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Melhores investimentos do mês foram bitcoin, dólar e ouro, enquanto os piores foram os títulos públicos de longo prazo. Ibovespa caiu mais de 3%
O ano de 2021 começou com o pé direito para os investidores, com as expectativas otimistas em torno da chegada das vacinas contra o coronavírus e a perspectiva de mais estímulos fiscais nos Estados Unidos.
As bolsas bateram recordes, atingindo novas máximas, tanto no Brasil quanto nos EUA. Mas logo a partir da segunda semana do mês, o tempo começou a virar.
Tanta coisa aconteceu em janeiro que mais pareceu um prolongamento de 2020. Vimos apoiadores de Donald Trump invadirem o Capitólio, a vacinação começar no Brasil, o novo presidente americano, Joe Biden, tomar posse, diversos países ordenarem novas medidas de distanciamento social por causa da pandemia da covid-19, o surgimento de novas cepas do coronavírus, um desastre na saúde pública de Manaus, com falta de oxigênio nos hospitais, e até mesmo um forte movimento especulativo com algumas ações nas bolsas americanas.
No fim das contas, o mercado acabou baixando um pouco as expectativas e percebendo que, até atingirmos a luz no fim do túnel, ainda há um longo e tortuoso caminho pela frente. Diferentemente do que acontecia antes do desenvolvimento das vacinas, agora já é possível ver a saída, mas ainda tem muita coisa para acontecer até chegarmos lá.
Com isso, os ativos de proteção - dólar e ouro - fecharam o mês entre os melhores investimentos, cujo ranking foi encabeçado pelo bitcoin. O movimento de alta da criptomoeda ainda não perdeu fôlego, apesar de um soluço no início do ano.
Quase todos os demais ativos tiveram desempenho negativo. Os títulos públicos prefixados e atrelados à inflação de prazos longos aparecem na lanterna, em razão da alta nos juros futuros no acumulado do mês. Confira o ranking completo:
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O ano começou com uma série de acontecimentos que favoreceram a tomada de risco nos mercados. A vacinação contra o coronavírus tomava corpo no mundo e mais países começaram a vacinar; nos EUA, um presidente democrata finalmente tomava posse, com maioria na Câmara e no Senado, cenário que favorece a aprovação de novos estímulos fiscais para combater as consequências econômicas da pandemia.
Antes mesmo da posse, Joe Biden já falava em mais estímulos do que aqueles que já haviam sido recém-sancionados por Donald Trump, totalizando quase US$ 2 trilhões. E a chegada de um presidente mais conciliador ao poder levou os investidores a esperarem que as relações comerciais no mundo se tornassem menos hostis.
Todo esse cenário favorece ativos de risco, impulsionando as bolsas e enfraquecendo o dólar. As bolsas de países emergentes são especialmente beneficiadas nesses casos.
Nem mesmo a surreal invasão do Capitólio - prédio onde funciona o Congresso americano - por apoiadores de Trump na primeira semana do ano impediu os índices acionários no Brasil e nos EUA de renovarem recordes.
Por aqui, o Ibovespa terminou a primeira semana do ano batendo novas máximas históricas intradiária (125.323,53 pontos) e de fechamento (125.076,63 pontos).
Dali para frente as coisas começaram a desandar. O início da vacinação no Brasil até animou os investidores, mas foi extremamente turbulento, e o processo ainda se mostra um tanto incerto.
Houve demora para a aquisição dos imunizantes pelo Ministério da Saúde, trocas de farpas entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria, além de dificuldade de importar as doses da vacina de Oxford compradas da Índia e os insumos para a fabricação da Coronavac, vindos da China.
Aos trancos e barrancos a vacinação vai ocorrendo, mas ainda não temos um plano claro de todas as etapas até o final, uma previsão consistente de quando toda a população estará imunizada e nem mesmo a garantia de todas as vacinas necessárias para que isso ocorra.
Enquanto isso, o coronavírus continuou avançando no país, inclusive com cepas novas identificadas em Manaus, onde a crise sanitária atingiu o limite com a falta de oxigênio nos hospitais.
Vimos novamente cidades e estados decretarem restrições à circulação de pessoas e medidas de distanciamento social, incluindo São Paulo.
No resto do mundo, a pandemia também continuou avançando, com novas cepas do vírus identificadas na África do Sul e no Reino Unido - o que, aliás, causou momentos de forte pessimismo no mercado. Vários países decretaram novos lockdowns e restrições a viagens, o que pode voltar a pesar na economia.
Segundo a Universidade Johns Hopkins, já são 101.993.568 de casos de covid-19 no mundo, com 2.204.033 de mortes. No Brasil, tivemos até agora 9.118.513 de casos, com 222.666 mortes.
Os percalços da vacinação por aqui fizeram o risco fiscal voltar a pesar. A perspectiva de que a imunização completa da população e o retorno à normalidade vão demorar mais para acontecer do que era esperado inicialmente levou o mercado a temer o retorno do auxílio emergencial ou algum outro tipo de estímulo, o que pesaria ainda mais nas contas públicas.
Para completar, os dois candidatos governistas às presidências da Câmara e do Senado, o deputado Arthur Lira e o senador Rodrigo Pacheco, já se mostraram favoráveis ao retorno do auxílio. Ambos são favoritos a levar o comando das suas respectivas casas.
Nesse ínterim, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) decidiu pela manutenção da Selic a 2% ao ano, mas optou por retirar o "forward guidance", a previsão manifesta de que os juros deveriam permanecer baixos por um bom tempo.
Com isso, instituições financeiras começaram a recalibrar suas expectativas para juros, prevendo uma alta na taxa básica ainda no primeiro semestre. Após a ata da reunião, que teve um tom bastante "hawkish", algumas instituições passaram a prever aumento de juros já na próxima reunião, em março.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (o Fed, banco central americano) também manteve os juros na faixa de zero a 0,25% ao ano, mas o discurso do seu presidente, Jerome Powell, após a reunião deixou os investidores pessimistas.
Tal qual o BC brasileiro, ele reforçou a importância do avanço da vacinação para a retomada da atividade econômica, e deixou claro que o alto grau de estímulo monetário ainda será necessário por um bom tempo, já que a economia americana ainda está longe de realmente se recuperar.
Com esse "choque de realidade" da metade do mês para cá, o Ibovespa terminou janeiro em queda, assim com o S&P 500 e o Dow Jones. Por aqui, os investidores estão muito na expectativa do que vai acontecer após as eleições para os comandos da Câmara e do Senado, já que a principal preocupação, no momento, é a questão fiscal.
Ainda tivemos, nos últimos dias, uma forte volatilidade nas bolsas americanas, o que acabou contaminando as negociações por aqui. O motivo foi um movimento especulativo com algumas ações, cujos preços vêm sendo impulsionados por investidores que quiseram forçar os fundos que estavam "vendidos" nesses ativos a desfazerem suas posições, conforme explicamos nesta matéria.
Com essa maior aversão a risco e o peso do lado fiscal, vimos também uma disparada do dólar e dos juros futuros em todos os vencimentos - o que machucou os títulos públicos prefixados e atrelados à inflação, que se desvalorizam quando as taxas avançam. O ouro também saiu beneficiado neste cenário.

Correndo por fora, e nadando de braçada, o bitcoin continuou seu movimento de alta e fechou janeiro com uma valorização - em reais - de 24,04%, cotado a R$ 186.756,81. Em dólar, a criptomoeda já superou os US$ 30 mil. Mas nos seus melhores momentos, chegou a bater o recorde de US$ 40 mil dólares e superar os R$ 200 mil.
A perspectiva de enfraquecimento do dólar com a chegada dos democratas ao poder, nos EUA, num momento em que a pandemia exige maiores estímulos fiscais continua contribuindo para o bitcoin se valorizar, assim como a entrada dos investidores institucionais neste mercado.
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