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Amazon e Apple divulgaram resultados abaixo das projeções dos analistas e deram indícios de que o próximo trimestre continuará difícil
O que você acha de um lucro líquido de US$ 3,2 bilhões num único trimestre? Ou de uma alta de quase 30% na receita líquida em um ano? Nada mal, não é mesmo? Bem... se estivermos falando de empresas do porte de Amazon e Apple, essas cifras estratosféricas, na verdade, são uma decepção.
As duas big techs reportaram há pouco seus resultados trimestrais, e o mercado não gostou nada do que viu. Tanto é que as suas ações estão caindo forte no after market de Nova York: por volta de 18h (horário de Brasília), os papéis da Amazon (AMZN) desabavam 4,30%, a US$ 3.229,20; os da Apple (AAPL) caíam 3,85%, a US$ 146,71.
Por mais que as duas companhias tenham mostrado um crescimento de dois dígitos na receita líquida, o mercado sempre deposita expectativas muito elevadas a respeito do ritmo de expansão das gigantes de tecnologia. E, ao olharmos para as projeções dos analistas, esperava-se um avanço ainda mais intenso.
Mas não é só isso. Tanto Amazon quanto Apple deram indícios de que, no curto prazo, uma série de desafios continuará impactando seus desempenhos financeiros — o que mexe com a confiança dos investidores.
Veja abaixo um resumo dos balanços das duas companhias.

Quase todas as linhas do resultado da Amazon no trimestre ficaram aquém das expectativas dos analistas. O fluxo de caixa livre acumulado ao longo dos últimos 12 meses caiu e os custos aumentaram — um sinal de que o boom na demanda do e-commerce causado pela pandemia pode estar esfriando.
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As projeções dadas pela companhia para o próximo trimestre também decepcionaram Wall Street. A Amazon prevê uma receita líquida entre US$ 130 bilhões e US$ 140 bilhões nos últimos três meses do ano, abaixo do que vinha sendo estimado pelos analistas.
"Esperamos um impacto adicional de vários bilhões de dólares em nosso negócio no quarto trimestre, à medida que administramos a escassez de mão de obra, o aumento dos custos salariais, os problemas na cadeia de abastecimento global e o maior custo de frete e envio", escreve Andy Jassy, CEO da Amazon, em mensagem aos acionistas.

Por mais que o lucro por ação da Apple tenha vindo em linha com as estimativas do mercado, a receita abaixo das projeções trouxe frustração. E grande parte dessa surpresa negativa se deve às dificuldades enfrentadas pela empresa com a cadeia de suprimentos de chips e outros componentes eletrônicos.
Em entrevista à Reuters, o CEO da Apple, Tim Cook, disse que esses problemas custaram à companhia cerca de US$ 6 bilhões em receita líquida; ele ainda afirmou que, para o próximo trimestre, é esperado um impacto ainda maior, uma vez que a indústria de semicondutores ainda está longe de uma normalização.
Em termos de mercado consumidor, a China novamente foi o destaque da Apple no trimestre, respondendo sozinha por US$ 14,6 bilhões da receita líquida — apenas o mercado da América do Norte, com US$ 20,8 bilhões, é mais relevante. No lado dos produtos, as vendas de iPhones totalizaram US$ 38,9 bilhões, alta de 47% em um ano.
De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes
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