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Os analistas do banco de investimentos estão mais confiantes no potencial de lucro da empresa e elevaram também o preço-alvo dos papéis
Quando se fala sobre os negócios da Arezzo (ARZZ3) neste ano, muitos logo pensam na tentativa frustrada de compra da Hering, que acabou superada por uma oferta maior do grupo Soma.
Porém, a empresa não se abalou com o revés e prosseguiu com sua estratégia de fusões e aquisições, fechando a compra das marcas Baw — queridinha dos influencers e sucesso no Instagram — e MyShoes, poucos meses após o episódio com a Hering.
Mais animados com os sucessos acumulados pela Arezzo do que preocupados com seus fracassos, os analistas do Goldman Sachs celebraram a capacidade de adaptação da dona das marcas Schutz, Anacapri, Alexandre Birman e Vans, que partiu de uma empresa com crescimento orgânico para uma com estratégia híbrida que inclui as aquisições.
Em relatório divulgado nesta terça-feira (21), o banco de investimentos destaca que a abordagem adotada nos últimos dois anos voltou a companhia para novos mercados. Com isso, os analistas estão mais confiantes no potencial de alta no lucro e nas margens e elevaram a recomendação dos papéis ARZZ3 de Neutra para Compra, com novo preço-alvo de R$ 115.
O plano de expansão da Arezzo que agradou os analistas começou em 2020, com a compra da Reserva — uma marca de roupas mais despojadas —, por R$ 715 milhões. Foi o primeiro passo para a construção de um ecossistema de moda e vestuário que cresceria ainda mais neste ano.
Não basta, porém, apenas comprar ativos promissores: o sucesso depende também da integração entre as marcas. Nesse aspecto, o Goldman Sachs afirma que a Arezzo foi novamente bem-sucedida.
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“A rápida integração de aquisições recentes abre espaço para geração adicional de valor na alocação de capital”, indica o relatório. A Reserva, por exemplo, tem superado as expectativas e já projeta atingir a meta de vendas estabelecida para o início de 2022 ainda neste ano, o que implica um crescimento de 50% já no primeiro ano como parte da companhia.
Um dos pilares para a integração rápida entre as duas empresas, conforme revelou Rony Meisler — fundador da Reserva e atual CEO da AR&CO — em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, foi uma medida amplamente debatida antes do anúncio da transação: a divisão da Arezzo&Co em duas grandes áreas paralelas.
A primeira, de calçados e bolsas, conta com marcas como Arezzo, Schutz, Anacapri e Vans. Já a AR&CO, encabeçada por Meisler, concentra as redes de lifestyle e vestuário.
"Nove meses [após o fechamento da operação] e a gente vê, na prática, que a governança foi muito bem desenhada, os times estão completamente alinhados", disse o executivo ao repórter Victor Aguiar. "Tem valor demais nos dois negócios, então pensamos numa tese em que o grande ganho de sinergia fosse no crescimento".
Além do sucesso nas aquisições, o relatório do Goldman Sachs aponta que a veia de crescimento orgânico da empresa também permanece atrativa. “A Arezzo possui um portfólio robusto de marcas criadas internamente e distribuídas por uma larga cadeia de franquias, lojas próprias e multimarcas e canais online”, salientam os analistas.
O banco estima que, excluindo os resultados com fusões e aquisições, as receitas da companhia ainda apresentaram uma taxa de crescimento anual composta (CAGR, na sigla em inglês) de 10% entre 2015 e 2019, período que antecede as primeiras compras.
Somado à reestruturação das operações da empresa nos Estados Unidos, à promessa de expansão do ecossistema de produtos em novas direções e os múltiplos atrativos, o cenário justifica a elevação na recomendação para os papéis.
O que pesou sobre os papéis foi a expectativa pelo balanço da companhia referente ao quarto trimestre (4T25), que será apresentado ainda hoje (18), após o fechamento do mercado, e que deve vir com aumento na sinistralidade – de novo
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