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Reino Unido, 1859. Charles Darwin publica A Origem das Espécies e provoca uma reviravolta: as bases para a teoria da evolução estavam lançadas.
É raro que um cientista entre para a cultura pop — e sua presença icônica é um medidor do impacto de suas descobertas. Você pode não entender o E = MC², mas sabe que um senhor de cabelos desgrenhados chamado Albert Einstein tem alguma relação com a fórmula.
Darwin entra na mesma categoria: seu nome povoa o inconsciente coletivo. Você pode não saber apontar Galápagos num mapa, mas recorda que foi lá que o cientista observou as tartarugas gigantes.
A base da publicação de Darwin é o conceito de seleção natural: indivíduos mais adaptados vivem mais, se reproduzem com mais facilidade e passam seus genes adiante.
Pense num leão que, por qualquer motivo, seja mais resistente que os outros ao calor da savana: ele vai caçar mais, comer mais, se reproduzir mais. E, muitas gerações depois, todos os leões terão essa característica.
Pense, agora, no leão do Imposto de Renda: o ambiente tributário brasileiro mudou ao longo dos anos, mas ele não se adaptou com o tempo — uma obsolescência incompatível com a realidade.
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Mas, veja só: a evolução do predador começa a aparecer. O governo entregou hoje ao Congresso sua proposta de reforma nas regras do IR. As novidades são grandes e vão desde a tributação de dividendos para a pessoa física até a redução na alíquota das empresas.
Se eu fosse listar todas as mudanças, essa newsletter ficaria do tamanho de A Origem das Espécies — então, recomendo a leitura dessa matéria feita pela Julia Wiltgen, explicando tudo o que foi proposto.
O leão 2.0 é bom ou ruim para o investidor? Bem, é difícil responder: há pontos positivos e negativos a serem considerados. Pelo menos hoje, o mercado mostrou-se receoso com a seleção natural, jogando o Ibovespa para baixo e o dólar para cima.
Mas, como Darwin bem observou: a seleção natural é um processo demorado. Portanto, não tome essa reforma como definitiva. Muita água ainda vai passar por Galápagos — quer dizer, pelo Congresso — e pode mudar a evolução do IR…
• Nos últimos dias, a BRF anda com fome de aquisições bem específicas. A empresa, que até semana passada tinha uma participação minúscula no mercado de ração para cães e gatos, anunciou sua segunda compra em uma semana no setor. Saiba mais.
• Quem comprou ações do Inter na nova oferta realizada pelo banco digital garantiu um desconto de 17,5% nos papéis em relação às cotações da B3. A operação marca ainda o início da parceria com a Stone, que investiu R$ 2,5 bilhões para entrar no capital da empresa.
• Por falar em parcerias, a Vale explicou hoje que seu mais recente acordo com uma subsidiária da China Baowu Group e Shandong Xinhai Technology visa ampliar sua capacidade de produção de níquel na Indonésia. Veja os detalhes.
• O Fleury virou notícia no início desta semana após sofrer um ataque cibernético. Para evitar prejuízos e atrasos aos pacientes, o Hospital Sírio-Libanês, que é um dos parceiros do grupo, adotou um sistema de contingência que permite a realização de exames laboratoriais.
• A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, bateu em 0,83% em junho e acumula 8,13% em 12 meses, de acordo com o IBGE. Descubra quais são os responsáveis pela nova aceleração do índice.
• Por outro lado, o resultado das transações correntes ficou positivo em US$ 3,840 bilhões no mês passado. Conforme informa o Banco Central, esse é o melhor resultado para meses de maio desde o início da série histórica.
• De olho em El Salvador, que já adotou o bitcoin como uma de suas moedas oficiais, um congressista do Paraguai pretende apresentar uma proposta semelhante para o país. E isso não é tudo: confira duas outras iniciativas na América Latina para a criptoeconomia.
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