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Pfizer espera ter a resposta em até 2 semanas, enquanto isso, países como Reino Unido e Israel impuseram novas restrições a viajantes da África do Sul

O laboratório alemão BioNTech, parceiro da Pfizer na produção de vacinas contra o coronavírus, espera ter, em até duas semanas, os resultados dos estudos que vão determinar se a nova variante da covid-19 identificada na África do Sul é capaz de escapar da proteção oferecida pelo imunizante.
Com alto número de mutações, essa cepa tem colocado autoridades, mercado e cientistas em alerta. Entre quinta-feira (25) e sexta-feira (26), houve queda das bolsas e países como Reino Unido e Israel impuseram novas restrições a viajantes vindos da África do Sul.
Segundo a BioNTech, essa cepa, chamada de B.1.1.529, "difere claramente das variantes já conhecidas porque tem mutações adicionais na proteína spike".
Porém, ainda não há confirmação científica de que a variante esteja ligada a escape vacinal nem que seja mais transmissível. Se for considerada uma variante de preocupação pelo Organização Mundial da Saúde (OMS), ela deve ser chamada de Nu, a próxima letra grega - esse alfabeto é usado para nomear essas mutações.
A Pfizer e a BioNTech tem se preparado para adaptar seu imunizante em menos de seis semanas caso apareça uma variante resistente ao produto. A entrega das primeiras doses ajustadas, conforme as empresas, poderia ser feito em cerca de cem dias.
Segundo a Rede para Vigilância Genômica da África do Sul, a variante já foi identificada em amostras coletadas de 12 a 20 de novembro em Gauteng, Botswana e em Hong Kong, de um viajante sul-africano.
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"Podemos fazer algumas previsões sobre o impacto das mutações nesta variante, mas ainda é incerto, e as vacinas continuam a ser a ferramenta crítica para nos proteger", disse a instituição. Nesta sexta-feira (26) o governo sul-africano fará uma sessão de urgência com a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a evolução do vírus.
Enquanto não se sabe muita coisa sobre a nova mutação, os mercado despencam: hoje o dia amanheceu com tensão nas alturas. Nesse cenário, o Ibovespa opera em queda de 3,97%, aos 101.610 pontos por volta das 12h15, enquanto o dólar avançava 0,27%, cotado a R$ 5,5961 no mesmo horário.
Para acompanhar a reação dos mercados, acesse nossa cobertura completa, clicando aqui.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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