo reembolso de valores já pagos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Com relação ao impacto para o sistema financeiro, o mais provável é que seja mínimo, com os detentores de bônus arcando com um forte desconto, mas com os bancos saindo do processo praticamente ilesos", conclui McMahon.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
QUAL A QUERIDINHA AGORA

Petrobras (PETR4) sob pressão, com Irã, Venezuela e eleições; veja qual a ação preferida do BTG, UBS e outros para investir no setor de petróleo

16 de janeiro de 2026 - 15:47

Entenda como tensões geopolíticas e o ciclo político brasileiro podem redesenhar as oportunidades no setor de petróleo, e por que a PRIO3 é a queridinha agora

MUDANDO A ROTA

CVC (CVCB3) troca de CEO e dá início a uma nova fase na empresa; conheça o novo executivo

16 de janeiro de 2026 - 10:37

Com a troca de CEO, a empresa dá início a um novo ciclo estratégico de expansão

SARRAFO ALTO

Petrobras (PETR4) supera meta de produção em 2025; pré-sal e eficiência operacional são as chaves do recorde anual

15 de janeiro de 2026 - 21:01

A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.

CAPITALIZAÇÃO ADIADA

Investigação de Tanure no caso Master leva Alliança Saúde (AARL3) a adiar aumento de capital; empresário se defende

15 de janeiro de 2026 - 20:34

A companhia, que tenta se reestruturar, anunciou no fim do ano passado uma capitalização de R$ 797,3 milhões, voltada ao fortalecimento da estrutra financeira

ESTIMATIVAS ATUALIZADAS

C&A (CEAB3): Citi vê desaquecimento no setor de vestuário e corta preço-alvo em R$ 4; saiba se ainda vale a pena comprar os papéis

15 de janeiro de 2026 - 19:42

Recomendação de compra foi mantida, mas com a classificação “alto risco”; banco prevê crescimento mais fraco de vendas e lucro líquido menor neste ano

PERDEU FÔLEGO?

Porto Seguro (PSSA3): após alta de 70% em 2 anos, UBS BB revela se ainda há espaço para a ação avançar

15 de janeiro de 2026 - 18:03

O banco rebaixou as ações da seguradora de “compra” para “neutra”, alertando que o espaço para novas revisões positivas de lucro ficou mais limitado

VAZOU

Sem Ilha Dinâmica no iPhone 18 Pro? Entenda o que indica o vazamento da Apple

15 de janeiro de 2026 - 16:01

Apple avalia nova arquitetura interna para “esconder” os sensores do Face ID nos modelos Pro

RALI AINDA NÃO ACABOU

Ainda tem fôlego? Por que a Eneva (ENEV3) virou a ação favorita do Itaú BBA mesmo após um rali de quase 100%

15 de janeiro de 2026 - 15:42

O banco elevou preço-alvo para as ações ENEV3 e vê gatilhos capazes de destravar valor mesmo após a forte alta recente; o que está por trás do otimismo?

MERCADO NÃO GOSTOU

SmartFit (SMFT3) despenca mais de 9% após evento da empresa. É hora de comprar?

15 de janeiro de 2026 - 14:43

Alcançando a mínima intradia desde agosto do ano passado, os papéis da companhia lideram a ponta negativa do Ibovespa nesta tarde

APERTANDO O CINTO

CSN (CSNA3) anuncia plano de venda de ativos para reduzir até R$ 18 bilhões em dívidas; ações recuam na bolsa

15 de janeiro de 2026 - 13:39

A expectativa é reduzir entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões ainda neste ano, criando condições para que a companhia invista em segmentos mais promissores

PRÉVIA OPERACIONAL 4T25

Cury (CURY3) dobra geração de caixa no 4T25, e bancões respondem o que fazer com a ação agora

15 de janeiro de 2026 - 13:05

Geração de caixa recorde rouba a cena no 4T25, enquanto vendas seguem firmes; bancos reforçam a leitura positiva e mantêm recomendação de compra para o papel

MERCADO IMOBILIÁRIO

Moura Dubeux (MDNE3) abre caminho para expansão com oferta de quase 9,7 milhões de ações; confira os detalhes da operação

15 de janeiro de 2026 - 12:31

Oferta terá participação restrita a investidores profissionais e prioridade concedida aos acionistas da companhia; volume de ações ofertadas poderá dobrar se houver demanda

PRÉVIA OPERACIONAL 4T25

Plano&Plano (PLPL3) mais do que dobra vendas líquidas e ‘compensa’ geração de caixa mais fraca. O que fazer com as ações?

15 de janeiro de 2026 - 11:57

Vendas disparam no 4T25, ritmo comercial acelera e reforça a tese positiva para a construtora, apesar do foco maior na queima de estoques e de um caixa ainda pressionado

ENTENDA O MOVIMENTO

Pão de Açúcar (PCAR3) ‘corta asinhas’ de Rafael Ferri e ocupa vagas que ele estava de olho no conselho às pressas

15 de janeiro de 2026 - 10:08

A companhia se antecipou a movimento de minoritários, ocupando vagas no conselho e rejeitando pedido de assembleia feito por Rafael Ferri, que queria uma Assembleia sobre as vagas que estavam em aberto desde o fim de dezembro

UPGRADE INESPERADO

Novo Samsung Galaxy S26 vaza — e traz uma melhoria inesperada

15 de janeiro de 2026 - 9:10

Enquanto os holofotes apontam para o S26 Ultra, um detalhe discreto no modelo básico pode ser o verdadeiro salto da próxima geração: carregamento mais rápido 

APAGAM-SE AS LUZES

Após Banco Master, Banco Central aperta o cerco e decreta liquidação extrajudicial da CBSF, antiga Reag; saiba quem é a empresa

15 de janeiro de 2026 - 9:04

Autoridade monetária cita “violações graves” e diz que apurações seguem em curso; entenda o caso

APAGÕES EM SP

O preço de ficar no escuro: Enel é multada em R$ 14 milhões por falhas no fornecimento de energia em 2025

14 de janeiro de 2026 - 19:52

Concessionária acumula nove autuações desde 2019 e é acusada de falhas graves em serviços essenciais; número oficial de afetados por apagão em dezembro sobe para 4,4 milhões

NO TETO DO RALI

CPFL Energia (CPFE3) chegou ao limite? UBS BB rebaixa ação após alta, mas vê mais dividendos no horizonte

14 de janeiro de 2026 - 13:25

Os analistas passaram o preço-alvo para 12 meses de R$ 59 para R$ 58, com potencial de valorização de cerca de 7%

TROCA-TROCA

BRB convoca assembleia sobre trocas no conselho, em meio a mudanças na liderança após operação da PF envolvendo o Master

14 de janeiro de 2026 - 10:11

Após trocar de presidente e diretoria, banco convocou uma assembleia para deliberar sobre mudanças em seu conselho de administração

DOBROU A APOSTA

CEO do JP Morgan defende investimento bilionário em inteligência artificial: “Vamos continuar na vanguarda”

13 de janeiro de 2026 - 19:51

Jamie Dimon aposta que a IA será o diferencial competitivo que permitirá ao banco expandir margens de lucro, acelerar inovação e manter vantagem sobre concorrentes

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar