O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A bolsa estará fechada para o feriado paulista de 9 de julho. A cautela pré-pausa só agravou o cenário global de aversão ao risco e escancarou o peso de Brasília nos negócios. A bolsa recuou e dólar e juros foram para cima
Quando o Banco Central brasileiro iniciou o ajuste da taxa básica de juros, em maio, uma das maiores expectativas do mercado estava relacionada ao impacto da movimentação no câmbio. Mas, diante de impasses fiscais e rolos políticos que arrastaram o Orçamento de 2021 por muito mais meses do que era esperado, demorou para que de fato tivéssemos um arrefecimento.
Mesmo com a CPI da covid-19 de pano de fundo, o ambiente em Brasília parecia mais calmo, as reformas e privatizações aparentemente fluíam e o intenso fluxo de entrada de investimento estrangeiro no país permitiram que a moeda americana voltasse a ser cotada abaixo dos R$ 5, mas por pouco tempo. Tão rápido quanto caiu, a moeda subiu novamente.
Denúncias de superfaturamento de vacinas, "rachadinhas", CPI da covid-19 e uma variante altamente transmissível do coronavírus que traz incerteza para as grandes economias mundiais são os elementos que compõem o ambiente de aversão ao risco observados ao longo desta semana - e que explicam a razão de o dólar à vista ter terminado o período com uma alta de 4%.

Nos Estados Unidos, o temor pela nova variante do coronavírus e a preocupação com relação aos dados mistos da atividade econômica fizeram o índice VIX, considerado o índice do medo, disparar mais de 17%. Por aqui, a busca por abrigo levou a moeda americana a ultrapassar a casa dos R$ 5,30. Foi nesse momento que o Banco Central entrou em jogo e realizou um leilão de swap de US$ 500 milhões.
A ação aliviou a pressão no câmbio, que chegou a operar em queda em alguns momentos, mas o feriado que paralisa as negociações amanhã trouxe um pouco mais de cautela, principalmente em um ambiente político tão instável. Assim, a divisa logo retomou o movimento de alta, encerrando a sessão com ganho de 0,29%, aos R$ 5,2554.
Em Wall Street o dia foi de queda generalizada nos três principais índices. O Nasdaq caiu 0,72%, o S&P 500 recuou 0,86% e o Dow Jones teve queda de 0,75%. Com o cenário em Brasília pesando sobre os negócios, o Ibovespa foi além, e nem mesmo dados melhores do que o esperado para a inflação ajudaram. O principal índice da bolsa brasileira recuou 1,25%, aos 125.427 pontos. Na semana, a queda foi de 1,72%.
Leia Também
O Big Brother Brasília tem sido o programa favorito de boa parte da população brasileira nas últimas semanas. Demorou para que o mercado financeiro se rendesse e prestasse atenção aos depoimentos da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga a atuação do governo federal durante a crise do coronavírus, mas agora todo movimento acompanha os acontecimentos no Congresso.
As denúncias de superfaturamento em contratos para a compra de vacina desgastam o governo federal e aprofundam o isolamento do chefe do Executivo. A crise política ganhou um novo capítulo na tarde de ontem, quando Roberto Dias, ex-diretor da pasta da Saúde, saiu da CPI da covid-19, onde prestava depoimento, diretamente para a delegacia. O senador Omar Aziz (PSD-AM), deu voz de prisão após Dias mentir durante o depoimento. A atuação de Aziz na presidência da Comissão também rendeu uma declaração das Forças Armadas que deixou um certo mal estar no ar.
Longe da CPI, Jair Bolsonaro também protagonizou novas polêmicas. Sua ex-cunhada divulgou áudios que indicam a participação do presidente no esquema de “rachadinha”, termo usado para se referir ao desvio de salários de assessores para o parlamentar que garantiu suas nomeações ao cargo, e popularizado pela suspeita da prática no gabinete do filho de Bolsonaro, Flávio, quando este era deputado estadual no Rio de Janeiro.
Além disso, o governo atinge o seu maior nível de rejeição desde 2019, com a desaprovação a Bolsonaro antecipando os ruídos com relação às eleições do ano que vem.
Para o economista Alexandre Almeida, da CM Capital, embora os indicadores de atividade e a perspectiva de recuperação para o próximo trimestre sejam bons, a instabilidade política contamina a agenda do governo. Isso significa que reformas esperadas - como a tributária, a administrativa e privatizações - ficam de lado ou acabam encontrando resistência por parte do legislativo, o que resulta em textos desidratados e longe do ideal.
Falando em reforma, é importante lembrar que a CPI não é a única trama que nasceu em Brasília que se desenrola negativamente no mercado. Os agentes financeiros ainda não estão confortáveis com o texto de reforma do IR proposto e sentem uma certa resistência do ministro Paulo Guedes para ceder nos pontos mais polêmicos, por mais que o ministro afirme estar aberto às mudanças.
Enquanto o rumo das coisas em Brasília segue incerto, os investidores também tiveram que lidar com os dados de inflação nesta tarde. O IPCA de junho veio abaixo da mediana das expectativas e bem próximo do piso das estimativas feitas pelo Projeções Broadcast - 0,53%, queda de 0,3% com relação à taxa de maio, e 8,3% no acumulado de 12 meses. O número menor que o esperado chegou a aliviar a curva de juros no início do dia, mas com tanto estresse no radar, os principais vencimentos passaram a operar em alta.
Para o economista da CM Capital, esse número dificilmente significará uma desaceleração da inflação e lembra que o próximo indicador, em julho, deve sentir o impacto do aumento da tarifa da bandeira vermelha 2 e do último aumento realizado pela Petrobras no diesel, gasolina e gás de cozinha.
Alexandre lembra que o tempo para que a política monetária de fato reflita na economia real é de seis a nove meses, o que sugere que o horizonte do Copom já é 2022, “Antes, a perspectiva era de aumento de 1 ponto percentual na reunião de agosto. Hoje a gente entende que não faz muito sentido essa preocupação, e o BC deve manter a taxa de elevação da Selic no mesmo nível das reuniões anteriores, simplesmente para atingir a taxa neutra”.
A atuação do Banco Central no câmbio e o cenário de cautela interferiu na trajetória dos juros futuros nesta tarde. Confira as taxas de fechamento:
A variante delta segue trazendo preocupações, assim como a decisão da China de intensificar a utilização de ferramentas monetárias para apoiar a economia real, na contramão do que vem sendo discutido no resto do mundo. Na visão dos analistas, isso significa que o gigante asiático ainda vê dificuldades na recuperação, em um movimento que pode se espalhar para outros países.
Com a escalada do dólar e a tensão envolvendo o futuro da decisão da Opep+ sobre a produção de petróleo, as petroleiras puxaram as maiores quedas da semana:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARSEM |
| PRIO3 | PetroRio ON | R$ 19,57 | -7,95% |
| AZUL4 | Azul PN | R$ 41,19 | -7,89% |
| GOLL4 | Gol PN | R$ 21,99 | -6,23% |
| PETR3 | Petrobras ON | R$ 28,17 | -6,19% |
| PETR4 | Petrobras PN | R$ 27,47 | -5,86% |
Confira também as maiores altas:
| CÓDIGO | NOME | VALOR | VARSEM |
| SUZB3 | Suzano ON | R$ 60,95 | 2,96% |
| RADL3 | Raia Drogasil ON | R$ 25,47 | 2,70% |
| LREN3 | Lojas Renner ON | R$ 44,51 | 2,58% |
| HGTX3 | Cia Hering ON | R$ 35,67 | 2,32% |
| MGLU3 | Magazine Luiza ON | R$ 22,00 | 1,71% |
Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado
O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3
A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos
Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro
Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar
Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito
Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação
Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas
Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil
A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido
Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais
Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas
A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?
Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora
Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano
Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos
O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045
Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça
O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda
Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio