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Os dados fazem parte dos resultados quantitativos agregados do questionário pré-Copom, que foram divulgados pela primeira vez pelo BC na manhã desta quarta-feira

Antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que definiu a elevação de 0,75 ponto porcentual da Selic (a taxa básica de juros) na semana passada, 67% das instituições financeiras consultadas pelo Banco Central atribuíam um risco de alta no cenário central para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2021. Para o IPCA de 2022, 53% citavam risco de alta.
Os dados fazem parte dos resultados quantitativos agregados do questionário pré-Copom, que foram divulgados pela primeira vez pelo BC na manhã desta quarta-feira, 12.
Na outra ponta, apenas 4% atribuíram risco de baixa para o IPCA tanto em 2021 quanto em 2022. A mediana das projeções das instituições para o IPCA este ano é de 5,00% e para o próximo ano de 3,60%.
Os dados indicam um desequilíbrio no cenário de riscos para a inflação - algo que já vem sendo apontado pelo próprio BC em seu cenário base, com predominância para o risco inflacionário.
Os porcentuais que fazem parte dos resultados quantitativos agregados do questionário pré-Copom serviram de base para que a instituição elevasse, na semana passada, a Selic de 2,75% para 3,50% ao ano.
A agregação do questionário mostra ainda que, antes da decisão sobre a Selic, 90% das instituições consultadas esperavam por uma bandeira tarifária de energia amarela em dezembro de 2021.
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A maioria das instituições financeiras espera que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil retorne ao patamar pré-covid-19 no quarto trimestre de 2021 ou no primeiro trimestre de 2022. Em um universo de 85 instituições, 29 delas acreditam que o PIB voltará ao nível anterior à pandemia no quarto trimestre deste ano. Outras 23 citam o primeiro trimestre de 2022.
Os números serviram de base para que o Comitê de Política Monetária (Copom) elevasse, na semana passada, a Selic de 2,75% para 3,50% ao ano.
Conforme os dados agregados, porém, há instituições mais pessimistas quanto à recuperação do PIB. Duas delas esperam o retorno ao patamar anterior à pandemia apenas no primeiro trimestre de 2023. Três delas citam o segundo trimestre de 2023.
Os números agregados revelam ainda que, considerando 89 instituições, 31% citam "risco de baixa" para seu cenário central do PIB em 2021; 39% veem "risco equilibrado"; 29% indicam "risco de alta".
Para 2022, 28% das instituições citaram "risco de baixa" para o cenário do PIB; 61% indicaram "risco equilibrado"; 11% citaram "risco de alta".
A mediana das projeções das instituições para o PIB do Brasil no primeiro trimestre de 2021, na margem, estava em alta de 0,1% antes do encontro do Copom do BC. No caso de 2021, a mediana é de elevação de 3,2% e, para 2022, de alta de 2,5%.
Os dados agregados mostraram ainda que a mediana das projeções para o PIB no primeiro trimestre de 2021 ante o primeiro trimestre de 2020 está em queda de 0,3%. Para o segundo trimestre deste ano, está em alta de 9,6%.
A mediana das projeções das instituições financeiras para o hiato do produto brasileiro no primeiro trimestre de 2021 é de queda de 3,7%, conforme os dados agregados do questionário pré-Copom. Para o quarto trimestre de 2021, a mediana é de baixa de 2,7%.
O hiato do produto representa a diferença entre o PIB verificado e a estimativa do produto potencial de um país. Números negativos indicam que o PIB é inferior a seu potencial.
Os dados mostram ainda certa dispersão nas projeções sobre quando ocorrerá o fechamento do hiato do produto no Brasil.
Entre 75 instituições, 11 delas citaram o quarto trimestre de 2022; 16 indicaram o segundo trimestre de 2023; 13 citaram o ano de 2024. Há ainda instituições que citaram o fechamento do hiato em outros períodos, que vão do quarto trimestre de 2020 ao ano de 2027.
O documento divulgado nesta quarta-feira pelo BC também trouxe uma compilação das estimativas das instituições financeiras para o PIB nas principais economias globais. A projeção mediana para o PIB da China em 2021 é de alta de 8,5%. Já o PIB projetado para os EUA é de avanço de 6,5% e para a zona do euro de elevação de 4,2%.
Conforme o BC, 44% das instituições consideraram o ambiente externo "mais favorável" desde o encontro de março do Copom.
Outros 16% consideraram "menos favorável" e 40% classificaram o ambiente como "sem mudanças relevantes".
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