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Postura firme

Campos Neto volta a afirmar que BC vai perseguir meta de inflação

O presidente do Banco Central também comentou sobre fatores que pressionam os preços, e a postura a ser adotada pela instituição frente a pressão na economia

Presidente do BC, Roberto Campos Neto; a autoridade monetária é responsável por definir a taxa Selic, através das reuniões do Copom
A meta do Banco Central para a inflação no ano é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Atualmente a inflação já acumula alta de 4,76% em 2021 / Imagem: Divulgação/Banco Centra / Roberto Campos Neto

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, reforçou nesta quarta-feira (01) que a autoridade monetária precisa ser dura e deixar claro que vai perseguir meta de inflação. Além disso, destacou também que Brasil é o país que tem elevado juros com mais força.

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"O Brasil não foi o primeiro país que subiu os juros - o primeiro foi a Turquia -, mas é o que tem subido mais forte. Quando olhamos a taxas de juros para frente, temos o Brasil com um movimento alto também" disse em audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.

Inflação

O presidente do Banco Central comentou sobre fatores que pressionam inflação brasileira, do quadro externo à crise hídrica, dando destaque a extensão do programa de auxílio emergencial, alta das commodities, desvalorização do real e as instabilidades climáticas.

"Tivemos um programa auxílio emergencial muito grande, que se reverteu em mais consumo em um momento de parada de produção, como o mundo fez o mesmo movimento, houve uma alta muito grande de commodities. Houve movimento dos produtores de petróleo e a moeda brasileira se desvalorizou mais do que a de outros países. E aí vieram os fatores climáticos, com onda de frio e agora a maior crise hídrica da história", detalhou.

Reconhecendo a pressão inflacionária que o Brasil enfrenta, Campos Neto afirmou que o Banco Central, por meio da taxa de juros, continuará firme em sua postura para perseguir a meta.

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Além dos ajustes da Selic, o o presidente do Banco Central julga necessário também aumentar a oferta e a produtividade.

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"Para isso, é preciso credibilidade também. Por isso, é uma tarefa que o BC faz de um lado, mas à medida que mostramos que estamos saindo da crise com um fiscal melhor, com uma agenda reformista, as pessoas voltarão a acreditar no País e a investir. E termos um reequilíbrio de fatores", complementou.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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