Menu
2021-01-17T17:21:33-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Temos vacina!

Por unanimidade, Anvisa aprova uso emergencial da CoronaVac e da vacina de Oxford/AstraZeneca

Primeiros profissionais de saúde já foram vacinados em pronunciamento do governador de São Paulo, João Doria

17 de janeiro de 2021
16:14 - atualizado às 17:21
Coronavac, vacina contra o coronavírus desenvolvida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan
Coronavac, vacina contra o coronavírus desenvolvida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. -

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, por unanimidade, na tarde deste domingo (17), o uso emergencial da CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a farmacêutica AstraZeneca.

A relatora e mais quatro diretores da agência votaram pela aprovação. A decisão depende de publicação no Diário Oficial e de comunicação aos laboratórios para entrar em vigor. No Brasil, a CoronaVac será entregue pelo Instituto Butantan, e a vacina de Oxford, pela Fiocruz.

O Instituto Butantan tem 6 milhões de doses da vacina prontas para aplicação. Elas serão encaminhadas imediatamente para o Ministério da Saúde, para que seja então iniciada a campanha nacional.

No Twitter, o governador de São Paulo, João Doria, disse que a entrega das unidades da CoronaVac prometidas para o governo federal será realizada tão logo o uso emergencial da vacina seja aprovado.

Mais cedo, o corpo técnico do órgão já havia recomendado o uso emergencial dos dois imunizantes, bem como rejeitado o pedido de uso emergencial da russa Sputnik V, que ainda não se enquadra nos requisitos mínimos para tal.

Tão logo a Anvisa aprovou o uso emergencial da CoronaVac, as primeiras doses da vacina já começaram a ser aplicadas em profissionais de saúde do estado de São Paulo no Hospital das Clínicas, na capital, no evento de pronunciamento do governador João Doria.

A primeira vacinada foi a enfermeira do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, Mônica Calazans, de 54 anos, que escolheu trabalhar no local, epicentro de combate à pandemia, no auge das infecções em abril. Além de atuar na linha de frente de combate à covid-19, Mônica é do grupo de risco, sendo obesa, diabética e hipertensa.

A previsão para o início da vacinação em âmbito nacional é no dia 20 ou 21 de janeiro, mas ainda há muitas incertezas envolvendo o processo.

Como foi a votação da Anvisa

A primeira diretora a ler o voto foi a relatora do caso, Meiruze Freitas. Ela aprovou o uso emergencial, mas fez ressalvas. Disse esperar que o Instituto Butantan responda, até o fim de fevereiro, sobre os resultados sobre a imunogenicidade (capacidade de produção de anticorpos) da CoronaVac, produzida pelo Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

A relatora destacou não haver alternativa terapêutica às vacinas. A diretora disse ter tomado a decisão com aval da ciência e após trabalho árduo dos técnicos da Anvisa nos últimos dias. “Guiada pela ciência e pelos dados, a equipe concluiu que os benefícios conhecidos e potenciais dessas vacinas superam seus riscos. Os servidores [da Anvisa] vêm trabalhando com dedicação integral e senso de urgência”, disse Meiruze ao ler o voto.

O segundo voto foi dado pelo diretor Romilson Mota, que acompanhou a relatora. De acordo com ele, o grave cenário da pandemia de covid-19 e o “indicativo de colapso” na rede de saúde justificam a aprovação.

Terceiro a votar, Alex Machado Campos acompanhou os demais diretores. Ele foi seguido pela diretora Cristiane Jourdan Gomes e pelo diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres. A votação foi concluída por volta das 15h20.

*Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil.

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

Vêm proventos por aí

B3 anuncia quase R$ 2 bi em dividendos, além de recompra e desdobramento de ações

Conselho de administração da companhia aprovou pagamento de dividendos do quarto trimestre e dividendos extraordinários referentes a 2020

Cenário pandêmico

B3 lucra R$ 4,2 bilhões em 2020, alta de 53%, com volatilidade dos mercados, ofertas de ações e juros baixos no Brasil

Cenário pandêmico acabou beneficiando os resultados da companhia, resultando em volatilidade e juros baixos que impulsionaram investidores e empresas a recorrerem ao mercado de capitais

O melhor do seu dinheiro

A semana que vem, enfim, chegou

Depois de uma série de adiamentos, a PEC Emergencial enfim foi aprovada em dois turnos pelo Senado. A medida permitirá o retorno do auxílio emergencial, que ficará limitado ao teto de R$ 44 bilhões, que quase foi derrubado, mas acabou ficando. O texto segue agora para a Câmara dos Deputados. O avanço foi comemorado pelo […]

FECHAMENTO

Aprovação da PEC emergencial garante recuperação do Ibovespa enquanto NY amarga perdas

A fala de Powell fez o Ibovespa reduzir os ganhos, mas ainda assim o principal índice da bolsa avançou 1,35%; dólar teve queda de 0,11%, a R$ 5,6582

Petróleo

Evitar volatilidade nos preços serve a consumidores e produtores, afirma ministro árabe na Opep+

Quanto aos elementos que vêm sendo observados na demanda para as decisões do grupo, o saudita apontou o retorno da mobilidade como uma prioridade.

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies