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Kaype Abreu
Kaype Abreu
Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.
nova taxa básica

Com disparada da inflação, BC confirma expectativa do mercado e eleva Selic para 4,25%

Decisão marca terceira alta seguida da taxa básica de juros, em um processo que começou em março; BC contratou uma nova alta da Selic em agosto, que pode ser maior do que 0,75 ponto

Kaype Abreu
Kaype Abreu
16 de junho de 2021
18:42 - atualizado às 20:07
Selic
Imagem: Shutterstock

Em meio a uma contínua alta dos preços, o Banco Central anunciou nesta quarta-feira (16) a elevação da taxa Selic de 3,50% para 4,25%, conforme expectativa majoritária dos agentes do mercado financeiro.

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) marca a terceira alta seguida da taxa básica de juros. Em março, o BC tirou a Selic da mínima histórica ao elevá-la de 2% para 2,75% e subiu a taxa na mesma proporção em maio.

Em comunicado desta quarta, o BC contratou mais uma alta de 0,75 ponto percentual na próxima reunião, mas frisou que uma deterioração das expectativas de inflação pode exigir uma redução "mais tempestiva" dos estímulos monetários.

Para o estrategista da RB Investimentos, Gustavo Cruz, o BC abriu espaço para uma alta de 1 ponto percentual na próxima reunião do Copom, em agosto. "As expectativas ficarão divididas [entre os agentes econômicos]".

O Comitê ressalta que a avaliação sobre novos ajustes da Selic também dependerá da "evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e de como esses fatores afetam as projeções de inflação".

Para o Copom, a "persistência da pressão inflacionária" é maior que o esperado, "sobretudo entre os bens industriais".

O Comitê ainda vê uma lentidão da normalização nas condições de oferta e impactos de uma possível crise hídrica sobre as tarifas de energia elétrica.

Esses fatores contribuiriam para manter a inflação elevada no curto prazo, apesar da recente queda do dólar, que chegou a tocar os R$ 4,99 pela primeira vez em um ano.

"O Comitê segue atento à evolução desses choques e seus potenciais efeitos secundários, assim como ao comportamento dos preços de serviços conforme os efeitos da vacinação sobre a economia se tornam mais significativos".

O BC afirma que busca, com os ajustes, uma normalização da taxa de juros para patamar considerado neutro — não mais uma normalização parcial, afirmada anteriormente.

"Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, a decisão [de aumentar a taxa] implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego".

Trajetória de ajustes

A autoridade monetária iniciou o ajuste na taxa básica diante da aceleração das expectativas para a inflação e o avanço do IPCA — que chega a 8,06% em 12 meses, com os dados de maio divulgados pelo IBGE.

Desde a última decisão do Copom, o mercado foi ainda surpreendido de maneira positiva com um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,2% no primeiro trimestre.

Os dados levaram os agentes econômicos a reajustar para cima as estimativas para o crescimento da economia brasileira em 2021, em meio a um avanço da vacinação no país.

O Copom diz que os riscos para a recuperação econômica diminuíram "significativamente" desde a decisão anterior sobre Selic.

Segundo o boletim Focus, o mercado espera um crescimento do PIB de 4,85% neste ano e de 2,20% em 2022. Para o próximo ano, a inflação medida pelo IPCA avançaria 3,78%. O centro da meta para o índice em 2022 é de 3,5%, com tolerância de 2% a 5%.

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