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Desempenho financeiro abaixo do esperado ofusca notícia de liberação de voos com o avião 737 Max pelas autoridades europeias
A Boeing vive um dia de emoções mistas nesta quarta-feira (27). Por um lado, as autoridades europeias liberaram a volta das operações com as aeronaves 737 Max. Por outro, a companhia registrou um prejuízo maior que o esperado no quarto trimestre.
Pelo visto os investidores estão se concentrando mais na segunda informação. Por volta das 12h, as ações da fabricante de aeronaves caíam 4,19% na bolsa de Nova York (Nyse), a US$ 193,59.
Primeiro as boas notícias. A Agência de Segurança de Aviação da União Europeia (Easa, na sigla em inglês) suspendeu a proibição de voos com 737 Max que durou 22 meses. A medida foi tomada após a queda de dois modelos do jato, resultando na morte de 346 pessoas.
Agora, a má. A Boeing teve prejuízo líquido de US$ 8,42 bilhões (US$ 14,65 por ação) no quarto trimestre, bem maior do que a perda de US$ 1,01 bilhão (US$ 1,79) observada no mesmo período de 2019.
Considerando-se ajustes, o prejuízo por ação entre outubro e dezembro foi de US$ 15,25, bem acima da perda de US$ 1,64 estimada por analistas consultados pela FactSet.
A receita da fabricante de aviões americana caiu 14,6% na mesma comparação, a US$ 15,3 bilhões, mas superou o consenso da FactSet, de US$ 15,06 bilhões.
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Segundo a Boeing, o desempenho foi duramente prejudicado pela crise de covid-19, que reduziu o volume de entregas e serviços, e questões enfrentadas na produção do modelo 787, além dos efeitos da paralisação das atividades com o 737 Max. Tem ainda uma baixa contábil de US$ 6,5 bilhões relacionada ao programa 777X.
* Com informações da Estadão Conteúdo e Dow Jones Newswires
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